Books, Filmes

Concluindo: Maio/15

Antes tarde do que nunca: a conclusão de maio! Este mês foi especial para os filmes. Como a leitura de It foi demorada, acabei lendo menos do que pretendia. Vamos aos livros do mês, primeiramente!

1º Contato – Carl Sagan

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“Contato com extraterrestres não é sinônimo de homenzinhos verdes desembarcando de um disco voador. É muito mais: sinais captados num radiotelescópio podem conter mensagens capazes de nos fazer repensar toda a nossa concepção da vida e do Universo. Esse é o ponto de partida de Carl Sagan, que, aliando as tensões da melhor literatura ao conhecimento científico mais avançado, compõe um romance que pode provocar em nós todas as reações – menos a indiferença. Em Contato, o que está em jogo é o mundo tal como o conhecemos. Como quem faz uma aposta, Sagan nos convida a uma viagem assustadoramente fascinante pelo buraco negro que é a inteligência humana.”

Contato foi uma leitura arrastada para mim. Apesar de a história ser muito bem desenvolvida. A personagem principal é a Drª Ellie Arroway, que desde criança sempre se interessou pela ciência e mistérios do universo. Uma mente brilhante, após se formar, Ellie é convidada para administrar o Projeto Argus, onde dentre outros projetos, também procura sinais de vida fora da terra. Quando finalmente sinais começam a ser transmitidos por uma estrela, até então praticamente desconhecida, o mundo se volta para eles, esperando respostas. A mensagem transmitida gera inúmeras discussões e controvérsias políticas e religiosas. Minha expectativa era de mais ação. Mas, apesar de ser diferente do que imaginava, o livro é excelente! Com discussões muito válidas, especialmente referentes à fé.

2º Aura – Carlos Fuentes

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Aura é um texto pequeno, mas extremamente envolvente. Quando o jovem historiador Felipe encontra um anúncio de jornal requisitando uma pessoa com exatamente suas qualificações e oferecendo um salário muito melhor do que o seu de professor, ele fica extremamente tentado e até assustado. Ao chegar na casa, conhece a Sra. Consuelo, que deseja que ele traduza e reúna as memórias de seu falecido marido. A casa em que ela vive permanece constantemente na escuridão e poucos detalhes seu olhar consegue captar. A decisão se torna complicada quando descobre que Consuelo pretende que ele more lá até que ele termine seu trabalho. Enquanto ele pensa se deve aceitar, conhece a outra moradora da casa, Aura, uma bela jovem, com penetrantes olhos verdes, como ele nunca havia visto igual. Neste momento, todas as suas dúvidas são esquecidas e ele resolve ficar. Mas as coisas vão se tornando mais confusas e estranhas a cada dia, dentro da escuridão em que vivem. Uma excelente história de suspense!

 3º  It –Stephen King

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A maior leitura do mês! Mas um livro excelente, apesar de, na minha opinião, ter uma cena no final, dentro dos túneis, que somente serviu como shock value. Mas isto não desmerece em nada a história genialmente criada por King! Vale a pena ler!

Agora vamos aos filmes:

Frida – Julie Taymor

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“Frida Kahlo (Salma Hayek) foi um dos principais nomes da história artística do México. Conceituada e aclamada como pintora, ela teve também um casamento aberto com Diego Rivera (Alfred Molina), seu companheiro também nas artes, e ainda um controverso caso com o político Leon Trostky (Geoffrey Rush) e com várias outras mulheres.”

Filme simplesmente incrível! Me emocionei do começo ao fim com a história de Frida, apesar de já conhecer um pouco. Toda a parte estética do filme é extremamente bem feita, os atores são excelentes. Estou terminando o livro em que o filme se inspirou e farei um post especial!

Homem de Ferro 1, 2 e 3

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Continuando a maratona Marvel que tinha começado quando assisti a Vingadores 2: A Era de Ultron, resolvi assistir aos três filmes do Homem de Ferro. Havia assistido somente o segundo filme e não gostava muito de Tony Stark. Tanto que demorou bastante até assistir aos demais. Mas esta má impressão se deve principalmente ao fato de não ter visto o início de sua história. No início do segundo filme, Tony é simplesmente um poço de arrogância e isto encobria suas qualidades pra mim. Gostei muito de assistir na sequência e, mesmo sendo bem mais fraco que os primeiros, não achei o terceiro filme ruim.

O Homem de Aço – Zack Snyder

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“Há anos enviado de Krypton, um avançado planeta alienígena, à Terra, Clark sofre com a derradeira questão: Por que estou aqui? Moldado pelos valores de seus pais adotivos, Martha e Jonathan Kent, Clark logo descobre que ter super-habilidades significa tomar decisões muito difíceis. Mas quando o mundo mais precisa de estabilidade, ele é atacado. E agora, suas habilidades serão usadas para manter a paz ou partir para um tudo ou nada?”

Mais um filme para a sessão super-heróis! Apesar de nunca ter sido meu preferido entre os títulos da DC, gostei deste filme sobre o super-homem. Gostei da construção da história e principalmente de ver a história de seus pais e de seu planeta natal. Achei ótimo também abordarem a desconfiança com que ele é tratado. Seria muito simplista mostrar a humanidade completamente aos seus pés, sem nenhuma dúvida de suas intenções. Ótimo gancho para Batman vs Superman.

X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido – Bryan Singer

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“A formação definitiva de X-Men luta uma guerra pela sobrevivência da espécie em dois períodos de tempo em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”. Os amados personagens da trilogia “X-Men” original juntam-se aos seus eus jovens de “X-Men: Primeira Classe” em uma batalha épica que deve mudar o passado para salvar o futuro.”

Esta era uma continuação que estava ansiosa para assistir. Gostei muito da ideia de trabalhar duas épocas diferentes e da cooperação entre Magneto e Xavier no futuro. Outro ponto positivo foi mostrarem Xavier em seu pior momento, sem toda a aura de superioridade em que ele sempre está envolvido. Afinal de contas, os defeitos e fragilidades dos personagens da Marvel sempre foram seus pontos principais, o que faz com que as pessoas se identifiquem com eles.

Quarteto Fantástico – Tim Story

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“Um desastre atinge uma nave espacial, fazendo com que seus quatro tripulantes sofram modificações em seu organismo de forma a ganharem poderes especiais. Reed Richards (Ioan Gruffudd), o líder do grupo, passa a ter a capacidade de esticar seu corpo feito borracha. Sue Storm (Jessica Alba), sua ex-namorada, ganha poderes que a permitem ficar invisível e criar campos de força. Johnny Storm (Chris Evans), irmão de Sue, pode aumentar o calor do seu corpo, enquanto que Ben Grimm (Michael Chiklis) tem seu corpo transformado em pedra e ganha uma força sobre-humana. Ao retornar à Terra após o acidente logo os novos poderes começam a se manifestar, fazendo com que todos tenham que se adaptar a eles e também à condição de celebridades que os poderes lhes trazem.”

Filme muito, muito fraco. Sofrível! Nem tenho o que falar! Passo.

Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 – Francis Lawrence

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“Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) encontra-se no Distrito 13 depois de ter literalmente acabado com os jogos para sempre. Sob a liderança da Presidenta Coin (Julianne Moore) e seguindo os conselhos de seus amigos de confiança, Katniss abre suas asas tanto quanto luta para salvar Peeta (Josh Hutcherson) e toda uma nação movida por sua coragem.”

Começa o filme sobre o meu livro favorito da série Jogos Vorazes. Apesar de Em Chamas ser muito bom, gosto demais de A Esperança. Saindo da arena, podemos ter uma visão melhor dos personagens. Os traumas de Katniss, a bondade de Peeta. E partimos, especialmente, para a luta política. Todos os truques para conseguir o apoio popular. Simplesmente incrível! O filme é muito bom, apesar de não conseguir passar toda a intensidade do livro.

Chef – Jon Favreau

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“Depois de perder seu emprego como chef em um famoso restaurante de Los Angeles, Carl (Jon Favreau), para a surpresa de todos, compra um trailer e passa a fazer e vender comida pelas ruas. Cozinhando e conhecendo pessoas, ele redescobre o amor, o entusiasmo pela vida e como a gastronomia pode ser apaixonante.”

Sou até suspeita para falar sobre um filme que tem a paixão pela culinária como mote principal! Amei, amei, amei! Leve e despretensioso. Vontade de viajar naquele food truck agora!

Filmes

Desafio de Sexta: Em Busca dos 20 Filmes

Recebi, há alguns dias, uma imagem pelo whatsapp, com figuras representando 20 filmes. Um desafio do tipo “Onde está, Wally?”. Adorei a ideia e logo comecei a tentar adivinhar quais os filmes ali relacionados. Mas a grande surpresa foi que todos os filmes que estão ali são maravilhosos e inclui grandes clássicos do cinema. Então, resolvi trazer o desafio para o blog!

Confira a imagem abaixo e tente encontrar os filmes. A resposta estará abaixo, no post. Não vale trapacear, heim?!

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Vamos à resposta?

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1 – A mão que balança o berço

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“Claire Bartel (Annabella Sciorra) é mãe de duas crianças, trabalha fora e ainda tem que cuidar da casa. Ao contratar Peyton Flanders (Rebecca De Mornay), ela acredita ter encontrado a babá mais que perfeita para ajudá-la com seus afazeres. Sem saber, Claire acaba trazendo para dentro de casa sua pior inimiga e agora vai ter que defender seu lar e a vida de sua família.”

