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#Resenha: A Sangue Frio – Truman Capote

O gênero True Crime é um dos meus favoritos! Desde que li Helter Skelter, fiquei apaixonada por este tipo de literatura. No Goodreads, existe um ranking com os melhores livros deste estilo, que é também conhecido como nonfiction. Nesta lista, está A Sangue Frio, do Truman Capote. Conhecia Capote por seu trabalho como roteirista e também pelo seu livro Bonequinha de Luxo, que inspirou um dos meus filmes preferidos. Já o considerava muito bom, principalmente por The Innocents, filme em que ele foi roteirista, baseado no conto de Henry James, A Volta do Parafuso. Apesar de não ter gostado do conto (achei muito arrastado), gostei bastante do filme, acho que ele fez escolhas muito inteligentes para o roteiro!

Truman Capote

Truman Capote

Achei muito curioso um escritor que nunca havia feito nada do gênero, ter escolhido assassinatos reais para um trabalho. Principalmente, porque nos outros livros que li com esta temática, os autores estavam diretamente relacionados ao caso, como Bugliosi, autor de Helter Skelter, que foi promotor no julgamento dos assassinatos Tate-LaBianca; Robert Graysmith, que trabalhava no Chronicle, quando começaram a receber as cartas do Zodíaco; e Ann Rule, que além de já escrever sobre crimes, era amiga de Ted Bundy.

Mas a falta de um relacionamento direto com o crime ou com os assassinos (pelo menos a princípio) torna a decisão de escrever sobre isto (a meu ver) ainda mais extraordinária. Veja bem, Truman conseguiu visualizar o imenso potencial da história em um simples recorte de jornal. Qualquer outra pessoa teria passado por isto sem a mais vaga lembrança depois. Capote viu naquela nota, sobre assassinatos em uma pequena cidade a milhares de kilômetros, no meio do Kansas, uma oportunidade de estudar os seres humanos. Não só as vítimas e os assassinos, mas o efeito que um caso desses traria para aquela pacata cidade, em que todos se conheciam e deixavam as portas abertas durante a noite. Este era seu mote principal e quando chegou a Holcomb, para dar início à sua pesquisa, nem ao menos se importava que o crime fosse algum dia solucionado.

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Ele viajou para lá, junto com Harper Lee, autora de O Sol é para Todos, que havia acabado de ganhar um Pulitzer por sua obra e conta-se que a presença dela foi essencial para que suas entrevistas tivessem sucesso. Afinal a personalidade de Truman era muito impactante, muito diferente de tudo que a cidade conhecia.

Família Clutter - Assassinados em sua própria casa, sem motivo aparente!

Família Clutter – Assassinados em sua própria casa, sem motivo aparente!

Quando os assassinos são enfim descobertos, Capote vê que não poderia terminar seu livro, sem ter uma visão clara sobre os homens que cometeram o crime e passa a entrevistá-los continuamente, até sua execução (não é spoiler, está até mesmo na capa do livro).

Os Assassinos: Perry Smith e Dick Hickock

Os Assassinos: Perry Smith e Dick Hickock

Truman é primoroso no desenvolvimento deste livro. Em nenhum momento, ele aparece no texto. Com todas as suas entrevistas, ele consegue desenvolver a personalidade das vítimas, reconstituir suas horas finais, mostrar os impactos na cidade e, ainda, nos revela a personalidade dos assassinos, suas histórias, até este fatídico acontecimento. Chega a ser assustador a proximidade que ele leva o leitor a ter com os personagens da história.

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O livro é sensacional e praticamente deu origem ao gênero do jornalismo literário, como Capote denominou-o. Está em primeiro lugar na lista de True Crime Books, do Goodreads e não é por menos! É fantástico!

Assisti Confidencial, logo após terminar o livro. O filme conta a história de Capote, durante o período que escreveu A Sangue Frio, e seu relacionamento controverso com Perry Smith, um dos assassinos da família Clutter. Particularmente, gostei muito do filme. Realmente, me emocionou! Apesar de alguns dizerem que é inferior à Capote, que conta a mesma história e inclusive foi feito praticamente na mesma época. Irei assisti-lo também, junto com a adaptação de A Sangue Frio, e contarei minhas impressões em uma resenha somente dos filmes!

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Concluindo: Maio/15

Antes tarde do que nunca: a conclusão de maio! Este mês foi especial para os filmes. Como a leitura de It foi demorada, acabei lendo menos do que pretendia. Vamos aos livros do mês, primeiramente!

1º Contato – Carl Sagan

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“Contato com extraterrestres não é sinônimo de homenzinhos verdes desembarcando de um disco voador. É muito mais: sinais captados num radiotelescópio podem conter mensagens capazes de nos fazer repensar toda a nossa concepção da vida e do Universo. Esse é o ponto de partida de Carl Sagan, que, aliando as tensões da melhor literatura ao conhecimento científico mais avançado, compõe um romance que pode provocar em nós todas as reações – menos a indiferença. Em Contato, o que está em jogo é o mundo tal como o conhecemos. Como quem faz uma aposta, Sagan nos convida a uma viagem assustadoramente fascinante pelo buraco negro que é a inteligência humana.”

Contato foi uma leitura arrastada para mim. Apesar de a história ser muito bem desenvolvida. A personagem principal é a Drª Ellie Arroway, que desde criança sempre se interessou pela ciência e mistérios do universo. Uma mente brilhante, após se formar, Ellie é convidada para administrar o Projeto Argus, onde dentre outros projetos, também procura sinais de vida fora da terra. Quando finalmente sinais começam a ser transmitidos por uma estrela, até então praticamente desconhecida, o mundo se volta para eles, esperando respostas. A mensagem transmitida gera inúmeras discussões e controvérsias políticas e religiosas. Minha expectativa era de mais ação. Mas, apesar de ser diferente do que imaginava, o livro é excelente! Com discussões muito válidas, especialmente referentes à fé.

2º Aura – Carlos Fuentes

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Aura é um texto pequeno, mas extremamente envolvente. Quando o jovem historiador Felipe encontra um anúncio de jornal requisitando uma pessoa com exatamente suas qualificações e oferecendo um salário muito melhor do que o seu de professor, ele fica extremamente tentado e até assustado. Ao chegar na casa, conhece a Sra. Consuelo, que deseja que ele traduza e reúna as memórias de seu falecido marido. A casa em que ela vive permanece constantemente na escuridão e poucos detalhes seu olhar consegue captar. A decisão se torna complicada quando descobre que Consuelo pretende que ele more lá até que ele termine seu trabalho. Enquanto ele pensa se deve aceitar, conhece a outra moradora da casa, Aura, uma bela jovem, com penetrantes olhos verdes, como ele nunca havia visto igual. Neste momento, todas as suas dúvidas são esquecidas e ele resolve ficar. Mas as coisas vão se tornando mais confusas e estranhas a cada dia, dentro da escuridão em que vivem. Uma excelente história de suspense!

 3º  It –Stephen King

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A maior leitura do mês! Mas um livro excelente, apesar de, na minha opinião, ter uma cena no final, dentro dos túneis, que somente serviu como shock value. Mas isto não desmerece em nada a história genialmente criada por King! Vale a pena ler!

Agora vamos aos filmes:

Frida – Julie Taymor

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“Frida Kahlo (Salma Hayek) foi um dos principais nomes da história artística do México. Conceituada e aclamada como pintora, ela teve também um casamento aberto com Diego Rivera (Alfred Molina), seu companheiro também nas artes, e ainda um controverso caso com o político Leon Trostky (Geoffrey Rush) e com várias outras mulheres.”

Filme simplesmente incrível! Me emocionei do começo ao fim com a história de Frida, apesar de já conhecer um pouco. Toda a parte estética do filme é extremamente bem feita, os atores são excelentes. Estou terminando o livro em que o filme se inspirou e farei um post especial!

Homem de Ferro 1, 2 e 3

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Continuando a maratona Marvel que tinha começado quando assisti a Vingadores 2: A Era de Ultron, resolvi assistir aos três filmes do Homem de Ferro. Havia assistido somente o segundo filme e não gostava muito de Tony Stark. Tanto que demorou bastante até assistir aos demais. Mas esta má impressão se deve principalmente ao fato de não ter visto o início de sua história. No início do segundo filme, Tony é simplesmente um poço de arrogância e isto encobria suas qualidades pra mim. Gostei muito de assistir na sequência e, mesmo sendo bem mais fraco que os primeiros, não achei o terceiro filme ruim.

O Homem de Aço – Zack Snyder

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“Há anos enviado de Krypton, um avançado planeta alienígena, à Terra, Clark sofre com a derradeira questão: Por que estou aqui? Moldado pelos valores de seus pais adotivos, Martha e Jonathan Kent, Clark logo descobre que ter super-habilidades significa tomar decisões muito difíceis. Mas quando o mundo mais precisa de estabilidade, ele é atacado. E agora, suas habilidades serão usadas para manter a paz ou partir para um tudo ou nada?”

Mais um filme para a sessão super-heróis! Apesar de nunca ter sido meu preferido entre os títulos da DC, gostei deste filme sobre o super-homem. Gostei da construção da história e principalmente de ver a história de seus pais e de seu planeta natal. Achei ótimo também abordarem a desconfiança com que ele é tratado. Seria muito simplista mostrar a humanidade completamente aos seus pés, sem nenhuma dúvida de suas intenções. Ótimo gancho para Batman vs Superman.

X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido – Bryan Singer

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“A formação definitiva de X-Men luta uma guerra pela sobrevivência da espécie em dois períodos de tempo em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”. Os amados personagens da trilogia “X-Men” original juntam-se aos seus eus jovens de “X-Men: Primeira Classe” em uma batalha épica que deve mudar o passado para salvar o futuro.”

Esta era uma continuação que estava ansiosa para assistir. Gostei muito da ideia de trabalhar duas épocas diferentes e da cooperação entre Magneto e Xavier no futuro. Outro ponto positivo foi mostrarem Xavier em seu pior momento, sem toda a aura de superioridade em que ele sempre está envolvido. Afinal de contas, os defeitos e fragilidades dos personagens da Marvel sempre foram seus pontos principais, o que faz com que as pessoas se identifiquem com eles.

