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#Resenha: A Sangue Frio – Truman Capote

O gênero True Crime é um dos meus favoritos! Desde que li Helter Skelter, fiquei apaixonada por este tipo de literatura. No Goodreads, existe um ranking com os melhores livros deste estilo, que é também conhecido como nonfiction. Nesta lista, está A Sangue Frio, do Truman Capote. Conhecia Capote por seu trabalho como roteirista e também pelo seu livro Bonequinha de Luxo, que inspirou um dos meus filmes preferidos. Já o considerava muito bom, principalmente por The Innocents, filme em que ele foi roteirista, baseado no conto de Henry James, A Volta do Parafuso. Apesar de não ter gostado do conto (achei muito arrastado), gostei bastante do filme, acho que ele fez escolhas muito inteligentes para o roteiro!

Truman Capote

Truman Capote

Achei muito curioso um escritor que nunca havia feito nada do gênero, ter escolhido assassinatos reais para um trabalho. Principalmente, porque nos outros livros que li com esta temática, os autores estavam diretamente relacionados ao caso, como Bugliosi, autor de Helter Skelter, que foi promotor no julgamento dos assassinatos Tate-LaBianca; Robert Graysmith, que trabalhava no Chronicle, quando começaram a receber as cartas do Zodíaco; e Ann Rule, que além de já escrever sobre crimes, era amiga de Ted Bundy.

Mas a falta de um relacionamento direto com o crime ou com os assassinos (pelo menos a princípio) torna a decisão de escrever sobre isto (a meu ver) ainda mais extraordinária. Veja bem, Truman conseguiu visualizar o imenso potencial da história em um simples recorte de jornal. Qualquer outra pessoa teria passado por isto sem a mais vaga lembrança depois. Capote viu naquela nota, sobre assassinatos em uma pequena cidade a milhares de kilômetros, no meio do Kansas, uma oportunidade de estudar os seres humanos. Não só as vítimas e os assassinos, mas o efeito que um caso desses traria para aquela pacata cidade, em que todos se conheciam e deixavam as portas abertas durante a noite. Este era seu mote principal e quando chegou a Holcomb, para dar início à sua pesquisa, nem ao menos se importava que o crime fosse algum dia solucionado.

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Ele viajou para lá, junto com Harper Lee, autora de O Sol é para Todos, que havia acabado de ganhar um Pulitzer por sua obra e conta-se que a presença dela foi essencial para que suas entrevistas tivessem sucesso. Afinal a personalidade de Truman era muito impactante, muito diferente de tudo que a cidade conhecia.

Família Clutter - Assassinados em sua própria casa, sem motivo aparente!

Família Clutter – Assassinados em sua própria casa, sem motivo aparente!

Quando os assassinos são enfim descobertos, Capote vê que não poderia terminar seu livro, sem ter uma visão clara sobre os homens que cometeram o crime e passa a entrevistá-los continuamente, até sua execução (não é spoiler, está até mesmo na capa do livro).

Os Assassinos: Perry Smith e Dick Hickock

Os Assassinos: Perry Smith e Dick Hickock

Truman é primoroso no desenvolvimento deste livro. Em nenhum momento, ele aparece no texto. Com todas as suas entrevistas, ele consegue desenvolver a personalidade das vítimas, reconstituir suas horas finais, mostrar os impactos na cidade e, ainda, nos revela a personalidade dos assassinos, suas histórias, até este fatídico acontecimento. Chega a ser assustador a proximidade que ele leva o leitor a ter com os personagens da história.

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O livro é sensacional e praticamente deu origem ao gênero do jornalismo literário, como Capote denominou-o. Está em primeiro lugar na lista de True Crime Books, do Goodreads e não é por menos! É fantástico!

Assisti Confidencial, logo após terminar o livro. O filme conta a história de Capote, durante o período que escreveu A Sangue Frio, e seu relacionamento controverso com Perry Smith, um dos assassinos da família Clutter. Particularmente, gostei muito do filme. Realmente, me emocionou! Apesar de alguns dizerem que é inferior à Capote, que conta a mesma história e inclusive foi feito praticamente na mesma época. Irei assisti-lo também, junto com a adaptação de A Sangue Frio, e contarei minhas impressões em uma resenha somente dos filmes!

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Adquira o livro pelo link da Amazon e ajude o blog a se manter no ar!

Books, Filmes

Concluindo: Maio/15

Antes tarde do que nunca: a conclusão de maio! Este mês foi especial para os filmes. Como a leitura de It foi demorada, acabei lendo menos do que pretendia. Vamos aos livros do mês, primeiramente!

1º Contato – Carl Sagan

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“Contato com extraterrestres não é sinônimo de homenzinhos verdes desembarcando de um disco voador. É muito mais: sinais captados num radiotelescópio podem conter mensagens capazes de nos fazer repensar toda a nossa concepção da vida e do Universo. Esse é o ponto de partida de Carl Sagan, que, aliando as tensões da melhor literatura ao conhecimento científico mais avançado, compõe um romance que pode provocar em nós todas as reações – menos a indiferença. Em Contato, o que está em jogo é o mundo tal como o conhecemos. Como quem faz uma aposta, Sagan nos convida a uma viagem assustadoramente fascinante pelo buraco negro que é a inteligência humana.”