2 – O Senhor dos Anéis

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“Numa terra fantástica e única, chamada Terra-Média, um hobbit (seres de estatura entre 80 cm e 1,20 m, com pés peludos e bochechas um pouco avermelhadas) recebe de presente de seu tio o Um Anel, um anel mágico e maligno que precisa ser destruído antes que caia nas mãos do mal. Para isso o hobbit Frodo (Elijah Woods) terá um caminho árduo pela frente, onde encontrará perigo, medo e personagens bizarros. Ao seu lado para o cumprimento desta jornada aos poucos ele poderá contar com outros hobbits, um elfo, um anão, dois humanos e um mago, totalizando 9 pessoas que formarão a Sociedade do Anel.”

3 – O Iluminado

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“Durante o inverno, um homem, é contratado para ficar como vigia em um hotel no Colorado, e vai para lá com a mulher e seu filho. Porém, o contínuo isolamento começa a lhe causar problemas mentais sérios e ele vai se tornado cada vez mais agressivo e perigoso, ao mesmo tempo que seu filho passa a ter visões de acontecimentos ocorridos no passado, que também foram causados pelo isolamento excessivo.”

4 – Jurassic Park

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“O Dr. John Hammond (Richard Attenborough) possui uma equipe de cientistas para descobrir um método cientifico de regenerar dinossauros através do DNA que eles encontram em âmbares preservados. Com isso ele cria um parque temático chamado Jurassic Park, onde todos são bem vindos para ver o passado retornar a vida. Dr. Hammond convida seus netos, Dr. Alan Grant (Sam Neil), Dra. Ellie Sattler (Laura Dern) e Ian Malcolm (Jeff Goldblum) para serem os primeiros à testemunhar a sua criação. As coisas começam a ir mal quando um empregado, Nedry (Wayne Knight), desativa o alarme de segurança e o mecanismo de defesa na tentativa de roubar espécies para revendê-las. Os dinossauros estão livres e as pessoas precisam lutar por suas vidas ou virar refeição para os ferozes tiranossauros.”

5 – Os Caça-Fantasmas

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“Depois de serem chutados de suas posições na Universidade, os parapsicologistas Egon Spengler, Raymond Stantz e Peter Venkman, decidem abrir seu próprio negócio de caçadores de fantasmas. Quando um portal para uma outra dimensão é aberto em Nova York, eles passarão a ter muito trabalho para salvar a cidade.”

6 – Um tira da pesada

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“Axel Foley (Eddie Murphy) é um esperto tira de Detroit que está em Beverly Hills à caça do assassino de seu melhor amigo. Ele logo percebe que seu estilo selvagem não combina com a polícia de lá, que destaca dois policiais (Judge Reinhold e John Ashton) para assegurar que as coisas não fujam do controle. Obrigado a levar os dois caretas junto com ele, Axel detona um tremendo choque cultural em sua rápida e hilariante busca por justiça.”

7 – Coração Valente

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“No século XIII, soldados ingleses matam mulher do escocês William Wallace (Mel Gibson), bem na sua noite de núpcias. Ele resolve então liderar seu povo numa vingança pessoal que acaba deflagrando violenta luta pela liberdade.”

8 – O Rei Leão

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“Mufasa (James Earl Jones), o Rei Leão, e a rainha Sarabi (Madge Sinclair) apresentam ao reino o herdeiro do trono, Simba (Matthew Broderick). O recém-nascido recebe a bênção do sábio babuíno Rafiki (Robert Guillaume), mas ao crescer é envolvido nas artimanhas de seu tio Scar (Jeremy Irons), o invejoso e maquiavélico irmão de Mufasa, que planeja livrar-se do sobrinho e herdar o trono.”

9 – Alien, O Oitavo Passageiro

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“Nave espacial, ao retornar para a Terra, recebe estranhos sinais vindos de um asteroide. Ao investigarem o local, um dos tripulantes é atacado por um estranho ser. O que parecia ser um ataque isolado se transforma em um terror constante, pois o tripulante atacado levou para dentro da nave o embrião de um alienígena, que não para de crescer e tem como meta matar toda a tripulação.”

10 – Taxi Driver

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“Travis Bickle (Robert DeNiro) é um jovem veterano do Vietnã, que volta para as ruas de Nova York trabalhando como motorista de táxi. Conhecendo melhor todos os podres das vielas da cidade, seu caminho se cruza com o das jovens Betsy (Cybill Sheperd) e Iris (Jodie Foster), uma prostituta de apenas 12 anos, o que o faz se revoltar com tudo e com todos, explodindo sua raiva e violência que sempre demonstrou ter.”

11 – Entrevista com o Vampiro

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“Acidentalmente um repórter (Christian Slater) começa uma conversa com um homem (Brad Pitt) que diz ser um vampiro com duzentos anos e conta a trajetória de sua vida, desde a época em que ainda não era vampiro e como foi infectado pelo vampiro Lestat (Tom Cruise), com quem teve grandes aventuras mas também grandes desavenças.”

12 – Clube da Luta

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“Um explosivo sofredor de insônia (Edward Norton) e um carismático vendedor de sabonete (Brad Pitt) canalizam agressão primitiva masculina transformando-a em uma nova e chocante forma de terapia. Seu conceito pega, e formam-se diversos clubes da luta clandestinos em cada cidade, até que uma mulher sensual e excêntrica (Helena Bonham Carter) entra na jogada e desencadeia uma situação fora de controle rumo ao caos.”

13 – Laranja Mecânica

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“Em uma desolada Inglaterra do futuro, a violência das gangues juvenis impera, provocando um clima de terror. Alex (Malcolm McDowell) lidera uma das gangues e, após praticar vários crimes, é preso e submetido à reeducação pelo Estado, com base em uma técnica de reflexos condicionados. Quando ele volta à sua vida em liberdade, é perseguido por aqueles que foram suas vítimas, Mr. Alexander (Patrick Magee) e sua esposa.”

14 – Cantando na Chuva

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“Em 1927, Hollywood, está um verdadeiro rebuliço, com a transição do cinema mudo para o falado. Don Lockwood e Lina Lamont, o casal mais querido do cinema mudo, prepara-se para rodar um musical. Mas, infelizmente, Lina, não só não sabe cantar, como tem uma voz horrível. A estreante, Kathy Selden, é chamada a emprestar sua voz à estrela. As gravações são uma confusão, mas tudo piora quando Don, se apaixona pela doce Kathy. Ao lado de seu inseparável amigo, o compositor Cosmo Brown, ele tenta mostrar ao mundo o talento de Kathy.”

15 – Cisne Negro

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“Cisne Negro é um thriller psicológico ambientado no mundo do balé da Cidade de Nova York. Natalie Portman interpreta uma bailarina de destaque que se encontra presa a uma teia de intrigas e competição com uma nova rival interpretada por Mila Kunis. O filme faz uma viagem emocionante e às vezes aterrorizante à psique de uma jovem bailarina, cujo papel principal como a Rainha dos Cisnes acaba sendo uma peça fundamental para que ela se torne uma dançarina assustadoramente perfeita.”

16 – Menina de Ouro

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“Frankie Dunn (Clint Eastwood) passou a vida nos ringues, tendo agenciado e treinado grandes boxeadores. Frankie costuma passar aos lutadores com quem trabalha a mesma lição que segue para sua vida: antes de tudo, se proteja. Magoado com o afastamento de sua filha, Frankie é uma pessoa fechada e que apenas se relaciona com Scrap (Morgan Freeman), seu único amigo, que cuida também de seu ginásio. Até que surge em sua vida Maggie Fitzgerald (Hilary Swank), uma jovem determinada que possui um dom ainda não lapidado para lutar boxe. Maggie quer que Frankie a treine, mas ele não aceita treinar mulheres e, além do mais, acredita que ela esteja velha demais para iniciar uma carreira no boxe. Apesar da negativa de Frankie, Maggie decide treinar diariamente no ginásio. Ela recebe o apoio de Scrap, que a encoraja a seguir adiante. Vencido pela determinação de Maggie, Frankie enfim aceita ser seu treinador.”

17 – E o Vento Levou

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“Durante a Guerra Civil Americana, quando fortunas e famílias foram destruídas, um cínico aventureiro e uma determinada jovem, que foi duramente atingida pela guerra, se envolvem numa relação de amor e ódio.”

18 – A Casa do Lago

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“Kate Forster (Sandra Bullock) é uma médica solitária, que morava em uma casa à beira de um lago. Hoje esta casa é ocupada por Alex Wyler (Keanu Reeves), um arquiteto frustrado. Kate passa a trocar cartas com Alex, com quem mantém um relacionamento à distância por 2 anos. É quando, ao se descobrirem apaixonados um pelo outro, eles buscam um meio de se encontrar.”

19 – Cães de Aluguel

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“Joe Cabot (Lawrence Tierney), um experiente criminoso, reuniu seis bandidos para um grande roubo de diamantes, mas estes seis homens não sabem nada um sobre os outros e cada um utiliza uma cor como codinome. Porém durante o assalto algo ao saiu, pois diversos policiais esperavam no local. Mr. White (Harvey Keitel) levou Mr. Orange (Tim Roth), que na fuga levou um tiro na barriga e morrerá se não tiver logo atendimento médico, para o armazém onde tinha sido combinado que todos se encontrassem. Logo depois chegou Mr. Pink (Steve Buscemi), que está certo que um deles é um policial disfarçado e eles precisam descobrir quem os traiu. Em um clima de acusações mútuas a situação fica cada vez mais insustentável.”

20 – Um Estranho no Ninho

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“Randle Patrick McMurphy, um prisioneiro, simula estar insano para não trabalhar e vai para uma instituição para doentes mentais, onde estimula os internos a se revoltarem contra as rígidas normas impostas pela enfermeira-chefe Ratched, mas ele não tem ideia do preço que irá pagar por desafiar uma clínica “especializada”.”

Bônus: Pra mim, na imagem, teria também o filme Os Fantasmas se Divertem.