Quarteto Fantástico – Tim Story

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“Um desastre atinge uma nave espacial, fazendo com que seus quatro tripulantes sofram modificações em seu organismo de forma a ganharem poderes especiais. Reed Richards (Ioan Gruffudd), o líder do grupo, passa a ter a capacidade de esticar seu corpo feito borracha. Sue Storm (Jessica Alba), sua ex-namorada, ganha poderes que a permitem ficar invisível e criar campos de força. Johnny Storm (Chris Evans), irmão de Sue, pode aumentar o calor do seu corpo, enquanto que Ben Grimm (Michael Chiklis) tem seu corpo transformado em pedra e ganha uma força sobre-humana. Ao retornar à Terra após o acidente logo os novos poderes começam a se manifestar, fazendo com que todos tenham que se adaptar a eles e também à condição de celebridades que os poderes lhes trazem.”

Filme muito, muito fraco. Sofrível! Nem tenho o que falar! Passo.

Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 – Francis Lawrence

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“Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) encontra-se no Distrito 13 depois de ter literalmente acabado com os jogos para sempre. Sob a liderança da Presidenta Coin (Julianne Moore) e seguindo os conselhos de seus amigos de confiança, Katniss abre suas asas tanto quanto luta para salvar Peeta (Josh Hutcherson) e toda uma nação movida por sua coragem.”

Começa o filme sobre o meu livro favorito da série Jogos Vorazes. Apesar de Em Chamas ser muito bom, gosto demais de A Esperança. Saindo da arena, podemos ter uma visão melhor dos personagens. Os traumas de Katniss, a bondade de Peeta. E partimos, especialmente, para a luta política. Todos os truques para conseguir o apoio popular. Simplesmente incrível! O filme é muito bom, apesar de não conseguir passar toda a intensidade do livro.

Chef – Jon Favreau

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“Depois de perder seu emprego como chef em um famoso restaurante de Los Angeles, Carl (Jon Favreau), para a surpresa de todos, compra um trailer e passa a fazer e vender comida pelas ruas. Cozinhando e conhecendo pessoas, ele redescobre o amor, o entusiasmo pela vida e como a gastronomia pode ser apaixonante.”

Sou até suspeita para falar sobre um filme que tem a paixão pela culinária como mote principal! Amei, amei, amei! Leve e despretensioso. Vontade de viajar naquele food truck agora!

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Desafio de Sexta: Em Busca dos 20 Filmes

Recebi, há alguns dias, uma imagem pelo whatsapp, com figuras representando 20 filmes. Um desafio do tipo “Onde está, Wally?”. Adorei a ideia e logo comecei a tentar adivinhar quais os filmes ali relacionados. Mas a grande surpresa foi que todos os filmes que estão ali são maravilhosos e inclui grandes clássicos do cinema. Então, resolvi trazer o desafio para o blog!

Confira a imagem abaixo e tente encontrar os filmes. A resposta estará abaixo, no post. Não vale trapacear, heim?!

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Vamos à resposta?

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1 – A mão que balança o berço

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“Claire Bartel (Annabella Sciorra) é mãe de duas crianças, trabalha fora e ainda tem que cuidar da casa. Ao contratar Peyton Flanders (Rebecca De Mornay), ela acredita ter encontrado a babá mais que perfeita para ajudá-la com seus afazeres. Sem saber, Claire acaba trazendo para dentro de casa sua pior inimiga e agora vai ter que defender seu lar e a vida de sua família.”

2 – O Senhor dos Anéis

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“Numa terra fantástica e única, chamada Terra-Média, um hobbit (seres de estatura entre 80 cm e 1,20 m, com pés peludos e bochechas um pouco avermelhadas) recebe de presente de seu tio o Um Anel, um anel mágico e maligno que precisa ser destruído antes que caia nas mãos do mal. Para isso o hobbit Frodo (Elijah Woods) terá um caminho árduo pela frente, onde encontrará perigo, medo e personagens bizarros. Ao seu lado para o cumprimento desta jornada aos poucos ele poderá contar com outros hobbits, um elfo, um anão, dois humanos e um mago, totalizando 9 pessoas que formarão a Sociedade do Anel.”

3 – O Iluminado

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“Durante o inverno, um homem, é contratado para ficar como vigia em um hotel no Colorado, e vai para lá com a mulher e seu filho. Porém, o contínuo isolamento começa a lhe causar problemas mentais sérios e ele vai se tornado cada vez mais agressivo e perigoso, ao mesmo tempo que seu filho passa a ter visões de acontecimentos ocorridos no passado, que também foram causados pelo isolamento excessivo.”

4 – Jurassic Park

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“O Dr. John Hammond (Richard Attenborough) possui uma equipe de cientistas para descobrir um método cientifico de regenerar dinossauros através do DNA que eles encontram em âmbares preservados. Com isso ele cria um parque temático chamado Jurassic Park, onde todos são bem vindos para ver o passado retornar a vida. Dr. Hammond convida seus netos, Dr. Alan Grant (Sam Neil), Dra. Ellie Sattler (Laura Dern) e Ian Malcolm (Jeff Goldblum) para serem os primeiros à testemunhar a sua criação. As coisas começam a ir mal quando um empregado, Nedry (Wayne Knight), desativa o alarme de segurança e o mecanismo de defesa na tentativa de roubar espécies para revendê-las. Os dinossauros estão livres e as pessoas precisam lutar por suas vidas ou virar refeição para os ferozes tiranossauros.”

5 – Os Caça-Fantasmas

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“Depois de serem chutados de suas posições na Universidade, os parapsicologistas Egon Spengler, Raymond Stantz e Peter Venkman, decidem abrir seu próprio negócio de caçadores de fantasmas. Quando um portal para uma outra dimensão é aberto em Nova York, eles passarão a ter muito trabalho para salvar a cidade.”

6 – Um tira da pesada

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“Axel Foley (Eddie Murphy) é um esperto tira de Detroit que está em Beverly Hills à caça do assassino de seu melhor amigo. Ele logo percebe que seu estilo selvagem não combina com a polícia de lá, que destaca dois policiais (Judge Reinhold e John Ashton) para assegurar que as coisas não fujam do controle. Obrigado a levar os dois caretas junto com ele, Axel detona um tremendo choque cultural em sua rápida e hilariante busca por justiça.”

7 – Coração Valente

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“No século XIII, soldados ingleses matam mulher do escocês William Wallace (Mel Gibson), bem na sua noite de núpcias. Ele resolve então liderar seu povo numa vingança pessoal que acaba deflagrando violenta luta pela liberdade.”

8 – O Rei Leão

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“Mufasa (James Earl Jones), o Rei Leão, e a rainha Sarabi (Madge Sinclair) apresentam ao reino o herdeiro do trono, Simba (Matthew Broderick). O recém-nascido recebe a bênção do sábio babuíno Rafiki (Robert Guillaume), mas ao crescer é envolvido nas artimanhas de seu tio Scar (Jeremy Irons), o invejoso e maquiavélico irmão de Mufasa, que planeja livrar-se do sobrinho e herdar o trono.”

9 – Alien, O Oitavo Passageiro

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“Nave espacial, ao retornar para a Terra, recebe estranhos sinais vindos de um asteroide. Ao investigarem o local, um dos tripulantes é atacado por um estranho ser. O que parecia ser um ataque isolado se transforma em um terror constante, pois o tripulante atacado levou para dentro da nave o embrião de um alienígena, que não para de crescer e tem como meta matar toda a tripulação.”

10 – Taxi Driver

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“Travis Bickle (Robert DeNiro) é um jovem veterano do Vietnã, que volta para as ruas de Nova York trabalhando como motorista de táxi. Conhecendo melhor todos os podres das vielas da cidade, seu caminho se cruza com o das jovens Betsy (Cybill Sheperd) e Iris (Jodie Foster), uma prostituta de apenas 12 anos, o que o faz se revoltar com tudo e com todos, explodindo sua raiva e violência que sempre demonstrou ter.”

11 – Entrevista com o Vampiro

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“Acidentalmente um repórter (Christian Slater) começa uma conversa com um homem (Brad Pitt) que diz ser um vampiro com duzentos anos e conta a trajetória de sua vida, desde a época em que ainda não era vampiro e como foi infectado pelo vampiro Lestat (Tom Cruise), com quem teve grandes aventuras mas também grandes desavenças.”

12 – Clube da Luta

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“Um explosivo sofredor de insônia (Edward Norton) e um carismático vendedor de sabonete (Brad Pitt) canalizam agressão primitiva masculina transformando-a em uma nova e chocante forma de terapia. Seu conceito pega, e formam-se diversos clubes da luta clandestinos em cada cidade, até que uma mulher sensual e excêntrica (Helena Bonham Carter) entra na jogada e desencadeia uma situação fora de controle rumo ao caos.”

13 – Laranja Mecânica

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“Em uma desolada Inglaterra do futuro, a violência das gangues juvenis impera, provocando um clima de terror. Alex (Malcolm McDowell) lidera uma das gangues e, após praticar vários crimes, é preso e submetido à reeducação pelo Estado, com base em uma técnica de reflexos condicionados. Quando ele volta à sua vida em liberdade, é perseguido por aqueles que foram suas vítimas, Mr. Alexander (Patrick Magee) e sua esposa.”

14 – Cantando na Chuva

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“Em 1927, Hollywood, está um verdadeiro rebuliço, com a transição do cinema mudo para o falado. Don Lockwood e Lina Lamont, o casal mais querido do cinema mudo, prepara-se para rodar um musical. Mas, infelizmente, Lina, não só não sabe cantar, como tem uma voz horrível. A estreante, Kathy Selden, é chamada a emprestar sua voz à estrela. As gravações são uma confusão, mas tudo piora quando Don, se apaixona pela doce Kathy. Ao lado de seu inseparável amigo, o compositor Cosmo Brown, ele tenta mostrar ao mundo o talento de Kathy.”