Contato foi uma leitura arrastada para mim. Apesar de a história ser muito bem desenvolvida. A personagem principal é a Drª Ellie Arroway, que desde criança sempre se interessou pela ciência e mistérios do universo. Uma mente brilhante, após se formar, Ellie é convidada para administrar o Projeto Argus, onde dentre outros projetos, também procura sinais de vida fora da terra. Quando finalmente sinais começam a ser transmitidos por uma estrela, até então praticamente desconhecida, o mundo se volta para eles, esperando respostas. A mensagem transmitida gera inúmeras discussões e controvérsias políticas e religiosas. Minha expectativa era de mais ação. Mas, apesar de ser diferente do que imaginava, o livro é excelente! Com discussões muito válidas, especialmente referentes à fé.

2º Aura – Carlos Fuentes

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Aura é um texto pequeno, mas extremamente envolvente. Quando o jovem historiador Felipe encontra um anúncio de jornal requisitando uma pessoa com exatamente suas qualificações e oferecendo um salário muito melhor do que o seu de professor, ele fica extremamente tentado e até assustado. Ao chegar na casa, conhece a Sra. Consuelo, que deseja que ele traduza e reúna as memórias de seu falecido marido. A casa em que ela vive permanece constantemente na escuridão e poucos detalhes seu olhar consegue captar. A decisão se torna complicada quando descobre que Consuelo pretende que ele more lá até que ele termine seu trabalho. Enquanto ele pensa se deve aceitar, conhece a outra moradora da casa, Aura, uma bela jovem, com penetrantes olhos verdes, como ele nunca havia visto igual. Neste momento, todas as suas dúvidas são esquecidas e ele resolve ficar. Mas as coisas vão se tornando mais confusas e estranhas a cada dia, dentro da escuridão em que vivem. Uma excelente história de suspense!

 3º  It –Stephen King

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A maior leitura do mês! Mas um livro excelente, apesar de, na minha opinião, ter uma cena no final, dentro dos túneis, que somente serviu como shock value. Mas isto não desmerece em nada a história genialmente criada por King! Vale a pena ler!

Agora vamos aos filmes:

Frida – Julie Taymor

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“Frida Kahlo (Salma Hayek) foi um dos principais nomes da história artística do México. Conceituada e aclamada como pintora, ela teve também um casamento aberto com Diego Rivera (Alfred Molina), seu companheiro também nas artes, e ainda um controverso caso com o político Leon Trostky (Geoffrey Rush) e com várias outras mulheres.”

Filme simplesmente incrível! Me emocionei do começo ao fim com a história de Frida, apesar de já conhecer um pouco. Toda a parte estética do filme é extremamente bem feita, os atores são excelentes. Estou terminando o livro em que o filme se inspirou e farei um post especial!

Homem de Ferro 1, 2 e 3

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Continuando a maratona Marvel que tinha começado quando assisti a Vingadores 2: A Era de Ultron, resolvi assistir aos três filmes do Homem de Ferro. Havia assistido somente o segundo filme e não gostava muito de Tony Stark. Tanto que demorou bastante até assistir aos demais. Mas esta má impressão se deve principalmente ao fato de não ter visto o início de sua história. No início do segundo filme, Tony é simplesmente um poço de arrogância e isto encobria suas qualidades pra mim. Gostei muito de assistir na sequência e, mesmo sendo bem mais fraco que os primeiros, não achei o terceiro filme ruim.

O Homem de Aço – Zack Snyder

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“Há anos enviado de Krypton, um avançado planeta alienígena, à Terra, Clark sofre com a derradeira questão: Por que estou aqui? Moldado pelos valores de seus pais adotivos, Martha e Jonathan Kent, Clark logo descobre que ter super-habilidades significa tomar decisões muito difíceis. Mas quando o mundo mais precisa de estabilidade, ele é atacado. E agora, suas habilidades serão usadas para manter a paz ou partir para um tudo ou nada?”

Mais um filme para a sessão super-heróis! Apesar de nunca ter sido meu preferido entre os títulos da DC, gostei deste filme sobre o super-homem. Gostei da construção da história e principalmente de ver a história de seus pais e de seu planeta natal. Achei ótimo também abordarem a desconfiança com que ele é tratado. Seria muito simplista mostrar a humanidade completamente aos seus pés, sem nenhuma dúvida de suas intenções. Ótimo gancho para Batman vs Superman.

X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido – Bryan Singer

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“A formação definitiva de X-Men luta uma guerra pela sobrevivência da espécie em dois períodos de tempo em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”. Os amados personagens da trilogia “X-Men” original juntam-se aos seus eus jovens de “X-Men: Primeira Classe” em uma batalha épica que deve mudar o passado para salvar o futuro.”

Esta era uma continuação que estava ansiosa para assistir. Gostei muito da ideia de trabalhar duas épocas diferentes e da cooperação entre Magneto e Xavier no futuro. Outro ponto positivo foi mostrarem Xavier em seu pior momento, sem toda a aura de superioridade em que ele sempre está envolvido. Afinal de contas, os defeitos e fragilidades dos personagens da Marvel sempre foram seus pontos principais, o que faz com que as pessoas se identifiquem com eles.