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“Após morrerem quando o carro deles cai em um rio, Barbara Maitland (Geena Davis) e Adam Maitland (Alec Baldwin) se vêem como fantasmas que não podem sair da sua casa de campo na Nova Inglaterra, pois antes que possam ganhar suas asas têm que ocupar a casa como fantasmas pelos próximos cinqüenta anos. A paz é rompida quando Charles (Jeffrey Jones) e Delia Deitz (Catherine O’Hara), um casal de novos-ricos, compra a casa. Mas os Maitland são inofensivos como fantasmas e os esforços para espantar os compradores acaba em fracasso. E se o casal não fica apavavorado, Lydia Deitz (Winona Ryder), a excêntrica e dark filha deles, pode ver e falar com Barbara e Adam, que contratam os serviços de um Beetlejuice (Michael Keaton), um “bio-exorcista”, para apavorar os moradores, apesar de sentirem simpatia por Lydia. Mas logo a situação foge do controle.”

Séries

#TOP 5: Séries de Comédia

Oi, gente!

Hoje vou falar sobre minhas séries de comédia favoritas! A ideia inicial era fazer um top 10 com minhas séries preferidas, mas quando fui fazer a lista vi que as comédias seriam maioria. Afinal de contas, nada como terminar um dia estressante, assistindo algo que te faça rir e te ajude a não levar a vida tão a sério.

Então vamos lá!

Friends

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Fiquei super na dúvida sobre este primeiro lugar: Friends ou Seinfeld? Chega até a cair no banal citar Friends como série favorita de comédia, mas não tem como negar: é maravilhosa! Acabei me decidindo por Friends, por puro amor aos personagens! É uma série de comédia que vai além e até mesmo faz com que você se emocione!

A premissa é simples:

“Friends é uma série que mostra a vida de seis amigos que vivem em Greenwich Village, se metendo nos apartamentos uns dos outros, além de dividir um sofá na cafeteria Central Perk. Monica é uma chef de cozinha muito controladora e com obsessão por limpeza, que sonha em se casar e ter filhos. Com ela mora Rachel, sua melhor amiga desde a época da escola, que fugiu de uma vida de patricinha interiorana para tentar ser uma mulher independente em NY. Do outro lado do corredor, moram os amigos Chandler (conhecido pelo seu humor irônico e por não se dar nada bem com mulheres) e Joey, que ganha a vida como ator, além de ter uma grande fama de mulherengo. No prédio vizinho, vive o azarado Ross, irmão de Monica, um paleontólogo romântico cujos relacionamentos nunca dão certo. Completando esse exótico grupo, está Phoebe, a ex-colega de quarto de Monica, uma pessoa otimista que vive de bicos, embora o grande prazer seja cantar e tocar seu violão.”

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O que faz Friends ser tão especial é a sintonia entre os personagens. Não tem como não querer fazer parte deste grupo e você realmente chega a se sentir um membro! Talvez muito disto se deva ao fato de os atores realmente serem amigos na vida real!

Seinfeld

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A comédia sobre o nada! Que maravilhoso isto! Seinfeld é a série que traz a comédia do dia a dia para sua TV. Eles conseguiram transportar, com muita ironia, situações que todos nós passamos. Genial!

“A melhor série sobre o nada é provavelmente a definição mais correta de “Seinfeld”. O seriado é composto por quatro personagens principais que discutem e analisam os fatos mais corriqueiros do dia a dia com boas doses de ironia, humor e egoísmo. Relacionamentos amorosos, problemas no trabalho e os mais fúteis assuntos são observadas sob as perspectivas de Jerry Seinfeld, um comediante em tempo integral, Elaine Benes, a maliciosa ex-namorada de Jerry, Cosmo Kramer, o excêntrico vizinho do humorista e George Costanza, o amigo azarado e neurótico de Jerry. Considerada a sitcom mais influente da década de 90, “Seinfeld” apresentava quatro amigos individualistas, imorais, inseguros e mentirosos, que conquistaram o público justamente por seus defeitos, que lhe conferiam certa veracidade.”

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Arrested Development

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Michael Bluth é um filho dedicado, que trabalha na empresa da família. Até que um dia, seu pai, George, é preso por fraude e Michael fica com a responsabilidade da empresa e de manter a família unida. Podia ser uma história comum, se não fosse pelo fato de todos os membros da família serem completamente fora da realidade. Gente, que série é esta? Provavelmente a que mais me fez rir na vida. Não tem como não pensar nas loucuras de nossa própria família! A Netflix produziu a quarta temporada da série, anos depois de seu injusto cancelamento e milhares de pedidos de fãs!

Will & Grace

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“Will e Grace eram namorados na adolescência. Will estava confuso com sua sexualidade, até que um dia, Grace e Will se embebedam e resolvem transar. Na hora “H”, Will percebe que é homossexual. A partir daí, os dois se tornam grandes e inseparáveis amigos, com várias situações hilariantes e atrapalhadas. Eles conhecem Jack, um gay, e Karen, uma hetéro que só quer dinheiro. O seriado ganhou vários prêmios importantes durante oito temporadas de sucesso.”

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Mais uma grande série de comédia baseada em amizade! A grande sacada de Will & Gracie é o fato de não haver nenhuma perspectiva amorosa entre os personagens principais, como frisado desde o primeiro episódio. O fato de que só a amizade importa a torna ainda mais especial! Momentos hilários, principalmente com Jack e Karen, que roubaram a cena na série!

Parks and Recreation

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“As mentes por trás de The Office nos trazem uma nova comédia mockumentary (que simula um documentário, com depoimento dos personagens e câmera acompanhando os acontecimentos em “tempo real”), mas agora sobre funcionários públicos do governo e as dificuldades de Leslie Knope em transformar uma construção abandonada em um parque útil para a comunidade.”

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Uma série de comédia sobre funcionários públicos… só isto já me faria assistir! Ser filmada como documentário foi um golpe de mestre. Temos todos os tipos de pessoas que damos de cara no cotidiano: Leslie, a funcionária super dedicada e que, mesme sem apoio, acredita que pode fazer o melhor; Ron Swanson, o chefe mais mal humorado do mundo; Tom, com as ideias de negócios mais bizarros do mundo. Os personagens são maravilhosos! Mais carismáticos, impossível. Não tem como não se apaixonar por sua loucura.

Vale a pena mencionar ainda algumas séries ótimas que surgiram nestes últimos anos, como The Mindy Project (da diva Mindy Kaling) e as novas séries da Netflix, Grace and Frankie e Unbreakable Kimmy Schmidt (criada pela Tina Fey). Dá só uma olhadinha:

The Mindy Project

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“Essa comédia romântica é da escritora e produtora indicada ao Emmy, Mindy Kaling, e conta a história de uma mulher que, embora tenha uma carreira bem sucedida, precisa desesperadamente quebrar alguns hábitos ruins de sua vida pessoal. Afinal, quantos médicos fazem piadas inapropriadas no casamento de um ex-namorado, quase se afoga na piscina de um estranho e é presa por desacato momentos antes de fazer um parto? Divertida, impaciente e politicamente incorreta, Mindy Lahiri divide uma clínica de ginecologia com outros colegas, nenhum deles disposto a tornar a sua vida mais fácil.”

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Grace and Frankie

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“A série acompanha a história das antigas rivais Grace (Jane Fonda) e Frankie (Lily Tomlin), cujos caminhos voltam a se cruzar por conta do novo rumo dos seus casamentos. Quando seus respectivos maridos anunciam que estão apaixonados um pelo outro e que planejam se casar, suas vidas ficam de pernas pro ar. E o que é pior, elas percebem que estarão eternamente ligadas por esse acontecimento. Com o tempo, descobrem que podem contar uma com a outra.”

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Unbreakable Kimmy Schmidt

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“Após quinze anos em um culto, Kimmy (Ellie Kemper) é resgatada e recomeça a vida em Nova York. Munida de uma mochila, tênis de luzinhas e livros datados de uma biblioteca, ela se depara com um mundo que achava que nem existia mais.Ingênua porém resiliente, a ex-reclusa não deixará que nada atrapalhe seu caminho e não demora a encontrar um emprego (trabalhando para Jane Krakowski), alguém para dividir um apartamento (Tituss Burgess) e uma nova vida. O elenco também inclui Lauren Adams, Sara Chase, Sol Miranda e a ganhadora do Emmy, Carol Kane.”

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Books

#Resenha: O Diário de Bridget Jones – Helen Fielding

“I’m no good at anything. Not men. Not social skills. Not work. Nothing.”
― Helen Fielding, Bridget Jones’s Diary

Hora de falar sobre o meu chick-lit preferido: O Diário de Bridget Jones, da Helen Fielding. Conheci a história primeiro com o filme, que é divertidíssimo!!! Não tem como não amar a Bridget e todas as suas loucuras. Logo, o livro virou meu objeto máximo de desejo! E não me decepcionei nem um pouco. Tanto o livro, quanto o filme são perfeitos!

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Dá uma olhada na sinopse:

“Livro que inspirou o filme estrelado por Renée Zellweger. O romance relata um ano na vida de Bridget Jones, uma mulher solteira, de trinta e poucos anos, que luta com todas as forças para emagrecer, encontrar um namorado, parar de beber e largar o cigarro. Uma história aparentemente comum, mas narrada em estilo impecável e extrema sensibilidade. Numa demonstração de acuidade, a autora tira do cotidiano de uma balzaquiana a matéria-prima para um livro memorável.”

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Parece até sério, né? Mas é comédia da melhor qualidade. Bridget é a personificação perfeita de nossas ansiedades e inseguranças. Talvez bem mais exagerada e azarada, mas nos reconhecemos nela a cada minuto.