15 – Cisne Negro

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“Cisne Negro é um thriller psicológico ambientado no mundo do balé da Cidade de Nova York. Natalie Portman interpreta uma bailarina de destaque que se encontra presa a uma teia de intrigas e competição com uma nova rival interpretada por Mila Kunis. O filme faz uma viagem emocionante e às vezes aterrorizante à psique de uma jovem bailarina, cujo papel principal como a Rainha dos Cisnes acaba sendo uma peça fundamental para que ela se torne uma dançarina assustadoramente perfeita.”

16 – Menina de Ouro

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“Frankie Dunn (Clint Eastwood) passou a vida nos ringues, tendo agenciado e treinado grandes boxeadores. Frankie costuma passar aos lutadores com quem trabalha a mesma lição que segue para sua vida: antes de tudo, se proteja. Magoado com o afastamento de sua filha, Frankie é uma pessoa fechada e que apenas se relaciona com Scrap (Morgan Freeman), seu único amigo, que cuida também de seu ginásio. Até que surge em sua vida Maggie Fitzgerald (Hilary Swank), uma jovem determinada que possui um dom ainda não lapidado para lutar boxe. Maggie quer que Frankie a treine, mas ele não aceita treinar mulheres e, além do mais, acredita que ela esteja velha demais para iniciar uma carreira no boxe. Apesar da negativa de Frankie, Maggie decide treinar diariamente no ginásio. Ela recebe o apoio de Scrap, que a encoraja a seguir adiante. Vencido pela determinação de Maggie, Frankie enfim aceita ser seu treinador.”

17 – E o Vento Levou

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“Durante a Guerra Civil Americana, quando fortunas e famílias foram destruídas, um cínico aventureiro e uma determinada jovem, que foi duramente atingida pela guerra, se envolvem numa relação de amor e ódio.”

18 – A Casa do Lago

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“Kate Forster (Sandra Bullock) é uma médica solitária, que morava em uma casa à beira de um lago. Hoje esta casa é ocupada por Alex Wyler (Keanu Reeves), um arquiteto frustrado. Kate passa a trocar cartas com Alex, com quem mantém um relacionamento à distância por 2 anos. É quando, ao se descobrirem apaixonados um pelo outro, eles buscam um meio de se encontrar.”

19 – Cães de Aluguel

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“Joe Cabot (Lawrence Tierney), um experiente criminoso, reuniu seis bandidos para um grande roubo de diamantes, mas estes seis homens não sabem nada um sobre os outros e cada um utiliza uma cor como codinome. Porém durante o assalto algo ao saiu, pois diversos policiais esperavam no local. Mr. White (Harvey Keitel) levou Mr. Orange (Tim Roth), que na fuga levou um tiro na barriga e morrerá se não tiver logo atendimento médico, para o armazém onde tinha sido combinado que todos se encontrassem. Logo depois chegou Mr. Pink (Steve Buscemi), que está certo que um deles é um policial disfarçado e eles precisam descobrir quem os traiu. Em um clima de acusações mútuas a situação fica cada vez mais insustentável.”

20 – Um Estranho no Ninho

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“Randle Patrick McMurphy, um prisioneiro, simula estar insano para não trabalhar e vai para uma instituição para doentes mentais, onde estimula os internos a se revoltarem contra as rígidas normas impostas pela enfermeira-chefe Ratched, mas ele não tem ideia do preço que irá pagar por desafiar uma clínica “especializada”.”

Bônus: Pra mim, na imagem, teria também o filme Os Fantasmas se Divertem.

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“Após morrerem quando o carro deles cai em um rio, Barbara Maitland (Geena Davis) e Adam Maitland (Alec Baldwin) se vêem como fantasmas que não podem sair da sua casa de campo na Nova Inglaterra, pois antes que possam ganhar suas asas têm que ocupar a casa como fantasmas pelos próximos cinqüenta anos. A paz é rompida quando Charles (Jeffrey Jones) e Delia Deitz (Catherine O’Hara), um casal de novos-ricos, compra a casa. Mas os Maitland são inofensivos como fantasmas e os esforços para espantar os compradores acaba em fracasso. E se o casal não fica apavavorado, Lydia Deitz (Winona Ryder), a excêntrica e dark filha deles, pode ver e falar com Barbara e Adam, que contratam os serviços de um Beetlejuice (Michael Keaton), um “bio-exorcista”, para apavorar os moradores, apesar de sentirem simpatia por Lydia. Mas logo a situação foge do controle.”

Books, Filmes, Marvel

Concluindo: Abril/15

Oi, gente! Mais um mês acabou e vamos para a conclusão!!!

O Iluminado – Stephen King

Primeira leitura do mês. Mas, na verdade, uma releitura. Como iria ler Doutor Sono, que é a continuação, decidi ler novamente. E foi incrível novamente. Um dos melhores livros da vida e o favorito até o momento do Stephen King.

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Doutor Sono – Stephen King

A história de Doutor Sono começa com Danny e Wendy Torrance depois de escaparem do Overlook e se mudarem para o outro lado do país. Mas o mal que se encontrava no hotel não irá deixa-los totalmente Dick mostra a Danny como contê-lo. Já adulto, Danny, luta para esquecer e acaba com o mesmo vício de seu pai. Em seu processo para mudar de vida, irá conhecer uma menina, Abra Stone, com grandes poderes e que acaba entrando no caminho de criaturas muito perigosas e Danny terá que ajudá-la a enfrentá-los. O livro é bom, mas talvez pelas expectativas que criei, por ser continuação de O Iluminado, não gostei tanto. Esperava que trouxesse um pouco mais de medo, já que O Iluminado consegue te deixar arrepiado do começo ao fim, mas isso não acontece. Mas a história é muito bem desenvolvida e entrar em contato com os personagens novamente é maravilhoso.

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Belo Desastre – Jamie McGuire

Não esperava nada grandioso deste livro, afinal de contas era pra ser um romance água com açúcar. Nada de errado com isso. Às vezes, tudo que você precisa de um livro divertido e com personagens que você goste. Mas, nossa, este é provavelmente o pior livro que já li. E já li muita coisa. Odiei tudo, os personagens, a história. Só o apelido da personagem principal já me tirava totalmente a vontade de ler. Segue a sinopse:

“A nova Abby Abernathy é uma boa garota. Ela não bebe nem fala palavrão, e tem a quantidade apropriada de cardigãs no guarda-roupa. Abby acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas, quando se muda para uma nova cidade com America, sua melhor amiga, para cursar a faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy da universidade. Travis Maddox, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Abby precisa – e deseja – evitar. Ele passa as noites ganhando dinheiro em um clube da luta e os dias seduzindo as garotas da faculdade. Intrigado com a resistência de Abby ao seu charme, Travis a atrai com uma aposta. Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês. Se ela perder, deverá morar no apartamento de Travis pelo mesmo período. Qualquer que seja o resultado da aposta, Travis nem imagina que finalmente encontrou uma adversária à altura.”

Abby é completamente mimada e acha que é superior a todos em sua volta. Está atraída por Travis, mas o provoca o tempo inteiro, saindo com caras que ela acha que tem mais a oferecer para ela, especialmente dinheiro. Travis é completamente descontrolado, ciumento e carente, em um nível doentio. A vida deles é completamente impensada e beira ao ridículo. Péssimo! E passa uma ideia completamente bizarra de como um relacionamento deve ser para as adolescentes influenciáveis que são seu público-alvo.

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Agora vamos aos filmes assistidos em abril:

O Labirinto de Kubrick – Room 237 – Rodney Ascher

Sinopse: Em 1980, Stanley Kubrick lançava O Iluminado, hoje considerado um dos maiores clássicos do cinema de horror. Desde então, muitas teorias surgiram na tentativa de interpretar significados escondidos no filme. Estudiosos e fãs obsessivos expõem suas teorias em torno dessas mensagens subliminares. Especulações envolvendo o holocausto, o genocídio de povos indígenas e até conspirações governamentais são cuidadosamente analisadas neste documentário.

Como fã de O Iluminado e de Stanley Kubrick não tem como dizer que não gostei. Mas achei muito viajado na maior parte das teorias. Não consegui comprar esta ideia de que cada objeto cenográfico e figurante tinha uma mensagem oculta. Mas o documentário é bem construído e se você gosta demais do filme e do Kubrick, vale muito a pena.

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Velozes e Furiosos 7 – James Wan

Sinopse: Após os acontecimentos em Londres, Dom (Vin Diesel), Brian (Paul Walker), Letty (Michelle Rodriguez) e o resto da equipe tiveram a chance de voltar para os Estados Unidos e recomeçarem suas vidas. Mas a tranquilidade do grupo é destruída quando Ian Shaw (Jason Statham), um assassino profissional, quer vingança pelo acidente de seu irmão. Agora, a equipe tem que se reunir para impedir este novo vilão. Mas dessa vez, não é só sobre ser veloz. A luta é pela sobrevivência.

Valeu pela despedida do Paul Walker. O filme faz muito bem o que se propõe, que é entreter. Lógico que você espera de Velozes e Furiosos cenas impossíveis, mas este eleva isto a um nível Jedi. Na maior parte do filme, fiquei pensando: eles não vão fazer isto. Mas eles faziam. Mesmo assim, muito divertido.

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Home Sweet Hell – Anthony Burns

Sinopse: Um homem de negócios bem-sucedido é casado com uma mulher bipolar, sofrendo de transtorno obsessivo compulsivo. O casamento dos dois é abalado quando ele começa a conviver com uma atraente colega de trabalho.

Comecei a assistir o filme com um pé atrás, por causa da Katherine Heigl. Não acho a atuação dela boa, na maioria das vezes, mas adorei neste filme. O TOC, a obsessão com perfeição. Achei sensacional. Adorei!

