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#Resenha: Aprendizados – Gisele Bündchen

Vamos começar esse post com Feliz Ano Novo atrasado!!! Sei que faz bastante tempo que não escrevo no blog e isso tem muita relação com um dos motes principais do livro que irei comentar hoje! O segundo livro que li em 2019! Uma grata mudança na rotina de quem não estava conseguindo ler o quanto gostaria e muito menos escrever como deveria…

Desde o lançamento de Aprendizados, da Gisele Bündchen, fiquei curiosa para ler! Quem foi adolescente nos anos 2000, como eu, sabe da importância dela. A primeira uber model do mundo, capa de praticamente todas as revistas que líamos nessa época e uma das brasileiras com maior reconhecimento internacional. Gisele não era somente uma modelo, era uma marca de sucesso. Todos queriam ser como ela, alcançar o mesmo sucesso!

E ela também tinha uma simpatia fora do comum! Em um mundo tão crítico, poucas eram as pessoas que não gostavam dela. Bem diferente do início de sua carreira, em que quase não conseguia trabalhos porque achavam que tinha o nariz muito grande ou os olhos muito pequenos. Parte dessa simpatia creio que se deva ao fato dela nunca ter escondido essa parte negativa. Sempre ter mostrado que não era perfeita e que penou muito para chegar ao sucesso. Isso a aproximava da realidade!

Os anos foram passando e depois de encerrar sua carreira de modelo, começou a se dedicar totalmente às causas ambientais, sua grande paixão. E, novamente, com muito êxito! Discursou no Rock in Rio, foi escolhida para representar o Brasil na abertura das Olimpíadas. Ou seja, por todas as áreas em que transitava era bem-sucedida.

Mas creio que o maior motivo para ler este livro foi sua relação próxima com os preceitos de ioga e da meditação. Coisas que venho tentando incorporar em minha vida há tempos. Chega um momento em que temos muito mais coisas a fazer do que tempo disponível. E fica difícil até mesmo para… respirar! Quem nunca parou aos 30 anos e pensou: qual o rumo que estou tomando? O que estou realmente aproveitando em minha vida? Quais são as memórias que irei levar? A meditação veio como uma maneira de parar um pouco os pensamentos em turbilhão e viver o momento presente. Se conectar ao seu próprio corpo, à sua alma. Achei, então, que seria interessante conhecer mais sobre sua trajetória e ver como ela começou a se interessar por esses preceitos.

Tive um pouco de medo que a leitura fosse rasa, superficial. Mas foi, na verdade, uma surpresa muito positiva! Apesar de ser um pouco arrastado em alguns momentos em que ela descreve sua rotina, logo a história engrena e não dá vontade de parar de ler!

Gisele conta sobre sua história, sua família e infância, mas sempre com o objetivo de mostrar o que ela aprendeu e como colocou em prática para alcançar seu sucesso profissional e crescimento pessoal!


Gisele no bascktage da primeira edição do SPFW em 1996
Foto: Claudia Guimarães / Divulgação

Desde o começo de sua carreira, quando as coisas ainda não estavam acontecendo, teve muito foco e disciplina. Sabia exatamente onde queria chegar e como precisava agir para isso! Nesse ponto, me identifiquei muito. Foi um texto importante para perceber que às vezes corremos tanto, mas não alcançamos resultados. Porque falta foco! E escrever no blog é uma das coisas que deixei de lado nos últimos tempos. Algo que amo fazer, mas fui postergando, postergando… até que ficou difícil recomeçar! Uma das minhas “resoluções de Ano Novo” (eu sei, eu sei… parece conversa fiada, mas não é) é me dedicar totalmente, nem que seja um dia na semana, aos projetos que iniciei e que realmente são importantes para minha vida!

Talvez a parte mais interessante do livro (e que chamou mais atenção na mídia também) é quando ela conta sobre os ataques de pânico que começou a ter, em determinado momento de sua carreira. Um dia, ela não conseguiu entrar em um avião, teve uma crise. De repente, não conseguia mais andar de elevador. E as coisas foram piorando até que um dia seu apartamento parecia sufocante. O que fazer a partir daí? Ela procurou, então, um médico que receitou uma medicação que deveria tomar… para o resto da vida. Foi aí que Gisele resolveu puxar o freio de mão e pensar no que poderia fazer para não ser dependente de algo para sempre. Foi daí que surgiu a ideia da ioga. E, assim, teve início um novo capítulo de sua vida. Ela mergulhou de cabeça, não só nos exercícios, mas em toda a filosofia por trás e pouco a pouco foi eliminando coisas que contribuíram para esta situação. Hoje, quem a vê já pensa em saúde, espiritualidade e tudo mais. Mas no momento em que teve as crises, o estilo de vida dela era bem diferente. Gisele fumava, bebia uma taça de vinho todos os dias para relaxar e tinha uma alimentação bem desregrada. Tudo isso foi acumulando com o estresse de viver, no que ela mesmo chama, na “rodinha de hamster”, e o resultado não poderia ser diferente. Ela foi mudando aos poucos desde sua alimentação até sua maneira de enxergar a vida e os relacionamentos. As crises ficaram para trás!

Acho que é uma leitura muito válida para todos. Principalmente, se como eu, você está em uma fase de querer mudanças! Se você se sente, às vezes, presa na rodinha do hamster, vai se identificar completamente!

Ah, o livro também traz fotos lindas de toda a sua carreira, infância e família!

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