A história começa no feriado de Ano Novo. Bridget está novamente passando a data na casa de seus pais, com trinta e poucos anos e … solteira! Só quem é solteira, sabe das dificuldades desta situação! Logo ela é arrastada para mais uma festa dos amigos de seus pais, que irão examinar cada centímetro de sua vida para descobrir qual seu problema … além de tentar arrumar um namorado para ela. E é aí que conhecemos Mark Darcy. Mark é um advogado bem sucedido que acabou de se divorciar. Óbvio, vira o alvo perfeito para a mãe de Bridget e suas amigas. Mas ele não parece se interessar nem um pouco por Bridget e está sempre falando as piores coisas que uma mulher pode ouvir.

“It struck me as pretty ridiculous to be called Mr. Darcy and to stand on your own looking snooty at a party. It’s like being called Heathcliff and insisting on spending the entire evening in the garden, shouting “Cathy” and banging your head against a tree.” 

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Bridget, então, decide mudar de vida: emagrecer, ser bem sucedida no trabalho, parar de fumar e, finalmente, encontrar um homem que valha a pena. Para acompanhar esta jornada, ela decide criar um diário.

Passamos, então, a acompanhar seus dias divertidíssimos, suas desilusões, sucessos e fracassos, através de seus comentários viciantes em seu diário.

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O Diário de Bridget Jones é maravilhoso! Livro para todos os momentos, principalmente aqueles em que você está se sentindo um pouco para baixo. Injeção de ânimo instantânea!

“Resolution number one: Obviously will lose twenty pounds. Number two: Always put last night’s panties in the laundry basket. Equally important, will find sensible boyfriend to go out with and not continue to form romantic attachments to any of the following: alcoholics, workaholics, commitment phobic’s, peeping toms, megalomaniacs, emotional fuckwits or perverts. And especially will not fantasize about a particular person who embodies all these things”

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Ah, e não deixe de assistir ao filme. Imperdível!

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Books, Filmes, Marvel

Concluindo: Abril/15

Oi, gente! Mais um mês acabou e vamos para a conclusão!!!

O Iluminado – Stephen King

Primeira leitura do mês. Mas, na verdade, uma releitura. Como iria ler Doutor Sono, que é a continuação, decidi ler novamente. E foi incrível novamente. Um dos melhores livros da vida e o favorito até o momento do Stephen King.

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Doutor Sono – Stephen King

A história de Doutor Sono começa com Danny e Wendy Torrance depois de escaparem do Overlook e se mudarem para o outro lado do país. Mas o mal que se encontrava no hotel não irá deixa-los totalmente Dick mostra a Danny como contê-lo. Já adulto, Danny, luta para esquecer e acaba com o mesmo vício de seu pai. Em seu processo para mudar de vida, irá conhecer uma menina, Abra Stone, com grandes poderes e que acaba entrando no caminho de criaturas muito perigosas e Danny terá que ajudá-la a enfrentá-los. O livro é bom, mas talvez pelas expectativas que criei, por ser continuação de O Iluminado, não gostei tanto. Esperava que trouxesse um pouco mais de medo, já que O Iluminado consegue te deixar arrepiado do começo ao fim, mas isso não acontece. Mas a história é muito bem desenvolvida e entrar em contato com os personagens novamente é maravilhoso.

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Belo Desastre – Jamie McGuire

Não esperava nada grandioso deste livro, afinal de contas era pra ser um romance água com açúcar. Nada de errado com isso. Às vezes, tudo que você precisa de um livro divertido e com personagens que você goste. Mas, nossa, este é provavelmente o pior livro que já li. E já li muita coisa. Odiei tudo, os personagens, a história. Só o apelido da personagem principal já me tirava totalmente a vontade de ler. Segue a sinopse:

“A nova Abby Abernathy é uma boa garota. Ela não bebe nem fala palavrão, e tem a quantidade apropriada de cardigãs no guarda-roupa. Abby acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas, quando se muda para uma nova cidade com America, sua melhor amiga, para cursar a faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy da universidade. Travis Maddox, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Abby precisa – e deseja – evitar. Ele passa as noites ganhando dinheiro em um clube da luta e os dias seduzindo as garotas da faculdade. Intrigado com a resistência de Abby ao seu charme, Travis a atrai com uma aposta. Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês. Se ela perder, deverá morar no apartamento de Travis pelo mesmo período. Qualquer que seja o resultado da aposta, Travis nem imagina que finalmente encontrou uma adversária à altura.”

Abby é completamente mimada e acha que é superior a todos em sua volta. Está atraída por Travis, mas o provoca o tempo inteiro, saindo com caras que ela acha que tem mais a oferecer para ela, especialmente dinheiro. Travis é completamente descontrolado, ciumento e carente, em um nível doentio. A vida deles é completamente impensada e beira ao ridículo. Péssimo! E passa uma ideia completamente bizarra de como um relacionamento deve ser para as adolescentes influenciáveis que são seu público-alvo.

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Agora vamos aos filmes assistidos em abril:

O Labirinto de Kubrick – Room 237 – Rodney Ascher

Sinopse: Em 1980, Stanley Kubrick lançava O Iluminado, hoje considerado um dos maiores clássicos do cinema de horror. Desde então, muitas teorias surgiram na tentativa de interpretar significados escondidos no filme. Estudiosos e fãs obsessivos expõem suas teorias em torno dessas mensagens subliminares. Especulações envolvendo o holocausto, o genocídio de povos indígenas e até conspirações governamentais são cuidadosamente analisadas neste documentário.

Como fã de O Iluminado e de Stanley Kubrick não tem como dizer que não gostei. Mas achei muito viajado na maior parte das teorias. Não consegui comprar esta ideia de que cada objeto cenográfico e figurante tinha uma mensagem oculta. Mas o documentário é bem construído e se você gosta demais do filme e do Kubrick, vale muito a pena.

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Velozes e Furiosos 7 – James Wan

Sinopse: Após os acontecimentos em Londres, Dom (Vin Diesel), Brian (Paul Walker), Letty (Michelle Rodriguez) e o resto da equipe tiveram a chance de voltar para os Estados Unidos e recomeçarem suas vidas. Mas a tranquilidade do grupo é destruída quando Ian Shaw (Jason Statham), um assassino profissional, quer vingança pelo acidente de seu irmão. Agora, a equipe tem que se reunir para impedir este novo vilão. Mas dessa vez, não é só sobre ser veloz. A luta é pela sobrevivência.

Valeu pela despedida do Paul Walker. O filme faz muito bem o que se propõe, que é entreter. Lógico que você espera de Velozes e Furiosos cenas impossíveis, mas este eleva isto a um nível Jedi. Na maior parte do filme, fiquei pensando: eles não vão fazer isto. Mas eles faziam. Mesmo assim, muito divertido.

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Home Sweet Hell – Anthony Burns

Sinopse: Um homem de negócios bem-sucedido é casado com uma mulher bipolar, sofrendo de transtorno obsessivo compulsivo. O casamento dos dois é abalado quando ele começa a conviver com uma atraente colega de trabalho.

Comecei a assistir o filme com um pé atrás, por causa da Katherine Heigl. Não acho a atuação dela boa, na maioria das vezes, mas adorei neste filme. O TOC, a obsessão com perfeição. Achei sensacional. Adorei!

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O Morro dos Ventos Uivantes – Andrea Arnold

Sinopse: Nova adaptação do romance clássico escrito por Emily Brontë, mostra a história de duas gerações das famílias Earnshaw e Linton, enquanto suas fortunas se entrelaçam numa complexa trama, dominada pelo ardente relacionamento entre dois amantes amaldiçoados, Heathcliff e Cathy. Heathcliff é um jovem adotado por uma rica família na Inglaterra. Com o tempo, ele nutre uma obsessão por Catherine Earnshaw, sua irmã adotiva. Quando descobre que ela irá se casar com Edgar Lindon, Heathcliff resolve fugir para fazer fortuna, para que no futuro possa retornar e conquistá-la.

Assim que terminei de escrever a resenha de O Morro dos Ventos Uivantes decidi assistir ao filme. Esta é uma das adaptações cinematográficas do livro. Não é a mais conhecida. A fotografia é maravilhosa, as escolhas de closes que a diretora faz são sensacionais e dão a impressão de estar no lugar das personagens. Mas a escolha do final me decepcionou muito, como fã da estória.

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O Garoto da Casa ao Lado – Rob Cohen

Sinopse: Uma mulher divorciada (Jennifer Lopez) se envolve romanticamente com o vizinho adolescente (Ryan Guzman) e o relacionamento gera consequências inimagináveis quando o rapaz se mostra obcecado e inconsequente.

Shame on me por assistir um filme com a Jennifer Lopez. Mas queria um filme só para me divertir. Só que não consegui isto, fiquei o tempo inteiro agoniada, pensando em como era ruim.

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Interestelar – Christopher Nolan

Sinopse: Após ver a Terra consumindo boa parte de suas reservas naturais, um grupo de astronautas recebe a missão de verificar possíveis planetas para receberem a população mundial, possibilitando a continuação da espécie. Cooper é chamado para liderar o grupo e aceita a missão sabendo que pode nunca mais ver os filhos. Ao lado de Brand, Jenkins e Doyle, ele seguirá em busca de uma nova casa. Com o passar dos anos, sua filha Murph investirá numa própria jornada para também tentar salvar a população do planeta.

Sensacional! Não tem outra maneira de descrever. Melhor filme do gênero que já assisti. Fotografia impecável e a história realmente te envolve, você realmente se importa com os personagens. Matthew McConaughey estava maravilhoso e ainda tem a Jessica Chastain, que adoro desde Histórias Cruzadas.

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Cake – Uma Razão para Viver – Daniel Barnz

Sinopse: Após ver a Terra consumindo boa parte de suas reservas naturais, um grupo de astronautas recebe a missão de verificar possíveis planetas para receberem a população mundial, possibilitando a continuação da espécie. Cooper é chamado para liderar o grupo e aceita a missão sabendo que pode nunca mais ver os filhos. Ao lado de Brand, Jenkins e Doyle, ele seguirá em busca de uma nova casa. Com o passar dos anos, sua filha Murph investirá numa própria jornada para também tentar salvar a população do planeta.