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O Morro dos Ventos Uivantes – Andrea Arnold

Sinopse: Nova adaptação do romance clássico escrito por Emily Brontë, mostra a história de duas gerações das famílias Earnshaw e Linton, enquanto suas fortunas se entrelaçam numa complexa trama, dominada pelo ardente relacionamento entre dois amantes amaldiçoados, Heathcliff e Cathy. Heathcliff é um jovem adotado por uma rica família na Inglaterra. Com o tempo, ele nutre uma obsessão por Catherine Earnshaw, sua irmã adotiva. Quando descobre que ela irá se casar com Edgar Lindon, Heathcliff resolve fugir para fazer fortuna, para que no futuro possa retornar e conquistá-la.

Assim que terminei de escrever a resenha de O Morro dos Ventos Uivantes decidi assistir ao filme. Esta é uma das adaptações cinematográficas do livro. Não é a mais conhecida. A fotografia é maravilhosa, as escolhas de closes que a diretora faz são sensacionais e dão a impressão de estar no lugar das personagens. Mas a escolha do final me decepcionou muito, como fã da estória.

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O Garoto da Casa ao Lado – Rob Cohen

Sinopse: Uma mulher divorciada (Jennifer Lopez) se envolve romanticamente com o vizinho adolescente (Ryan Guzman) e o relacionamento gera consequências inimagináveis quando o rapaz se mostra obcecado e inconsequente.

Shame on me por assistir um filme com a Jennifer Lopez. Mas queria um filme só para me divertir. Só que não consegui isto, fiquei o tempo inteiro agoniada, pensando em como era ruim.

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Interestelar – Christopher Nolan

Sinopse: Após ver a Terra consumindo boa parte de suas reservas naturais, um grupo de astronautas recebe a missão de verificar possíveis planetas para receberem a população mundial, possibilitando a continuação da espécie. Cooper é chamado para liderar o grupo e aceita a missão sabendo que pode nunca mais ver os filhos. Ao lado de Brand, Jenkins e Doyle, ele seguirá em busca de uma nova casa. Com o passar dos anos, sua filha Murph investirá numa própria jornada para também tentar salvar a população do planeta.

Sensacional! Não tem outra maneira de descrever. Melhor filme do gênero que já assisti. Fotografia impecável e a história realmente te envolve, você realmente se importa com os personagens. Matthew McConaughey estava maravilhoso e ainda tem a Jessica Chastain, que adoro desde Histórias Cruzadas.

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Cake – Uma Razão para Viver – Daniel Barnz

Sinopse: Após ver a Terra consumindo boa parte de suas reservas naturais, um grupo de astronautas recebe a missão de verificar possíveis planetas para receberem a população mundial, possibilitando a continuação da espécie. Cooper é chamado para liderar o grupo e aceita a missão sabendo que pode nunca mais ver os filhos. Ao lado de Brand, Jenkins e Doyle, ele seguirá em busca de uma nova casa. Com o passar dos anos, sua filha Murph investirá numa própria jornada para também tentar salvar a população do planeta.

Desde que ouvi sobre este filme, fiquei louca para assistir. E realmente é maravilhoso. Jennifer Aniston está maravilhosa. Pra todos que diziam que em todos os seus papéis ela era a Rachel, um grande tapa na cara. Injustiça não ter sido indicada ao Oscar.

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E agora vem a seção Marvel do mês. Assisti Vingadores: Era de Ultron e resolvi fazer uma maratona dos filmes já lançados.

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Vingadores: Era de Ultron – Joss Whedon

Sinopse: Quando Tony Stark tenta reiniciar um programa de manutenção de paz, as coisas não dão certo e os super-heróis mais poderosos da Terra, incluindo Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro, terão que passar no teste definitivo para salvar o planeta. Com o aparecimento do vilão Ultron, a equipe dos Vingadores tem a missão de neutralizar seus terríveis planos.

Amei o filme! Pode não ser o melhor da Marvel, mas com a reunião de tantos personagens maravilhosos, não tem como você não curtir demais. Vi uma resenha excepcional que diz que o filme atende às expectativas dos fãs, mas não as ultrapassa. O que realmente é um problema. Mas gostei demais do modo como alguns personagens cresceram, principalmente Gavião Arqueiro e Thor. Viúva Negra maravilhosa como sempre e vê-la com Hulk, meu outro personagem favorito, não tem preço. E temos a que provavelmente será minha personagem favorita futuramente: Feiticeira Escarlate. Sensacional!

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Capitão América 2: O Soldado Invernal – Anthony Russo e Joe Russo

Sinopse: Após os cataclísmicos eventos em Nova York, Steve Rogers, também conhecido como Capitão América, vive tranquilamente em Washington, DC e tentando se ajustar ao mundo moderno. Mas quando um colega da S.H.I.E.L.D. é atacado, Steve se vê preso em uma rede de intrigas que ameaça colocar o mundo em risco. Unindo forças com a Viúva Negra, o Capitão América luta para expor a grande conspiração enquanto enfrenta assassinos profissionais enviados para silenciá-lo a todo momento. Quando a dimensão da trama maligna é revelada, o Capitão América e a Viúva Negra pedem ajuda a um novo aliado, o Falcão. Contudo, eles logo se veem enfrentando um inimigo formidável e inesperado – o Soldado Invernal.

Depois de assistir ao primeiro filme, Capitão América era um dos personagens que menos gostava. Mas que surpresa com Soldado Invernal, amei do início ao fim e Steve Rogers passou a ser um dos meus favoritos!

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Thor – Kenneth Branagh

Sinopse: Quando é banido do reino de Asgard e exilado na Terra, o arrogante guerreiro Thor (Chris Hemsworth) é obrigado a lutar para reaver seus poderes perdidos. Perseguido pela força invasora enviada para destruí-lo, o desventurado Deus do Trovão tem que enfrentar a batalha e descobrir o que é preciso para se tornar um verdadeiro herói.

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Thor: O Mundo Sombrio – Alan Taylor

Sinopse: Mundos colidem quando um poderoso inimigo antigo ameaça mergulhar o cosmos na escuridão eterna. Agora, reunido com Jane Foster (Natalie Portman), e forçado a forjar uma aliança com seu traiçoeiro irmão Loki (Tom Hiddleston), Thor (Chris Hemsworth) embarca em uma perigosa jornada pessoal para salvar a Terra e Asgard da destruição.

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Thor era um personagem que passava meio despercebido para mim. Foi só quando o vi em Era de Ultron, que resolvi assistir aos filmes solo do personagem e gostei demais. A personalidade dele ainda está sendo moldada, mas o crescimento é impressionante. Asgard é um show a parte, melhor fotografia da Marvel. Queria ter visto em 3D. E tem Natalie Portman! E Loki, melhor vilão! Amo demais!

Books, Filmes

#Resenha: Zodíaco – Robert Graysmith

O Zodíaco é considerado um dos mais conhecidos serial killers da história e só perde em mistério para o Jack, o Estripador. Sua verdadeira identidade jamais foi revelada e ele passou vários anos aterrorizando a população da Califórnia.  Há um detalhe que aumenta ainda mais sua popularidade: ele escrevia cartas para os jornais locais, com enigmas em que dizia estar revelada sua identidade.

Retrato falado do Zodíaco

Em 20 de dezembro de 1968, David Faraday e Bety Lou Jensen estacionaram em frente à estação de bombeamento do lago Herman, em Vallejo, um lugar conhecido pelos casais de namorados da região. Outro carro parou perto deles e um homem corpulento desceu e se aproximou. Evidências afirmam que ele tentou fazer com que os jovens saíssem do carro. Como eles se recusaram, ele atirou no vidro traseiro e no pneu. Quando eles tentaram sair pelo lado do passageiro, o homem atirou em David, deixando-o inconsciente. Bety Lou tentou correr, mas foi atingida e caiu morta há 23 metros de distância. David ainda estava vivo quando a polícia chegou ao local, mas morreu no caminho para o hospital.

David Faraday e Bety Lou Jensen

David Faraday e Bety Lou Jensen

No feriado de 04 de julho de 1969, Darlene Ferrin saiu de carro com seu amigo Mike Mageau. Logo após saírem da casa de Mike, ele percebeu que estavam sendo seguidos por um carro de cor clara. Darlene tentou fazer várias conversões para se livrar de seu perseguidor, mas estava sendo conduzida para os arredores da cidade. Quando finalmente estacionaram, o carro parou quase emparelhado ao deles. Mike perguntou se Darlene conhecia o motorista e ela disse para ele não se preocupar. Pouco tempo depois, eles respiraram aliviados quando o carro partiu. Mas a alegria durou pouco e cinco minutos depois, o carro estacionou novamente ao lado deles. Uma luz ofuscante foi lançada contra o carro deles e pouco depois os disparos começaram. Darlene foi atingida nove vezes e morreu. Mike ficou muito ferido, com tiros no braço, perna esquerda, pescoço e face, mas sobreviveu. Naquela mesma noite, a delegacia de Vallejo receberia uma ligação perturbadora:

“Darlene tinha chegado morta ao hospital à 0h38. Exatamente à 0h40, de um telefone público, um homem ligou para a delegacia de Vallejo, por meio de uma telefonista. Nancy Slover, operadora da central telefônica da polícia, atendeu. – Quero informar um duplo assassinato — o homem falou. A voz dele não enfatizava as palavras, e pareceu a Nancy que o homem estava lendo o que dizia. Ou que tinha ensaiado aquilo. – Se vocês andarem 1 quilômetro e meio para leste, na Columbus Parkway, em direção ao parque público, vão encontrar jovens em um carro marrom. A voz do desconhecido era firme e consistente, clara, mas imperativa. Nancy tentou interrompê-lo, para obter maiores informações, mas o homem falava alto, encobrindo a voz dela. Para Nancy, a voz parecia ser a de um adulto. Ele não parou de falar até que terminasse de dar sua declaração. – Eles foram mortos com uma Luger 9 mm. Eu também matei aqueles garotos no ano passado. — Adeus. Quando o homem disse “adeus”, sua voz ficou mais profunda e ameaçadora. Nancy ouviu o som do telefone sendo colocado no gancho e ficou escutando o ruído da linha telefônica.”