Desde que ouvi sobre este filme, fiquei louca para assistir. E realmente é maravilhoso. Jennifer Aniston está maravilhosa. Pra todos que diziam que em todos os seus papéis ela era a Rachel, um grande tapa na cara. Injustiça não ter sido indicada ao Oscar.

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E agora vem a seção Marvel do mês. Assisti Vingadores: Era de Ultron e resolvi fazer uma maratona dos filmes já lançados.

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Vingadores: Era de Ultron – Joss Whedon

Sinopse: Quando Tony Stark tenta reiniciar um programa de manutenção de paz, as coisas não dão certo e os super-heróis mais poderosos da Terra, incluindo Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro, terão que passar no teste definitivo para salvar o planeta. Com o aparecimento do vilão Ultron, a equipe dos Vingadores tem a missão de neutralizar seus terríveis planos.

Amei o filme! Pode não ser o melhor da Marvel, mas com a reunião de tantos personagens maravilhosos, não tem como você não curtir demais. Vi uma resenha excepcional que diz que o filme atende às expectativas dos fãs, mas não as ultrapassa. O que realmente é um problema. Mas gostei demais do modo como alguns personagens cresceram, principalmente Gavião Arqueiro e Thor. Viúva Negra maravilhosa como sempre e vê-la com Hulk, meu outro personagem favorito, não tem preço. E temos a que provavelmente será minha personagem favorita futuramente: Feiticeira Escarlate. Sensacional!

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Capitão América 2: O Soldado Invernal – Anthony Russo e Joe Russo

Sinopse: Após os cataclísmicos eventos em Nova York, Steve Rogers, também conhecido como Capitão América, vive tranquilamente em Washington, DC e tentando se ajustar ao mundo moderno. Mas quando um colega da S.H.I.E.L.D. é atacado, Steve se vê preso em uma rede de intrigas que ameaça colocar o mundo em risco. Unindo forças com a Viúva Negra, o Capitão América luta para expor a grande conspiração enquanto enfrenta assassinos profissionais enviados para silenciá-lo a todo momento. Quando a dimensão da trama maligna é revelada, o Capitão América e a Viúva Negra pedem ajuda a um novo aliado, o Falcão. Contudo, eles logo se veem enfrentando um inimigo formidável e inesperado – o Soldado Invernal.

Depois de assistir ao primeiro filme, Capitão América era um dos personagens que menos gostava. Mas que surpresa com Soldado Invernal, amei do início ao fim e Steve Rogers passou a ser um dos meus favoritos!

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Thor – Kenneth Branagh

Sinopse: Quando é banido do reino de Asgard e exilado na Terra, o arrogante guerreiro Thor (Chris Hemsworth) é obrigado a lutar para reaver seus poderes perdidos. Perseguido pela força invasora enviada para destruí-lo, o desventurado Deus do Trovão tem que enfrentar a batalha e descobrir o que é preciso para se tornar um verdadeiro herói.

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Thor: O Mundo Sombrio – Alan Taylor

Sinopse: Mundos colidem quando um poderoso inimigo antigo ameaça mergulhar o cosmos na escuridão eterna. Agora, reunido com Jane Foster (Natalie Portman), e forçado a forjar uma aliança com seu traiçoeiro irmão Loki (Tom Hiddleston), Thor (Chris Hemsworth) embarca em uma perigosa jornada pessoal para salvar a Terra e Asgard da destruição.

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Thor era um personagem que passava meio despercebido para mim. Foi só quando o vi em Era de Ultron, que resolvi assistir aos filmes solo do personagem e gostei demais. A personalidade dele ainda está sendo moldada, mas o crescimento é impressionante. Asgard é um show a parte, melhor fotografia da Marvel. Queria ter visto em 3D. E tem Natalie Portman! E Loki, melhor vilão! Amo demais!

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#Resenha: Como ter uma vida normal sendo louca – Camila Fremder e Jana Rosa

Mais uma resenha atrasada no blog! Abril não está sendo fácil, minha gente. Mas, vamos que vamos! O livro desta semana é um dos mais divertidos que já li, junto com O Diário de Bridget Jones e acabou me lembrando muito dele. Como ter uma vida normal sendo louca, escrito pelas maravilhosas Camila Fremder e Jana Rosa, tem como subtítulo: Dicas para lidar com as diversidades e situações do universo feminino. Mas é muito mais que isso. Ele trata com humor de qualidade todas as pequenas loucuras femininas de nosso dia a dia. Afinal de contas, de perto ninguém é normal.

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Dá uma olhadinha na sinopse:

“Em Como ter uma vida normal sendo louca: a autoajuda definitiva para todas as mulheres, de todas as idades e em todas as situações, Camila Fremder e Jana Rosa presenteiam as leitoras com dicas sobre as mais diversas situações do dia a dia, desde como se livrar de pessoas chatas em aviões, parecer intelectual, mesmo sem ser, até como dizer a um amigo que ele fede. Além disso, ainda ensina como se comportar na festa do encontro da turma da escola depois de muitos anos passados da formatura. O livro é interessante da primeira à última página e apresenta uma visão muito bem humorada de situações que poderiam constranger qualquer pessoa. O prefácio é de Gloria Kalil.”

Camila Fremder e Jana Rosa

Camila Fremder e Jana Rosa

Tem como não amar?

Quando falo que lembrei de O Diário de Bridget Jones é porque enxergo ela em todas as situações que o livro aborda. Certeza que seria seu novo livro de cabeceira! Mas não vejo só a Bridget nas páginas, vejo a mim e a todas as mulheres que conheço. Todas as situações mais complicadas e hilárias pelas quais passamos e só confessamos para nossos melhores amigos!

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O livro é dividido em vários ensinamentos. A primeira parte é Respeito, Sucesso e Superação, que aborda desde como ser solteira e ser respeitada pela sociedade (Difícil! Muito difícil!), até como seguir a vida após ser taggeada em uma foto feia com muitos likes e comentários. A segunda parte é Amor e relacionamentos. Ri demais com o capítulo: Manual do Psicopata Romântico. Quem nunca teve um desse na vida? E me diverti ao mesmo tempo em que me assustei com os capítulos 7 e 8: o fantasma da ex e o fantasma da próxima. Ninguém entra tão fundo na vida de stalker como nós, mulheres apaixonadas. Ótimo saber que não estamos sozinhas, todos passam por essa fase um dia. A terceira parte, Saúde e Bem-estar, traz o guia da tatuagem errada e dicas preciosas sobre como viver acima do peso sem que ninguém perceba. Na quarta, Vida Profissional e Finanças, elas te ensinam o que fazer se você já passou dos 28 e ainda não se encontrou e como viver no cheque especial. E por último, a quinta parte, Influenciando Pessoas, com o imperdível A mentira nas redes sociais.

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Mais real e identificação imediata, impossível! Todo meu amor por este livro!!!

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“Um livro para todas as loucas normais que levam uma vida como qualquer outra pessoa… Vivendo, estudando, trabalhando, seguindo seus ex agachadas no táxi e forjando acidentes em frente à casa deles, dizendo que foi coincidência e pedindo pra voltar.”
Tatá Werneck

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#Resenha: O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brontë

Que semana corrida, gente! Mas, mesmo com atraso, hoje a resenha do blog é muito especial! Decidi falar sobre O Morro dos Ventos Uivantes, único romance escrito por Emily Brontë. O livro foi lançado em 1847 e é considerado, hoje, como um clássico da literatura. Li, pela primeira vez, quando tinha uns 11 anos de idade e nossa, mudou totalmente minha percepção quanto à leitura. Até então tudo que havia lido era agradável, com mocinhos e mocinhas como personagens principais. E com O Morro dos Ventos Uivantes tudo mudou. Percebi que a literatura pode e deve lhe trazer questionamentos e sentimentos conflitantes. A maioria das pessoas da minha geração irá dizer que foi Harry Potter que despertou o gosto pela leitura deles. Pra mim, foi O Morro dos Ventos Uivantes.

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Há alguns anos atrás no auge de Crepúsculo, o livro de Emily Brontë, antes desconhecido para a maioria, virou febre, pois aparecia como um dos livros favoritos da Bella. Qual não deve ter sido a surpresa da maioria das pessoas quando leram a obra.

Apesar de contar a história de um amor que chega a ser mais forte que a morte, O Morro dos Ventos Uivantes é principalmente sobre vingança. A história começa quando o Sr. Lockwood aluga uma propriedade no campo, Thrushcross Grange. Um dia ele resolve fazer uma visita a seu locatário, que é praticamente seu vizinho, Heathcliff, que mora na propriedade Wuthering Heights (O Morro dos Ventos Uivantes). A personalidade de Heathcliff, assustadora e infinitamente interessante logo chama a atenção de Lockwood, assim como todos os habitantes daquele estranho lugar. Paira no ar uma aura de ressentimento e ódio velado em todos eles. Lockwood fica preso lá por causa do mau tempo e tem sonhos perturbadores. Ao voltar para Thrushcross Grange, fica doente e tem que passar os dias confinado em seu quarto. É neste momento que se vê somente na companhia de sua governanta, Ellen Dean, que desde pequena morou em Wuthering Heights e conhece toda a história da família.

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Heathcliff possui uma história misteriosa. Foi trazido ainda pequeno pelo Sr. Earnshaw, antigo proprietário do Morro, de uma de suas longas viagens. Sua história antes disso é um grande ponto de interrogação. O carinho que o Sr. Earnshaw tinha para com o menino desagrada profundamente sua esposa e seu filho Hindley. Mas sua filha Catherine logo se aproxima do menino, que possui verdadeira adoração por ela. Quando os pais morrem, Hindley já bem mais velho e casado, assume a propriedade e passa a utilizar todos os meios para humilhar e maltratar Heathcliff. Cathy apesar de amá-lo, sabe que terá um futuro melhor se casando com outra pessoa. Seu vizinho, Edgar Linton, por exemplo, que é rico, bonito e a venera.

Cathy é uma personagem extremamente egoísta e impulsiva. Jamais permite que suas vontades sejam contrariadas. Mas realmente ama Heathcliff. Ama, como ela mesma diz, como ama a si mesma.

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“— Não é, não — retrucou ela. — É o melhor! Os outros representam a satisfação dos meus caprichos e do desejo de Edgar. Mas este é em intenção de alguém que compreende, no seu próprio ser, os meus sentimentos para com Edgar e para comigo mesma. Não sei expressar-me bem; mas, sem dúvida, você e todo o mundo têm noção de que há ou deverá haver uma existência para além de nos. Qual seria o sentido de eu ter sido criada, se estivesse contida apenas em mim mesma? Os grandes desgostos que tive foram os desgostos de Heathcliff, e eu senti cada um deles desde o início: o que me faz viver é ele. Se tudo o mais acabasse e ele permanecesse, eu continuaria a existir; e, se tudo o mais permanecesse e ele fosse aniquilado, eu não me sentiria mais parte do universo. Meu amor por Linton é como a folhagem de um bosque: o tempo o transformará, tenho a certeza, da mesma forma que o inverno transforma o arvoredo. O meu amor por Heathcliff lembra as rochas eternas: proporciona uma alegria pouco visível, mas é necessário. Nelly, eu sou Heathcliff! Ele está sempre, mas sempre, no meu pensamento; não como uma fonte de satisfação, que eu também não sou para mim mesma, mas como eu própria. Por isso, não torne a falar da nossa separação: ela é impossível e. . .”

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Quando Cathy decide se casar, Heathcliff vai embora sem dizer uma palavra a ninguém. Anos depois retorna e começa uma vingança contra todos os que os separaram. Uma história sobre como o amor pode ser violento e a vingança ultrapassar todos os limites.

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Heathcliff e Catherine são dois grandes anti-heróis. Cheios de defeitos e muitas vezes cruéis. Mas é impossível não se apaixonar por eles.

“Eu amo o meu assassino… Mas o teu! Como o poderia eu perdoar?”

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#Resenha: Extraordinário – R.J. Palacio

À primeira vista, você poderia imaginar que Extraordinário é um livro infantil. Mas, apesar de em minha opinião, ser um livro que deveria ser obrigatório nas escolas, é muito mais que isso. É um livro para todas as idades e o mais importante que lhe ensinará grandes coisas.

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Extraordinário conta a história de August Pullman, um menino de dez anos, que nasceu com uma rara síndrome genética, que resultou em deformidade facial. Desde bebê passou por 27 cirurgias e foi educado em casa.

“Médicos vieram de cidades distantes só para me ver, parados ao lado da minha cama sem acreditar. Dizem que só posso ser uma das maravilhas da Criação, e até onde veem não conseguem explicar.”

— Natalie Merchant, Wonder

Sua mãe acredita que seria bom para ele começar a frequentar uma escola normal e conviver com outras crianças. Mas seu pai tem muito medo de como ele será tratado. Todos sabem como as pessoas e especialmente as crianças podem ser cruéis, sem pensar. Auggie também fica com medo no começo, mas depois de conhecer alguns alunos da nova escola, decide tentar.

“A única razão de eu não ser comum é que ninguém além de mim me enxerga dessa forma.”

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E todo o aprendizado de Auggie e de seus colegas vai entrar e permanecer no coração dos leitores para sempre. O livro mostra o ponto de vista de vários personagens: Auggie, sua irmã, Via, seu amigo da escola, Jack e vários outros personagens. Isto é muito bom, pois mostra como é difícil para as pessoas que convivem com alguém tão diferente e com o preconceito dos que estão em volta.

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“Se forem apenas um pouco mais gentis que o necessário, alguém, em algum lugar, algum dia, poderá reconhecer em vocês, em cada um de vocês, a face de Deus.”

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“Não precisamos dos olhos para amar, certo? Apenas sentimos dentro de nós.”

“A grandeza não está em ser forte, mas no uso correto da força.”

Meu conselho é: leia! Acompanhar a jornada de August vai ser inesquecível e você aprenderá muito mais do que pode imaginar!

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Concluindo – Março/2015

E lá se foi o mês de março! Passou muito rápido, mas foi bem produtivo para as leituras! Ufaaa… O Goodreads já estava me cobrando! Rsrsrs Durante este mês, li seis livros. De dois deles, fiz resenha no blog: A Resposta, da Kathryn Stockett e A Mulher Calada, da Janet Malcolm.

Para concluir o mês, segue um pouquinho sobre os outros livros lidos:

Bliss – Lauren Myracle

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Quando vi o vídeo sobre Bliss, no canal da Tati Feltrin, já fiquei louca para ler. A história se passa em 1969. Bliss foi criada em uma comunidade, por seus pais hippies. Sempre envolvida em festivais e manifestações. Quando ela completa 14 anos, seus pais decidem mudar para o Canadá e a levam para morar com sua avó, uma senhora rica e tradicional, que tem pavor de tudo que foge da normalidade.  Logo, a avó de Bliss a matricula em uma escola conceituada e pela primeira vez ela terá uma educação formal.

Apesar de todas as diferenças entre ela e seus novos colegas, Bliss não fica sozinha. Todos querem conhece-la, nem que seja apenas pela curiosidade de saber como era viver em uma comunidade. Muito deste interesse, em parte, pois os assassinatos cometidos pela família Manson estão sendo noticiados o tempo inteiro pelos jornais e TV.

Bliss apesar de se adaptar bem e começar a gostar de sua nova vida, também passa por grandes dilemas, como enfrentar o preconceito racial ainda tão vivo, especialmente no momento de integração promovido nas escolas. E tudo se agrava, quando ela resolve ser amiga de uma das meninas mais excluídas da escola.

Além de tudo isso, Bliss tem um dom e começa a ouvir vozes nos prédios da escola, clamando por sangue. E ela não demorará a descobrir que está no centro de uma armadilha.

O livro é muito bom e te prende do começo ao fim. Não fiz uma resenha logo que acabei, porque, confesso, fiquei digerindo o final por uns bons dias. O livro tem um fechamento muito bom, mas não é nem de perto o que o leitor quer. Mas, depois de pensar muito, acho que foi uma decisão muito inteligente da autora. Seria muito fácil de outra maneira!

Infelizmente, o livro não foi traduzido!

Sejamos todos feministas – Chimamanda Ngozi Adichie

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Sejamos todos feministas não foi criado como um livro a princípio. Na verdade, foi uma palestra dada por Chimamanda Adichie para o TED Talks (uma plataforma de diálogo excelente, que está trazendo algumas das melhores discussões dos últimos anos). Chimamanda é uma escritora nigeriana, que tem atraído uma legião de fãs. Seu livro mais famoso, Americanah, está entre os mais desejados da minha lista!!! Principalmente, depois de ter lido Sejamos todos feministas. Que sensacional! Ela já começa seu texto nos contando sobre a primeira vez que foi chamada de feminista:

“Okoloma era um dos meus melhores amigos de infância. Morávamos na mesma rua e ele cuidava de mim como um irmão mais velho: quando eu gostava de um garoto, pedia a opinião dele. Engraçado e inteligente, usava uma bota de caubói de bico pontudo. Em dezembro de 2005, ele morreu num acidente de avião, no sudoeste da Nigéria. Até hoje não sei expressar o que senti. Era uma pessoa com quem eu podia discutir, rir e ter conversas sinceras. E também foi o primeiro a me chamar de feminista. Eu tinha catorze anos. Um dia, na casa dele, discutíamos — metralhávamos opiniões imaturas sobre livros que havíamos lido. Não lembro exatamente o teor da conversa. Mas eu estava no meio de uma argumentação quando Okolomo olhou para mim e disse: “Sabe de uma coisa? Você é feminista!” Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele — era como se dissesse: “Você apoia o terrorismo!”. Não sabia o que a palavra “feminista” significava. E não queria que Okoloma soubesse que eu não sabia. Então disfarcei e continuei argumentando. A primeira coisa que faria ao chegar em casa seria procurar a palavra no dicionário.”

Só por este parágrafo já podemos notar o quão entranhada está a mentalidade de que o feminismo é algo negativo, coisa de mulheres que odeiam os homens. Sendo que o cerne do feminismo é somente a igualdade. Uma igualdade que apesar do pensamento da maioria, ainda está longe de ser alcançada.

E assim, ela nos conta, em um texto delicioso, sobre várias situações enfrentadas por ela e pessoas próximas ao longo de sua vida e, como, sim, todos nós devemos ser feministas, homens e mulheres.

“Quando eu estava no primário, em Nsukka, uma cidade universitária no sudeste da Nigéria, no começo do ano letivo a professora anunciou que iria dar uma prova e quem tirasse a nota mais alta seria o monitor da classe. Ser monitor era muito importante. Ele podia anotar, diariamente, o nome dos colegas baderneiros, o que por si só já era ter um poder enorme; além disso, ele podia circular pela sala empunhando uma vara, patrulhando a turma do fundão. É claro que o monitor não podia usar a vara. Mas era uma ideia empolgante para uma criança de nove anos, como eu. Eu queria muito ser a monitora da minha classe. E tirei a nota mais alta. Mas, para minha surpresa, a professora disse que o monitor seria um menino. Ela havia se esquecido de esclarecer esse ponto, achou que fosse óbvio.”