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Darlene Ferrin

Pouco tempo depois, chegou uma carta ao jornal São Francisco Chronicle.

“O envelope que chegou ao São Francisco Chronicle apresentava um carimbo do correio de São Francisco e tinha dois selos de 6 centavos, com a efígie de Roosevelt, colocados verticalmente um acima do outro. A carta contida nele, escrita em letras miúdas e espremidas, que descambava para a direita ao chegar perto do pé da página, era fria e ameaçadora. Junto da carta, havia a terça parte de um criptograma impresso com perfeição, composto de símbolos estranhos. Era uma carta endereçada ao editor. Nela, o autor assumia a responsabilidade pelas mortes de David, Betty Lou e Darlene.”

Robert Graysmith, autor de Zodíaco, trabalhava na redação do Chronicle, como cartunista. Quando a primeira carta chegou, ficou completamente fascinado.

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“Isso rondava no fundo da minha mente enquanto eu olhava o pequeno texto da carta. Fui tomado por várias emoções, mas principalmente senti profunda raiva diante da frieza, arrogância e insanidade do assassino. Como chargista da página de opinião, desenvolve-se um forte senso de justiça, uma necessidade de mudar as coisas, e, como pintor e cartunista, eu trabalhava com símbolos todos os dias. As ferramentas daminha profissão estavam sendo deturpadas e apropriadas por um assassino. Por volta dessa época, nenhum assassino desde Jack, o Estripador, escrevera à imprensa e zombara da polícia com pistas sobre a sua identidade. A estranheza da carta me enredou. Irrevogavelmente fisgado, imediatamente obcecado, eu queria solucionar o que sentia que iria se tomar um dos maiores mistérios da história.”

A carta continha um enigma que era formado por três partes. Cada uma delas havia sido enviada para um jornal diferente: Chronicle, São Francisco Examiner e Vallejo Times-Herald. O assassino dizia na carta, que no código estava sua verdadeira identidade. Apesar de todos os esforços da polícia, a solução do enigma veio de um casal que resolveu tentar resolver o criptograma: Donald Gene Harden, 41 anos, professor de história e economia e sua esposa, Betty June Harden. Mas o nome do assassino, é claro, não estava nele.

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Este foi o início de uma relação estreita entre o Zodíaco e os meios de comunicação, que se estendeu até 1974. Há seis casos confirmados de vítimas do Zodíaco, mas em suas cartas ele dizia haver muito mais.

Robert tornou-se obcecado pelo caso. Ele conta que o fascínio inicial era pelos símbolos enviados pelo assassino, mas logo se viu determinado a ajudar a desvendar as pistas deixadas por ele e revelar sua verdadeira identidade. O livro que escreveu no processo é incrivelmente bem detalhado, principalmente levando em conta os muitos suspeitos, jurisdições diferentes em que os crimes ocorreram e vítimas sobreviventes e testemunhas que decidiram desaparecer. Pela primeira vez, temos um olhar completo sobre a história, inclusive com as cartas completas enviadas aos jornais, que não foram publicadas na íntegra.

Uma história intrigante, que você não consegue largar até chegar à última página. De tirar o fôlego!

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O livro teve sua adaptação para o cinema, com Jake Gyllenhaalal, maravilhoso no papel de Robert. O filme explora um pouco mais sobre a vida pessoal do cartunista e como sua obsessão acabou com seu casamento e o levou a estar perigosamente próximo da verdade. Imperdível!

Books, Filmes

#Resenha: Comer, Rezar, Amar – Elizabeth Gilbert

“É melhor viver o seu próprio destino de forma imperfeita do que viver a imitação da vida de outra pessoa com perfeição.”

Comer, Rezar e Amar possui um subtítulo sugestivo: a busca de uma mulher por todas as coisas da vida na Itália, na Índia e na Indonésia. Nele, Liz Gilbert, irá nos contar como, ao final de um complicado divórcio e saindo de um relacionamento nocivo, decidiu pedir demissão de seu emprego, desistiu de seu apartamento e passou um ano morando nestes lugares.

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Com 31 anos, Liz chegou à conclusão de que não queria mais estar casada.

“Mas todos esperavam que eu quisesse ter um filho. Eu estava com 31 anos. Meu marido e eu – estávamos juntos havia oito anos, sendo seis casados – havíamos construído nossa vida inteira com base na expectativa comum de que, uma vez superada a avançada marca dos 30 anos, eu iria querer sossegar e ter filhos. Ambos esperávamos que, a essa altura, eu já tivesse me cansado de viajar e fosse ficar feliz em morar em uma casa grande e barulhenta, cheia de crianças e de colchas feitas a mão, com um jardim nos fundos e um reconfortante ensopado borbulhando em cima do fogão. (…) Mas eu não queria nenhuma dessas coisas – e estava arrasada por estar me dando conta disso. Pelo contrário: meus 20 anos haviam chegado ao fim, aquele prazo final dos 30 havia se abatido sobre mim como uma sentença de morte, e eu descobri que não queria engravidar. Continuava esperando querer ter um filho, mas isso não acontecia. E eu conheço a sensação de querer alguma coisa, podem acreditar. Sei muito bem o que é desejo. Mas esse desejo não existia.”

Apesar de ser evidente que ela não estava preparada para aquilo, Liz relutava quanto ao que poderia fazer. Afinal de contas, não era fácil desistir de uma vida “perfeita”, uma vida completamente de acordo com os padrões esperados.

“Adoro crianças, mas e se eu não tiver filhos? Que tipo de pessoa isso me torna? Virginia Woolf escreveu: “Sobre o imenso continente da vida de uma mulher recai a sombra de uma espada.” De um lado dessa espada, disse ela, estão a convenção, a tradição e a ordem, onde “tudo é correto”. Mas, do outro lado dessa espada, se você for louca o suficiente para atravessar a sombra e escolher uma vida que não segue a convenção, “tudo é confusão. Nada segue um curso regular”. Seu argumento era que atravessar a sombra dessa espada pode proporcionar à mulher uma existência muito mais interessante, mas podem apostar que ela também será mais perigosa.”

Depois de muito lutar contra seus próprios desejos, Liz finalmente se separa. Seu divórcio é extremamente doloroso e em meio a este turbilhão ela conhece David e, imediatamente, se apaixona.

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“David e eu nos conhecemos porque ele estava atuando em uma peça baseada em contos meus. Ele fazia um personagem que eu havia inventado, o que é de certa forma revelador. No amor desesperado é sempre assim, não é? No amor desesperado, nós sempre inventamos os personagens dos nossos parceiros, exigido que eles sejam o que precisamos que sejam, e depois ficando arrasados quando eles se recusam a desempenhar o papel que nós mesmos criamos.”

Mas, Liz não estava vivendo um bom momento e acaba despejando todas as suas expectativas e carência sobre ele. A relação tornou-se obsessiva e ele foi se distanciando a cada dia.

Por fim, no auge de seu desgaste emocional, Liz recebe uma proposta de trabalho: uma viagem para Bali para escrever uma matéria sobre as pessoas que vão até lá, nas férias, para praticar ioga. Nesta viagem, ela conhece um xamã, Ketut Liyer, que lhe convida para morar por quatro meses na Indonésia.

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“Você é uma escritora de livros de Nova York — disse ele meneando a cabeça, concordando. – Então você vai voltar aqui para Bali e me ensinar inglês. E eu vou ensinar a você tudo que eu sei.

Ele então se levantou e esfregou as mãos, como quem diz: Então está combinado.

– Se o senhor estiver falando sério, eu também estou – falei.

Ele me olhou com um sorriso de sua boca sem dentes e disse:

– A gente se vê.”

E assim, Liz começa seu ano sabático, em que irá aprender, em cada um de seus destinos, coisas novas sobre si mesma e como alcançar o equilíbrio que tanto busca.

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A história parece simples, mas todo o processo de redescobrimento de Liz, da percepção de suas falhas, do perdão que ela precisa aprender a oferecer, principalmente a si mesma, tocam fundo no leitor e, acompanhando sua jornada, passamos também por um processo de amadurecimento. Em vários momentos, ela se sentirá sozinha, mas reconhece que, às vezes, somente a solidão nos dá a perspectiva necessária para continuar. E em uma sociedade ainda tão padronizada quanto a que vivemos, é maravilhoso ter o exemplo de mulheres que simplesmente não se encaixam, que não possuem os mesmos sonhos da maioria e que não se conformam com a infelicidade.

“Há momentos que temos de procurar o tipo de cura e paz que só podem vir da solidão.”

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Em alguns momentos, principalmente durante a parte da Índia, o livro se torna um pouco maçante. Mesmo assim, a leitura vale a pena. Li pela primeira vez há alguns anos e reli em dezembro e esta é uma daquelas histórias que lhe trazem sentimentos e coisas novas dependendo do momento que você está vivendo. E pra quem sonha em viajar pelo mundo, é simplesmente delicioso!

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#Resenha: A Resposta – Kathryn Stockett

Terminei de ler neste final de semana o incrível A Resposta, de Kathryn Stockett. Talvez você não reconheça o título de cara, mas provavelmente já assistiu ou ouviu falar de sua adaptação para o cinema, que recebeu o título Histórias Cruzadas. O filme estreou, nos Estados Unidos, em agosto de 2011 e foi indicado ao Oscar de melhor filme, em 2012.

O livro tem como plano de fundo a pequena cidade de Jackson, no Mississippi, no início da década de 60. A narrativa é dividida entre três personagens: Skeeter, uma jovem branca que acabou de se formar na universidade e sonha em ser escritora e jornalista, Aibileen e Minny, duas empregadas negras que trabalham em casas da cidade.

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Skeeter, Minny e Aibileen

Aibileen teve eu desistir da escola na sétima série, para começar a trabalhar como empregada na casa de famílias brancas da região e ajudar em sua casa. Desde então cuidou de dezessete bebês. Apesar da maioria das empregadas passarem praticamente a vida toda em uma casa, Aibileen mudava constantemente de trabalho, dizendo que era melhor com crianças bem pequenas, praticamente uma especialista. Na verdade, ela se mudava quando as crianças que ela tanto amava e cuidava, passavam a enxergá-la de maneira diferente, pela cor de sua pele.

“Quando eu disse pra minha professora da sétima série que não ia voltar pra escola porque precisava ajudar a minha mãe, dona Ross quase chorou. “Você é a mais esperta da turma, Aibileen”, disse ela. “E o único jeito de você continuar esperta é ler e escrever todos os dias.” Então, comecei a anotar as minhas orações, em vez de dizer elas em voz alta. Mas ninguém mais me chamou de esperta.”

THE HELP

O filho de Aibileen, Treelore, era seu maior motivo de orgulho. Vivia lendo e havia começado a escrever um livro sobre como era ser um homem negro que vivia e trabalhava no Mississippi. Um noite, enquanto trabalhava no moinho, escorregou na plataforma de carregamento e foi atropelado por um trator. O relato da dor que Aibileen sentiu e do descaso com que trataram seu filho é uma das coisas mais doloridas que já li.

“Quando fiquei sabendo, ele tava morto. Foi nesse dia que todo o meu mundo ficou preto. O ar parecia preto, o sol parecia preto. Fiquei deitada na cama, olhando pras paredes pretas da minha casa. Minny vinha todo santo dia ver se eu ainda tava respirando, me dava comida pra me manter viva. Levei três meses pra olhar de novo pela janela, pra ver se o mundo ainda tava no lugar. Fiquei surpresa quando vi que a vida do meu filho tinha parado, mas o mundo não.”,/p>

“Na nossa quinta sessão, Aibileen lê para mim sobre o dia em que Treelore morreu. Ela lê sobre como o corpo quebrado de Treelore foi jogado na caçamba de uma picape pelo mestre de obras. — E então largaram ele no hospital dos negros. Foi isso que a enfermeira me contou, a enfermeira que tava lá fora na hora. Rolaram ele pra fora da caçamba e os brancos foram embora. — Aibileen não chora, apenas deixa um tempo se passar enquanto eu olho para a máquina de escrever, e ela, para as lajotas escuras e gastas.”

Cinco meses após a morte de seu filho, Aibileen vai trabalhar na casa da Srª Leefolt, cuidando de sua filha, Mae Mobley. As duas criam laços muito fortes, especialmente porque Elizabeth, mãe de Mae, não demonstra nenhum afeto pela menina.

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É na casa dos Leefolt que Aibileen e Skeeter começam a estabelecer um vínculo. Em sua busca por uma carreira como jornalista, Skeeter é aconselhada por uma editora de Nova Iorque a buscar um emprego, qualquer emprego, em que pudesse adquirir experiência e, neste período, começar a escrever sobre coisas que lhe incomodam, mas que ninguém mais parece se importar. Ela, então, consegue uma vaga no jornal local para escrever sobre…cuidados domésticos. Além de ter tido uma empregada, Constantine, desde pequena, Skeeter não é como a maioria de suas amigas. Seus planos não têm casamento e filhos como prioridade. Portanto, ela não sabe absolutamente nada sobre como cuidar de uma casa. Skeeter amava Constantine como uma verdadeira mãe e isso nunca mudou. Não havia barreiras no relacionamento entre elas. Mas quando Skeeter retorna da faculdade descobre que Constantine havia se demitido e ido embora da cidade. A história toda lhe parece muito estranha. Afinas, elas se correspondiam praticamente toda semana. Com certeza, Constantine teria lhe avisado. E a recusa de todos em comentar o assunto só lhe confirma a certeza de que algo está errado.

Elizabeth, Skeeter e Hilly eram amigas desde o colégio. Foram juntas para a faculdade e só tomaram caminhos um pouco diferentes quando Hilly e Elizabeth desistiram da faculdade para se casar. Mesmo assim, com a volta de Skeeter para a cidade, as três se reúnem novamente. E Skeeter pede a ajuda de Aibeleen, empregada de Elizabeth, para escrever sua coluna.

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Mas a relação das três amigas começa a sofrer grandes abalos. Diferenças que antes não eram percebidas, passam a ficar evidentes. Uma crise que tem seu auge com o grande projeto de Hilly, que Skeeter se recusa a publicar no jornal da Liga, de que fazem parte: o Projeto de Higiene para Empregadas Domésticas. No Mississippi, tudo era separado entre negros e brancos. Havia bairros específicos, as empregadas não se sentavam na mesma mesa que suas patroas, não utilizavam os mesmos talheres e não podiam dividir…os mesmos banheiros.

“Na sala sobre a história do Mississippi, procuro qualquer coisa que fale remotamente de relações inter-raciais. Encontro apenas livros sobre a Guerra Civil, mapas e velhos catálogos telefônicos. Eu me equilibro nas pontas dos pés para ver o que está na prateleira mais alta. É aí que enxergo um livreto, deitado de lado em cima do Mississippi River Valley Flood Index. Uma pessoa de tamanho normal nunca o teria visto. Puxo-o para baixo, para ver a capa. O livreto é fino, impresso em papel vegetal, um pouco amassado, encadernado com grampos. “ Compilation of Jim”“ Crow Laws of the South”, diz a capa. Abro o livro, que estala e faz um pouco de barulho. O livreto é simplesmente uma lista de leis dizendo o que pessoas de cor podem e não podem fazer em vários estados sulistas. Passo os olhos pela primeira página, intrigada sobre a razão de isso estar aqui. As leis não são nem ameaçadoras nem amigáveis, apenas citam os fatos: Ninguém pode solicitar que uma mulher branca amamente em alas ou quartos onde haja homens negros. Será considerado ilegal que um branco se case com qualquer pessoa que não seja branca. Qualquer casamento que viole esta seção será considerado nulo. Nenhum barbeiro de cor poderá trabalhar para mulheres ou meninas brancas. O oficial encarregado não poderá enterrar qualquer pessoa de cor no solo usado para o enterro de pessoas brancas. Livros não deverão ser trocados entre escolas de brancos e escolas de gente de cor, mas deverão continuar sendo usados pela raça que primeiro os utilizou. Leio quatro das vinte e cinco páginas, estupefata com a quantidade de leis que existem para nos separar. Negros e brancos não podem partilhar bebedouros, cinemas, banheiros públicos, estádios, cabines telefônicas, espetáculos de circo. Negros não podem usar a mesma farmácia nem comprar selos no mesmo guichê que eu. Penso em Constantine, na vez em que minha família a levou para Memphis, e a estrada foi totalmente lavada pela chuva, mas tivemos de seguir adiante, pois sabíamos que os hotéis não a admitiriam. Penso em como ninguém no carro falou nada. Todos nós sabemos dessas leis, vivemos aqui, mas não falamos a respeito delas. Essa é a primeira vez que as vejo escritas.”

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E é neste momento que a ideia surge na mente de Skeeter, um livro em que as empregadas contariam sua versão de como é viver e trabalhar em Jackson. Mas esta ideia, em si, é perigosa para todos os envolvidos. Tanto Skeeter quanto as empregas, se alguma delas aceitasse participar, correriam o risco de serem presas. Além de casos de violência registrados a cada dia contra pessoas negras que “ousavam” reclamar ou tentar mudar algo.

Aibileen é a primeira a ser convidada para o projeto. Depois, Minny, sua melhor amiga e uma personagem sensacional. Com o passar do tempo, vamos conhecendo as histórias destas grandes mulheres, da sua relação de amor e ódio com as famílias para que trabalham, como é cuidar dos filhos de seus patrões, enquanto seus próprios são criados por outras pessoas. E como estas crianças que criaram e amaram, na maioria das vezes, se transformam em seus pais.

O clima de medo e incerteza pode ser sentido a cada página. Cada um dos personagens nos proporciona emoções extremas: amor, ódio, compaixão. Um tapa na cara, nos mostrando um pouco da luta que já foi enfrentada contra o preconceito.

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Livro obrigatório!!!

“— Bem — respirei fundo. — Eu gostaria de escrever sobre isso, mostrando o ponto de vista das empregadas. As mulheres de cor daqui. —Tentei imaginar o rosto de Constantine, o de Aibileen. — Elas criam uma criança branca, então, vinte anos depois, a criança se torna seu empregador. É essa ironia, nós as amamos e elas nos amam, e ainda assim… — Engoli a saliva, com a voz tremendo. — Sequer permitimos que usem o banheiro da casa. Mais uma vez, silêncio. — E — me senti compelida a continuar — todo mundo sabe o que pensam os brancos, a figura glorificada de Mammy, que dedica toda a vida a uma família branca. Margaret Mitchell já fez isso. Mas ninguém nunca perguntou a Mammy o que ela pensava disso tudo. — Suor escorria pelo meu peito, molhando minha blusa de algodão. — Então você quer mostrar um lado que nunca foi examinado — disse a sra. Stein. — Sim. Porque ninguém nunca fala a respeito disso. Ninguém nunca fala sobre nada, aqui.”

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Books, Filmes

#Resenha: Alfred Hitchcock e os Bastidores de Psicose – Stephen Rebello

“O cinema deveria ser considerado mais forte do que a razão.”

Alfred Hitchcock

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Terminada a leitura do incrível livro de Stephen Rebello, Alfred Hitchcock e os Bastidores de Psicose. E que leitura deliciosa foi esta! Stephen teve a honra de ser a última pessoa a entrevistar o diretor. Deste fato, misturado com sua paixão por Psicose, veio a ideia de escrever um livro sobre os bastidores do filme.

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Quando Hitchcock comprou os direitos do livro de Robert Bloch não imaginava as dificuldades que enfrentaria em sua produção e muito menos o sucesso estrondoso de bilheteria e posteriormente de crítica que o filme teria.