O momento não poderia ser mais propício para esta leitura. Principalmente, porque está acontecendo uma verdadeira revolução, mesmo que pouco a pouco, na consciência das mulheres. Uma verdadeira onda de empoderamento feminino. Não são aceitas mais campanhas claramente sexistas, que há alguns anos atrás seriam consideradas perfeitamente naturais. As mulheres lutam, seja em seu trabalho, em seus lares ou até mesmo em seus discursos no Oscar, para incutir consciência sobre a igualdade que desejamos e merecemos.

Leitura obrigatória, para todos os gêneros!

“Minha bisavó, pelas histórias que ouvi, era feminista. Ela fugiu da casa do sujeito com quem não queria se casar e se casou com o homem que escolheu. Ela resistiu, protestou, falou alto quando se viu privada de espaço e acesso por ser do sexo feminino. Ela não conhecia a palavra “feminista”. Mas nem por isso ela não era uma. Mais mulheres deveriam reivindicar essa palavra. O melhor exemplo de feminista que conheço é o meu irmão Kene, que também é um jovem legal, bonito e muito másculo. A meu ver, feminista é o homem ou a mulher que diz: “Sim, existe um problema de gênero ainda hoje e temos que resolvê-lo, temos que melhorar”. Todos nós, mulheres e homens, temos que melhorar.”

Regras da Comida – Michael Pollan

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Regras da Comida é um livro curtinho e despretensioso, mas que traz conselhos simples e funcionais para uma alimentação mais saudável. Se você se interessa por reeducação alimentar e já procurou por blogs e documentários sobre o assunto, já se deparou com a maioria das dicas do livro. Mas, o modo prático e direto, com que são colocadas aqui irá facilitar, e muito, na sua memorização!

Alguns exemplos:

Regra 07 – Evite produtos alimentícios que contenham ingredientes que um aluno do terceiro ano não consiga pronunciar.

Regra 20 – Não é comida se chegou pela janela de seu carro.

Regra 21 – Não é comida se tem o mesmo nome em todas as línguas. (Pense em Big Mac, Cheetos ou Pringles.)

Cilada – Harlan Coben

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E esta foi a última leitura de março. Fiquei louca para ler este livro só de olhar a capa! O livro possui duas tramas paralelas: a de Haley McWaid, uma obediente garota de 17 anos, que nunca cometeu nenhum deslize, mas uma noite não volta para casa e a de Dan Mercer, um assistente social, que é acusado de pedofilia, por um famoso programa de televisão. O subtítulo do livro é Ninguém consegue escapar das próprias mentiras e em todo o livro vamos descobrindo a vida dupla dos personagens. Todos têm algo a esconder, algo que preferiam esquecer. A leitura é rápida e muito gostosa. Mas me decepcionei um pouco com o final. O autor coloca muitos plot twists nos últimos capítulos da história e me deixou com a sensação de correria, de mal finalizado.

Bom, é isso: mês concluído e sensação de dever cumprido! Que venha abril, com livros ainda melhores!!!

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#Resenha: A Mulher Calada – Janet Malcolm

“Como o leitor sabe, eu também escolhi um lado — o dos irmãos Hughes e Anne Stevenson — e também recorro a minhas simpatias e antipatias em apoio de minha escolha. Minha narrativa sobre Rose tem espinhos; minha tesoura folheada de prata resiste a custo à tentação de podá-la. Em outro contexto — ou seja, se eu tivesse lido The haunting of Sylvia Plath como um livro sobre um tema em que não investi coisa alguma —, ele não teria despertado em mim nada além de admiração, já que tendo a apoiar os novos teóricos da literatura em seu debate com os tradicionalistas. Mas no debate Plath-Hughes minha simpatia está com os irmãos Hughes, e assim, como um advogado apresentando uma defesa que sabe ser fraca mas ainda assim considera justa por alguma razão obscura, eu me encouraço para resistir aos atrativos da testemunha mais forte e plausível da oposição.”

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Bom, este trecho do livro já deixa bem claro que esta não é uma biografia de Sylvia Plath. Apesar de trazê-la na capa e fazer dela o centro de sua sinopse:

“A Mulher Calada – Uma das poetas mais originais do século XX, Sylvia Plath se suicidou no inverno de 1963, poucos meses depois de se separar do marido, o também poeta Ted Hughes. Esse gesto último selou, em torno de sua vida e sua obra, um campo de forças tão poderoso que ainda hoje continua a opor não só os vivos aos mortos, como todos os que sobreviveram à tragédia.  Neste livro, Janet Malcolm se debruça sobre todas as biografias já escritas sobre Sylvia Plath, além de adentrar um intrincado mundo de cartas, arquivos e delicadas situações familiares. Dotada de elegância e senso narrativo excepcionais, Malcolm mescla psicanálise, poesia, biografia e reportagem, num ensaio de amplitude e profundidade surpreendentes, capaz de envolver o leitor com o magnetismo de uma trama policial.”

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Como a autora bem explica em um texto logo antes deste que escolhi para começar esta resenha, quando traz uma citação do livro de Jacqueline Rose: Como uma criança envolvida num caso terrível de divórcio entre seus pais, tudo que foi escrito sobre a vida de Sylvia Plath, tanto por ela própria quanto pelos que a conheceram, torna imperioso para cada um de nós — e ao mesmo tempo nos impossibilita — escolher um lado. Em quem devemos acreditar? Como podemos saber? Qual é a verdade do caso? Por trás do interesse próprio dos protagonistas, desenrola-se um drama sobre os limites e os fracassos do conhecimento e do autoconhecimento. Podemos tentar chegar a uma sentença decisiva, como ocorre nos casos de divórcio, mas só se aceitarmos as formas falsas e nocivas de certeza pelas quais essas sentenças são tão famosas.”, ao que Janet atalha: “O que Jacqueline Rose deixa fora de seu relato (e seus colegas da academia deixaram fora do relato em seus textos ansiosos e retorcidos sobre outro terrível caso de divórcio, o de Paul de Man e seu jornalismo de tempos de guerra) é a impossibilidade psicológica, para um escritor, de deixar de escolher um dos lados. “Torna imperioso para cada um de nós”, sim. Mas “nos impossibilita”, não. Na falta de alguma certeza “falsa e nociva”, é humanamente impossível escrever sobre qualquer assunto. Como o assassino, o escritor precisa de um motivo.”, isto também se prova verdade sobre o leitor. Não há como não escolher um lado na história de Sylvia Plath e Ted Hughes. E meu lado escolhido foi o de Sylvia. Fica clara então minha decepção ao ver que estava lendo um longo texto em “defesa” de Anne Stevenson e Ted e Olwyn Hughes.

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Anne Stevenson foi uma contemporânea de Janet Malcolm em sua universidade. Era cercada de uma aura de confiança e liberdade e já havia ganhado um prêmio literário sério naquela época. Portanto, apesar de não terem contato, figurava no imaginário de Janet como uma inspiração. Escreveu anos depois Correspondences, um livro de poemas que teve grande aceitação do público. Se Sylvia não tivesse se suicidado, teria praticamente a mesma idade de Janet e Anne. Como Anne, havia saído dos EUA e se mudado para a Inglaterra, após o casamento e havia encarado o mesmo choque cultural. Talvez por estas semelhanças entre as duas, Anne Stevenson foi convidada, em 1985, para escrever um ensaio biográfico de 100 páginas para uma série da Penguin, Vida das Mulheres Modernas. Quando ela concluiu seu rascunho inicial, resolveu enviar o primeiro e último capítulo para Ted Hughes. Mas, além do fato de Hughes estar no exterior na época, com sua esposa Carol, sua irmã Olwyn era quem realmente se encarregava de tomar a frente, seja como executora do espólio literário de Sylvia, como do contato com os biógrafos que continuavam a surgir.

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O rancor dos irmão Hughes quanto aos biógrafos é palpável e Olwyn é a que mais ruidosamente se expressa a respeito. Mas, quando ela respondeu a Anne, apesar de dizer que achava que ela havia se equivocado em diversas partes, disse que gostara de seu estilo literário e convidou-a para um almoço. Neste encontro, Olwyn lhe entregaria algumas cartas de Dido Merwin escritas para uma das biógrafas de Sylvia, Linda Wagner-Martin, que segundo ela iriam mostrar a Anne uma face completamente diferente de Sylvia.

“Dido Merwin não suportava Sylvia Plath e esperou trinta anos para dizer ao mundo o que achava de sua ex-“amiga”, retratando-a como a mulher insuportável de um mártir paciente e sofredor. Segundo ela, o surpreendente não é que Hughes tenha deixado Sylvia Plath, e sim que a “tenha aguentado por tanto tempo”. Depois da separação, escreve ela, perguntou a Hughes “o que fora mais difícil de suportar durante o tempo que ele e Sylvia ficaram juntos”, e ele revelou que Sylvia Plath, num ataque furioso de ciúme, picara em pedacinhos toda sua obra em andamento no inverno de 1961, bem como seu exemplar das obras de Shakespeare. E Merwin também relembra, como se tivesse acontecido apenas ontem, uma temporada desastrosa que Plath e Hughes passaram com ela e seu então marido, o poeta W. S. Merwin, na chácara que tinham na Dordogne. Sylvia Plath “gastava toda a água quente, servia-se o tempo todo na geladeira (comendo no café o que estava reservado para o almoço etc.) e mudou de lugar todos os móveis do seu quarto”. Criava um clima tão desagradável com sua melancolia (embora nunca perdesse o apetite, assinala Merwin, relatando a malignidade com que viu Sylvia Plath devorar um esplêndido foie gras “como se fosse um simples bolo de carne”) que Hughes acabou encurtando a duração de sua visita. Anne Stevenson foi violentamente criticada por transmitir uma ideia “desequilibrada” de Sylvia Plath ao incluir esse retrato venenoso em sua biografia.”