Apesar de já ter em seu currículo quarenta e seis filmes e três temporadas de sua bem-sucedida série de TV, Alfred Hitchcock Presents, era um momento delicado para o diretor, que a despeito do sucesso de seu último filme, Intriga Internacional, ainda era assombrado pelo fracasso de bilheteria de Um Corpo que Cai, baseado no livro de Pierre Boileau e Thomas Narcejac, D’entre les morts. A mesma dupla havia escrito Celle qui n’était plus, cujos direitos foram comprados por Henri-Georges Clouzot, que o transpôs para o filme As Diabólicas, sucesso de público e crítica. Tudo isto foi ainda mais doloroso para Hitch, pois ele tentara comprar os direitos de As Diabólicas e perdeu para Clouzot por algumas horas.

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Psicose viria a ser o quinto e último filme do contrato de Hitchcock com a Paramount. Os diretores do estúdio porém ficaram perplexos com a ideia. Não viram na trama nenhum requinte, além de temas polêmicos como o travestismo do personagem principal e a relação incestuosa de Norman e sua mãe.

“Ainda assim, mesmo num momento de relativa prosperidade, para as altas patentes da Paramount, Hitchcock e Psicose não pareciam uma boa combinação. Haviam vazado nas conversas de corredor do estúdio os rumores de que o diretor queria tentar “algo diferente”; a mesma motivação que tinha resultado em O homem errado na Warner Bros. e em O terceiro tiro e Um corpo que cai na Paramount — três fracassos de bilheteria.”

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Hitchcock não estava acostumado a receber um não como resposta, assim quando o estúdio negou o financiamento para seu filme, ele resolveu pagar de seu próprio bolso, utilizando as instalações da Universal-International. Restando para a Paramount apenas a distribuição do filme.

Esta não foi a única recusa que seu projeto recebeu, além de ter que trabalhar com um orçamento muito reduzido, vários de seus colaboradores mais próximos se afastaram do projeto.

Mas o desejo de inovar era maior que todas as dificuldades para o diretor. Finalmente, Hitch havia achado um material que realmente lhe interessava.

“O cineasta não estava brincando totalmente quando disse à imprensa: “Se eu dirigisse Cinderela, o público iria esperar um cadáver aparecer na carruagem.” Ou quando comentou com pesar sobre a armadilha na qual havia se aprisionado: “Estilo é autoplágio.” H. N. Swanson, amigo de Hitchcock e agente de autores de suspense como Raymond Chandler e Elmore Leonard, explica da seguinte forma: “Hitch nunca procurava casualmente ‘alguma coisa diferente’. Ele era incansável.” Outro parceiro de longa data do diretor, o agente Michael Ludmer, corroborou: “Nós procurávamos de tudo — peças, romances, contos, recortes de jornal. Mistérios do tipo ‘quem matou?’ estavam fora de questão, e ele desconfiava de ficção científica, do sobrenatural ou de qualquer coisa que tivesse a ver com criminosos profissionais. Como não dava para adivinhar qual seria a pequena faísca que acenderia seu entusiasmo, era terrivelmente trabalhoso coletar material para Hitch.” E foi aí que entrou Psicose.”

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O livro nos leva, passo a passo, por todas as etapas do filme, desde a escolha do roteirista, Joseph Stefano; e do elenco, com o formidável Anthony Perkins e Janet Leigh; as filmagens, com todas as suas particularidades e dificuldades técnicas; as polêmicas que surgiram à partir dos anos sobre a direção da cena do chuveiro; até a escolha da trilha sonora, corte final do filme e divulgação.

Neste processo, conhecemos uma infinidade de personagens brilhantes envolvidos na produção deste filme e de outras grandes obras do cinema. Além de nos dar uma nova perspectiva sobre o diretor: seus defeitos, desafetos, protegidos e sua ferrenha autocrítica.

“Não gosto de conflitos”, disse uma vez o cineasta, “mas não vou sacrificar meus princípios. Estabeleci um limite no meu trabalho. Abomino pessoas que dão menos do que têm de potencial. Isso é fraude (…) e pessoas assim serão excluídas.”

É interessante também perceber que além de um diretor genial, Hitchcock era excelente na divulgação de seus filmes. Trabalhando com um set totalmente fechado e tendo feito todos os participantes do filme professarem um juramento de não divulgar nenhuma de suas surpresas, Hitchcock conseguiu manter o suspense ao máximo. Para isto, até mesmo criou um manual sobre como exibir o filme para os gerentes de cinemas de todo o país. O ponto alto da divulgação foi o trailer de Psicose, onde Hitch nos apresenta o Motel Bates.

“Hitchcock, porém, como mestre da autopromoção, providenciava oportunidades para fotos “improvisadas” assim que surgia uma deixa. O diretor de arte Robert Clatworthy recordou: “Ao longo da filmagem, ele manteve sempre visível uma cadeira com ‘Sra. Bates’ escrito atrás, bem grande. O humor de Hitchcock era assim. Por Deus, a Sra. Bates era uma pessoa real, então tinha de ter uma cadeira.” Num final de tarde, o diretor se acomodou nessa cadeira — uma foto premeditada (e devidamente registrada) como um agrado para os divulgadores do estúdio; mais tarde, todos os principais nomes do elenco, de Martin Balsam a Janet Leigh, também foram fotografados na mesma cadeira. Exceto, claro, Anthony Perkins.”

Mesmo com toda a falta de suporte da Paramount, conseguiu montar uma campanha genial, que se reflete na bilheteria do filme. Psicose custou 800 mil dólares e arrecadou 60 milhões em todo o mundo.

“Intermináveis reprises, imitações e paródias tiraram um pouco do gume afiado de Psicose, principalmente para gerações que aprenderam a confundir jatos de sangue, montagens frenéticas e trilhas sonoras mecânicas com o verdadeiro suspense. Em contraste com as séries Sexta-feira 13 ou A hora do pesadelo e suas muitas crias, a comoção causada pelo filme de Hitchcock pode soar hoje tão incompreensível quanto uma velha série dos primórdios da TV ou um filme mudo. Quem foi criado com Jason e Freddy pode ficar perplexo com o fato de o público de 1960 ter gritado por causa de Norman. Entretanto, se eles tiverem muita sorte, talvez apareça um equivalente contemporâneo de Alfred Hitchcock que os pegue de surpresa e mate de medo os espectadores de filmes dos Estados Unidos mais uma vez.”

Um livro imperdível para quem ama cinema e, principalmente, para os apaixonados por Psicose!

O filme Hitchcock, de 2012, é uma adaptação do livro de Stephen Rebello. Com Anthony Hopkins, no papel de Hitchcock, o filme explora principalmente a relação do diretor com sua esposa e grande colaboradora, Alma. Aspecto em que diverge muito do livro. Não que isto seja ruim. Muito pelo contrário, é o complemento perfeito para o livro de Stephen Rebello.

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Apesar de nunca ter superado o imenso sucesso de Psicose, Hitchcock ainda produziu seis filmes, dentre eles o maravilhoso Os Pássaros, que está na minha lista de favoritos do diretor, junto com Festim Diabólico e Janela Indiscreta. Ver esta referência ao final do filme Hitchcock foi delicioso!

“E respondeu: ‘Eu sempre quero que o público pense o que o personagem está pensando. No momento em que eu perder uma pessoa da plateia, perco todas.’ Então percebi que essa era uma das maneiras de ele manter seus espectadores na beirada da poltrona, ansiosos por absorver todas essas pequenas informações.”

Books, Filmes

Scarlett O’Hara – E o Vento Levou…

“There was a land of Cavaliers and Cotton Fields called the Old South. Here in this pretty world, Gallantry took its last bow. Here was the last ever to be seen of Knights and their Ladies Fair, of Master and of Slave. Look for it only in books, for it is no more than a dream remembered, a Civilization gone with the wind…”

Ben Hecht

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Chegou mais um final de semana e este é muito especial. No domingo, dia 8 de março, é comemorado o Dia Internacional da Mulher. E para celebrar, resolvi falar aqui sobre uma das melhores personagens femininas da história do cinema e da literatura: Scarlett O’Hara, de E o Vento Levou.

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O livro de Margareth Mitchell foi publicado em 1936 e foi vencedor do prêmio Pulitzer do ano posterior. A história começa em 1861, o ano em que foi declarada a Guerra Civil ou Guerra da Sucessão americana. Scarlett é a filha mais velha de um rico produtor de algodão, no sul dos Estados Unidos.  Desde o primeiro momento, fica claro que Scarlett é mimada e egocêntrica.

“Mas, não obstante a simplicidade da saia rodada, a maneira modesta como usava o cabelo, enrolado sobre a nuca e a quietude das pequeninas mãos brancas que lhe repousavam, cruzadas, no regaço, a sua verdadeira personalidade conseguia sobressair. Apesar da expressão calma que a fisionomia normalmente ostentava, os olhos dela eram irrequietos, voluntariosos, cheios de vida, o que estava em completo desacordo, com a sua atitude recatada. As maneiras discretas, estudadas, tinham-lhe sido impostas pelas suaves repressões maternas e pela disciplina mais dura que a ama preta a fizera observar; mas os olhos eram dela, muito seus, e só a ela obedeciam.”

E o Vento Levou – Margareth Mitchell

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Apesar de viver rodeada por inúmeros rapazes da região, é apaixonada por seu vizinho Ashley Wilkes. Mas, contrariando todas as expectativas de Scarlett, ele resolve se casar com sua prima, Melanie. Ter suas vontades contrariadas foi uma verdadeira novidade para ela, que resolve, então, se casar com o irmão de Melanie, Charles, só para se vingar.

Neste mesmo dia, Scarlett conhece Rhett Butler, charmoso, sagaz e com uma reputação arruinada. Ele, apesar de se mostrar interessado por ela, não satisfaz nenhuma de suas vontades e se prova no mesmo nível de astúcia que ela.

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Entra, então, em cena, um dos grandes “personagens” da história: a guerra. Durante todo o período em que pairou a sombra de uma possível guerra entre norte e sul, os sulistas jamais consideraram uma derrota, muito pelo contrário, acreditavam que tinham mais fibra, valores mais elevados e muito mais coragem que seus vizinhos do norte, deixando de considerar seu poderio militar e suas fábricas de munição. E a guerra e posterior derrota do Sul, vem para mudar toda a sua vida. Como na citação que dá início ao filme: “…uma civilização que o vento levou.”

E é neste contexto que Scarlett irá passar pelas maiores provações de sua vida. Enfrentando a morte de familiares e amigos, a angústia pelos que estão lutando na guerra, a pobreza e a fome. Durante a história, ela se verá sozinha e desamparada muitas vezes. Mas lutará, com todos os meios possíveis para sobreviver.

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“As God is my witness, as God is my witness they’re not going to lick me. I’m going to live through this and when it’s all over, I’ll never be hungry again. No, nor any of my folk. If I have to lie, steal, cheat or kill. As God is my witness, I’ll never be hungry again.”

Scarlett tem muitas atitudes equivocadas, a maioria delas provocadas por sua obsessão pelo Ashley. Apesar disso, não tem como não se apaixonar pela personagem. Por sua força, determinação e inteligência. Seus vários defeitos e erros somente a fazem mais completa, mais real. Pensar que uma personagem assim foi escrita em 1936 é realmente impressionante! E em vários trechos podemos identificar, ainda hoje, dificuldades pelas quais toda mulher passa.

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“Estou cansada de ser eternamente antinatural e nunca fazer qualquer coisa que eu quero fazer. Estou cansada de agir como se eu não comesse mais do que um pássaro, e andar quando eu quero correr e dizer que sinto que vou desmaiar depois de uma valsa, quando eu poderia dançar por dois dias e não me cansar. Estou cansada de dizer: “Como você é maravilhoso!”, para enganar os homens que não têm a metade do senso que eu tenho, e estou cansada de fingir que não sei de nada, para que os homens possam me dizer coisas e se sentirem importantes, enquanto o fazem…”

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“Esse é o único pecado imperdoável em qualquer sociedade. Seja diferente e seja condenado! “

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Até você perder sua reputação, você nunca perceberá o fardo que era ou o que a liberdade realmente é. “ O filme e o livro são apaixonantes!

Se você ainda não conhece, não perca mais tempo e veja agora! Não irá se arrepender!

“Dear Scarlett! You aren’t helpless. Anyone as selfish and determined as you are is never helpless. God help the Yankees if they should get you.”

Rhett Butler

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Books, Filmes

#Resenha: Psicose – Robert Bloch

“Mary começou a gritar. A cortina se abriu mais e uma mão apareceu, empunhando uma faca de açougueiro. E foi a faca que, no momento seguinte, cortou o seu grito. E a sua cabeça.”

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Já no começo desta resenha, temos a revelação da morte de uma das personagens principais de Psicose, o romance de Robert Bloch, que revolucionou a maneira de desenvolver um suspense… matando sua mocinha no primeiro terço do livro. Longe de estragar a história, isto só ajudou a construir uma narrativa excepcional.

Psicose conta a história de Norman Bates, gerente de um motel de uma pequena e pacata cidade. Um homem de meia idade, que nunca se casou e que vive com sua mãe dominadora. As coisas se tornam ainda mais complicadas quando uma nova estrada é inaugurada, diminuindo drasticamente o número de carros que passam na frente do motel.

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Norman, então, se torna ainda mais solitário e dependente de sua mãe.

“— Eu bem disse, quando me contaram que a estrada ia ser transferida. A sra. podia ter vendido o motel antes que a notícia da mudança transpirasse. (…) Mas a senhora não me quis ouvir. Nunca me ouve, não é? É só o que a senhora quer, o que a senhora acha. A senhora me deixa doente! (…)

— Então deixo, garoto? Repetiu ela, com suavidade ainda maior. — Deixo-o doente, heim? Pois bem: acho que não. Não, menino: não sou eu quem o deixa doente. (…) A verdade é que lhe falta senso comum. Nunca teve a menor dose de senso comum! Por exemplo, nunca teve o senso comum de sair para sempre desta casa, de arranjar um emprego, de se alistar no Exército… Nem mesmo de arranjar uma namorada…

— A senhora é que não deixou!

— Está certo, Norman: fui eu que não deixei… Mas se você fosse homem, teria feito o que queria. Quis gritar que ela estava errada, mas não pôde.”

Conhecemos, então, Mary Crane. Mary trabalhou por muitos anos em uma agência de seguros. Tem uma vida simples e cuida de sua irmã mais nova, Lila, tentando lhe proporcionar coisas que não teve, como cursar uma faculdade. Mary é noiva de Sam, o dono de uma loja de ferragens, que luta para saldar as dívidas deixadas por seu pai, para que depois possam se casar. Mas, Mary já está muito cansada de esperar. No momento em que começa a perder toda a esperança, surge uma oportunidade tentadora. Um dos clientes da agência paga à seu chefe 40 mil dólares, em dinheiro. E pedem que Mary deposite a quantia no banco. Em um impulso, ela resolve fugir com o dinheiro e encontrar seu noivo para se casar.

"Algumas vezes...nós, deliberadamente, nos colocamos em uma armadilha."

“Algumas vezes…nós, deliberadamente, nos colocamos em uma armadilha.”

Em meio a uma viagem turbulenta, dirigindo o dia todo, ela acaba se perdendo na noite chuvosa e resolve parar para descansar no motel Bates.

“Desligou o motor e esperou. Escutava a monótona pancada de chuva entre as lufadas do vento. Lembrava-lhe a noite em que a mãe morrera, pois chovia assim. E agora a escuridão a cercava. Estava sozinha no meio da treva. De que lhe valia o dinheiro? De que lhe valia Sam? Errara o caminho, estava numa estrada desconhecida… não havia recurso. Cavara sua própria cova e agora tinha de deitar-se nela… Mas por quê pensava assim? Não era cova: era leito. Ainda procurava decifrar isso quando a enorme sombra surgiu da treva e abriu tranquilamente a porta do carro.”

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-Você sai com seus amigos? -O melhor amigo de um garoto é sua mãe.

Mary conhece Norman e durante um jantar ele lhe conta sua história e de sua mãe. E quando ela sugere que ele interne sua mãe em um lugar em que possam tomar conta dela, eles têm uma acalorada discussão. Que termina com Mary voltando ao seu quarto e tomando a decisão de devolver o dinheiro que roubou. Mas ela nunca teve a chance. Acabou sendo assassinada no chuveiro… No que se tornaria uma das cenas mais icônicas do cinema.

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Norman ao descobrir que sua mãe matou Mary, resolve se desfazer do corpo e salvar sua mãe da cadeia. Mas, logo começam as buscas por Mary. Sua irmã, Lila, procura Sam para descobrir se ela foi até ele e um investigador é contratado pela agência para investigar e encontrar o dinheiro.

"Oh, mas ela é inofensiva. Tão inofensiva quanto estes pássaros empalhados."

“Oh, mas ela é inofensiva. Tão inofensiva quanto estes pássaros empalhados.”

O final de Psicose é completamente inesperado e fez do filme de Hitchcock um dos maiores clássicos do cinema. Psicose trata do que há de mais aterrorizante, a natureza humana.

O livro foi inspirado na história de Ed Glein. Morador de um vilarejo, em Wisconsin, Ed entrou para a história como um dos maiores assassinos em série da história. Como o personagem de Norman, Ed era solteiro e recluso e quando seus crimes foram descobertos tinha 51 anos. Além de assassinar mulheres, Ed guardava partes de seus corpos, como lábios, narizes, cabeças e tinha até roupas com a pele de suas vítimas. Apesar de não fazer parte do processo, todos diziam que teve uma relação perturbadora com sua mãe.

"Eu acho que todos nós somos um poco loucos de vez em quando."

“Eu acho que todos nós somos um poco loucos de vez em quando.”

“A fazenda de Gein oferecia um testemunho não só sobre a insondável aptidão do ser humano para a barbárie, mas sobre a capacidade de uma comunidade inteira em negar sua existência. “Não pode acontecer aqui”, insiste a letra satírica de uma canção de Frank Zappa, Help I’m a Rock. O “aqui” em questão é o coração e a mente do ser humano.”

Alfred Hitchcock e os Bastidores de Psicose – Stephen Rebello

Robert Bloch ficou extremamente impressionado quando a história começou a ser publicada nos jornais, mesmo não sabendo de todos os detalhes, afinal muitas coisas eram pesadas demais para serem divulgadas nos anos 50. Ele, então, começou a criar em sua mente o personagem principal de um romance. E, com o passar do tempo, o desenvolvimento de sua criação se mostrou acuradamente de acordo com a história real.

“Quando Bloch percebeu a estranha semelhança entre as revelações dos crimes verdadeiros e seu próprio romance, começou a se pegar encarando sua imagem nos espelhos e pensando sobre si mesmo. “Em outras palavras”, ruminou o escritor, “ao inventar meu personagem cheguei muito perto da personalidade real de Ed Gein. Fiquei horrorizado em pensar como eu podia imaginar tais coisas. E o resultado foi que passei os dois anos seguintes me barbeando de olhos fechados. Eu não queria me olhar no espelho.”

Alfred Hitchcock e os Bastidores de Psicose – Stephen Rebello

Hitchcock comprou os direitos para realizar o filme. Esta decisão desagradou há muitos, desde os executivos da Paramount até os seus colaboradores mais próximos. Mas, o diretor comprou a briga e realizou o filme com um orçamento reduzido e até investindo seu próprio salário na produção. Além disso, comprou o maior número de exemplares do livro, que sua equipe conseguiu encontrar, para que o final não fosse revelado previamente e o filme perdesse o impacto.

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O filme supera em muito o livro. Coisa rara de acontecer! Muito bem construído e com uma tensão crescente e palpável. Possui cenas primorosas, como quando Mary está no carro, com o dinheiro, pronta para deixar a cidade e é avistada por seu chefe.

O filme e o livro são imperdíveis! Não deixem de conferir!

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“Eles vão ver e vão saber, e irão dizer: Por que? Ela não machucaria uma mosca…”