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Quando se encontraram novamente, Olwyn propôs a Anne que retirasse seu texto da Penguin e o expandisse para uma biografia completa. Olwyn possuía uma pequena agência literária e conduziria as negociações do livro de Anne com as editoras nos EUA e Inglaterra, conseguindo adiantamentos substanciais. Além de dar acesso a Anne à amigos leais de Ted, que iriam lhe contar o que há anos guardavam em silêncio, esperando por um biógrafo de confiança.

“Nesse ínterim, Hughes voltara para a Inglaterra, tendo escrito a Anne uma longa carta sobre os dois capítulos que ela lhe enviara. À diferença das quinze páginas de comentários lacônicos e sarcásticos que enviara a Linda Wagner-Martin depois de ler o manuscrito desta alguns meses antes (“página 201, linha 4: cortar ‘fazendo amor’”; “página 200, linha 6: cortar ‘e cortou… rosto’”; “página 273, linhas 27-28: mencionar esses detalhes ínfimos parece burlesco; eliminar”), a carta de sete páginas que Hughes enviou a Anne era amigável, respeitosa e (considerando sua política reservada) notavelmente generosa em detalhes sobre sua vida com Sylvia Plath. No final, essa carta não foi apenas a primeira, mas também a última que Hughes enviou a Anne enquanto ela escrevia Bitter fame. Na época, porém, atuou como um estímulo poderoso; ser lisonjeada pelas atenções do irmão, além da irmã, tornava a proposta impossível de recusar.”

Olwyn cumpriu o que prometeu a Anne conseguindo adiantamentos, lhe dando acesso a seus amigos, lendo seus esboços e, principalmente, dando acesso a Ted.

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“Anne já compartilhava a opinião de Olwyn, segundo a qual Sylvia Plath era uma poetisa brilhante mas uma pessoa cansativa e detestável, e ela e Olwyn se reuniam na casa desta (àquela altura, Anne vivia em Londres com seu futuro marido, Peter Lucas) e conversavam sobre Sylvia com a espécie de deliciosa má vontade a que nos permitimos com amigos próximos de mentalidade parecida. Com toda a probabilidade, foi essa evidência dos sentimentos negativos de Anne em relação a Sylvia Plath, e não seu “estilo contido e tenso”, que tinha atraído o interesse de Olwyn, fazendo-a crer que finalmente encontrara a biógrafa ideal — a biógrafa capaz de retratar Sylvia Plath de maneira a contrabalançar a imagem idealizada pelos libbers.”

Mas, neste ínterim, Anne resolver viajar aos EUA, para trabalhar melhor em seus capítulos iniciais, utilizando as cartas e arquivos guardados de Sylvia, na Biblioteca Lilly. E foi entre estas cartas que Anne finalmente descobre Sylvia e começa a nutrir por ela uma admiração verdadeira, que até então, não sentia.

“Talvez fosse minha reação ao tom desinibido daquelas cartas, nenhuma das quais fora cortada para seu uso pelos biógrafos e que tratavam todas elas de circunstâncias presentes, ainda não ficcionalizadas, ainda ocupadas em acontecer […]. Senti em Indiana que finalmente encontrara Sylvia Plath; e que gostava mais dela, porque agora eu a conhecia. Voltei a seu diário, que li com uma compreensão renovada […]. Comecei a entender, acho eu, por que ela se transformara numa poetisa extremista, incapaz de concessões. Nenhuma posição intermediária lhe serviria […]. Noite após noite, eu emergia, atarantada, do arcondicionado da biblioteca para a umidade opressiva das noites chuvosas de Indiana. (Eu me esquecera da sensação pesada e pegajosa dos verões do Meio-Oeste.) Vivendo a vida de Sylvia no lugar da minha, experimentei pela primeira vez o sentimento intenso de identificação com minha biografada que a maioria dos biógrafos sente antes mesmo de dar início às suas pesquisas. Compreendi, com tristeza, que eu admirava Sylvia, mas jamais gostara dela. Mesmo antes de começar a trabalhar com Olwyn Hughes, eu já me sentia repelida pela impressão que ela me dava, de uma absorção crua em si mesma e uma ambição agressiva. Agora, pensei, estava começando a vê-la de forma mais clara. Decidi retornar a Londres e recomeçar a trabalhar em Bitter fame desde o início. Dessa vez, estava certa de que poderia produzir uma biografia crítica por mim mesma.”

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Olwyn, obviamente, se interpôs a esta ideia e as duas começaram um longo embate sobre o teor do livro, que teve que ser mediado por um “árbitro”, quando chegou ao ponto das duas não se falarem mais. Mesmo assim, o livro foi lançado e espezinhado pela crítica e público, que podiam notar em cada página que não estava lendo somente a opinião da autora, a presença da censura dos irmãos Hughes era palpável.

Tenho absoluta certeza que o convívio com Sylvia Plath não era nem um pouco fácil. Afinal de contas, ela sofria de depressão há anos e não só por isso, o convívio com um gênio nunca foi descrito por ninguém como fácil.

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“Como a vida de Sylvia Plath, sua obra também está cheia de silêncios ameaçadores. É bela, severa e muito fria. É surrealista, com toda a ameaça do surrealismo e sua recusa a explicar-se. Diante dos poemas de Ariel, sentimo-nos como Olwyn diante da impassibilidade de Sylvia. Sentimo-nos reduzidos à humildade e censurados, como se fôssemos as “pessoas pequenas e socadas” que Sylvia Plath via no hospital ou os herbívoros que descreve em seu poema “Mystic”, “com esperanças tão rasteiras que se sentem confortáveis”. Dizer que Sylvia Plath abusou de seu direito a nossa simpatia não é muito preciso. Ela nunca pede a nossa simpatia; não se rebaixaria a tanto. A voz de sua “verdadeira identidade” é notável por seu tom agudo de desdém — e sua profunda melancolia.”

Mas considerar Olwyn e Ted como mártires, pelo escrutínio que sofreram através dos biógrafos e admiradores de Sylvia também me parece completamente desmedido. Principalmente, quando analisamos o controle que fizeram de sua obra. A cada vez que é citado o controle sobre o espólio literário de Sylvia, não posso deixar de sentir um arrepio de raiva. Afinal de contas, quem são os irmãos Hughes para decidir quais os poemas de Sylvia que podem ser publicados? E mais, se prezam tanto por manter sua intimidade, por que publicar seus diários? Mas, mais que isso, os publicam incompletos, retirando as partes que lhes desagradam. Utilizam as permissões para a citação da obra de Sylvia em suas biografias como moeda de troca com os autores.

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Em um trecho do livro, Janet cita uma carta de Ted à mãe de Sylvia sobre a possibilidade da venda dos direitos de A redoma de Vidro nos EUA:

“Uma carta inédita que Hughes escreveu à sra. Plath sete anos depois da morte de Sylvia nos propõe uma resposta possível. A carta está no arquivo Plath da Biblioteca Lilly, na Universidade de Indiana em Bloomington — uma imensa coleção de cartas escritas e recebidas por Sylvia Plath, além da correspondência da família escrita após a sua morte. (A sra. Plath vendeu sua coleção à Lilly em 1977.) Na carta, datada de 24 de março de 1970, Hughes fala à sra. Plath de uma casa que deseja comprar na costa norte de Devon — “um lugar inacreditavelmente bonito” —, mas para a qual não tem dinheiro. Não quer vender uma casa que acabara de comprar em Yorkshire (“um investimento de primeira”) e nem quer (“por razões, como se diz, sentimentais”) vender Court Green, onde voltou a morar com as crianças depois da morte de Sylvia Plath (e onde mora ainda hoje, com Carol, sua segunda mulher). “Por isso”, diz ele à sra. Plath, “estou tentando liquidar todos os meus outros bens e o que me ocorre é The bell jar.” Ele pergunta à sra. Plath o que ela “acharia de publicar o livro agora nos Estados Unidos”, acrescentando que dali a alguns anos ele “não seria mais muito vendável”, transformando-se numa simples “curiosidade para estudiosos”. A sra. Plath, é claro, tinha horror ao livro e escreveu a Hughes uma carta vigorosa de protesto: preferia que The bell jar não fosse publicado nos Estados Unidos. Mas no final da carta, “de uma pessoa inteligente e madura para outra”, ela acaba cedendo. “Já que o direito de publicação é seu, a decisão também lhe cabe”, diz ela, com uma afetação suspeita. Assim, em 1971, The bell jar foi lançado nos Estados Unidos. A sra. Plath aguentou firme e finalmente exigiu em pagamento sua libra de carne: pediu a Hughes sua permissão para publicar as cartas que Sylvia lhe escrevera. Hughes não tinha como recusar.”

No posfácio da autora, ela esclarece, com trechos de cartas de Ted, que este resolveu não publicar o livro nos EUA, mesmo com a concordância da Sra. Plath e desistiu da compra da casa. Mas logo despois, com a descoberta de uma lei americana que prevê que as obras de um autor americano escritas no exterior perdem o direito de autor, após sete anos da morte deste. Ou seja, se não lançassem, a obra seria publicada do mesmo jeito. Mas tudo isto não muda o teor extremamente comercial da carta originalmente enviada à Sra. Plath.

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O livro é muito bem escrito e apesar de não ser o que esperava nos dá uma boa perspectiva de toda a situação. Em nenhum momento ataca Sylvia e também não deixa de nos mostrar muito sobre Ted. E como tudo na vida tem dois lados, é bom que o livro possa nos apresentar uma perspectiva mais completa. Parece contraditório dizer isto depois de citar meu descontentamento com a defesa dos irmãos Hughes, mas o que não é contraditório em tudo isto? E como diria Nelson Rodrigues: “Na hora de odiar, ou de matar, ou de morrer, ou simplesmente de pensar os homens se aglomeram. (…) A opinião unânime está a um milímetro do erro, do equívoco, da iniquidade. (…) Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar.”

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