Quarteto Fantástico – Tim Story

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“Um desastre atinge uma nave espacial, fazendo com que seus quatro tripulantes sofram modificações em seu organismo de forma a ganharem poderes especiais. Reed Richards (Ioan Gruffudd), o líder do grupo, passa a ter a capacidade de esticar seu corpo feito borracha. Sue Storm (Jessica Alba), sua ex-namorada, ganha poderes que a permitem ficar invisível e criar campos de força. Johnny Storm (Chris Evans), irmão de Sue, pode aumentar o calor do seu corpo, enquanto que Ben Grimm (Michael Chiklis) tem seu corpo transformado em pedra e ganha uma força sobre-humana. Ao retornar à Terra após o acidente logo os novos poderes começam a se manifestar, fazendo com que todos tenham que se adaptar a eles e também à condição de celebridades que os poderes lhes trazem.”

Filme muito, muito fraco. Sofrível! Nem tenho o que falar! Passo.

Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 – Francis Lawrence

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“Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) encontra-se no Distrito 13 depois de ter literalmente acabado com os jogos para sempre. Sob a liderança da Presidenta Coin (Julianne Moore) e seguindo os conselhos de seus amigos de confiança, Katniss abre suas asas tanto quanto luta para salvar Peeta (Josh Hutcherson) e toda uma nação movida por sua coragem.”

Começa o filme sobre o meu livro favorito da série Jogos Vorazes. Apesar de Em Chamas ser muito bom, gosto demais de A Esperança. Saindo da arena, podemos ter uma visão melhor dos personagens. Os traumas de Katniss, a bondade de Peeta. E partimos, especialmente, para a luta política. Todos os truques para conseguir o apoio popular. Simplesmente incrível! O filme é muito bom, apesar de não conseguir passar toda a intensidade do livro.

Chef – Jon Favreau

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“Depois de perder seu emprego como chef em um famoso restaurante de Los Angeles, Carl (Jon Favreau), para a surpresa de todos, compra um trailer e passa a fazer e vender comida pelas ruas. Cozinhando e conhecendo pessoas, ele redescobre o amor, o entusiasmo pela vida e como a gastronomia pode ser apaixonante.”

Sou até suspeita para falar sobre um filme que tem a paixão pela culinária como mote principal! Amei, amei, amei! Leve e despretensioso. Vontade de viajar naquele food truck agora!

Filmes

Desafio de Sexta: Em Busca dos 20 Filmes

Recebi, há alguns dias, uma imagem pelo whatsapp, com figuras representando 20 filmes. Um desafio do tipo “Onde está, Wally?”. Adorei a ideia e logo comecei a tentar adivinhar quais os filmes ali relacionados. Mas a grande surpresa foi que todos os filmes que estão ali são maravilhosos e inclui grandes clássicos do cinema. Então, resolvi trazer o desafio para o blog!

Confira a imagem abaixo e tente encontrar os filmes. A resposta estará abaixo, no post. Não vale trapacear, heim?!

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Vamos à resposta?

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1 – A mão que balança o berço

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“Claire Bartel (Annabella Sciorra) é mãe de duas crianças, trabalha fora e ainda tem que cuidar da casa. Ao contratar Peyton Flanders (Rebecca De Mornay), ela acredita ter encontrado a babá mais que perfeita para ajudá-la com seus afazeres. Sem saber, Claire acaba trazendo para dentro de casa sua pior inimiga e agora vai ter que defender seu lar e a vida de sua família.”

2 – O Senhor dos Anéis

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“Numa terra fantástica e única, chamada Terra-Média, um hobbit (seres de estatura entre 80 cm e 1,20 m, com pés peludos e bochechas um pouco avermelhadas) recebe de presente de seu tio o Um Anel, um anel mágico e maligno que precisa ser destruído antes que caia nas mãos do mal. Para isso o hobbit Frodo (Elijah Woods) terá um caminho árduo pela frente, onde encontrará perigo, medo e personagens bizarros. Ao seu lado para o cumprimento desta jornada aos poucos ele poderá contar com outros hobbits, um elfo, um anão, dois humanos e um mago, totalizando 9 pessoas que formarão a Sociedade do Anel.”

3 – O Iluminado

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“Durante o inverno, um homem, é contratado para ficar como vigia em um hotel no Colorado, e vai para lá com a mulher e seu filho. Porém, o contínuo isolamento começa a lhe causar problemas mentais sérios e ele vai se tornado cada vez mais agressivo e perigoso, ao mesmo tempo que seu filho passa a ter visões de acontecimentos ocorridos no passado, que também foram causados pelo isolamento excessivo.”

4 – Jurassic Park

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“O Dr. John Hammond (Richard Attenborough) possui uma equipe de cientistas para descobrir um método cientifico de regenerar dinossauros através do DNA que eles encontram em âmbares preservados. Com isso ele cria um parque temático chamado Jurassic Park, onde todos são bem vindos para ver o passado retornar a vida. Dr. Hammond convida seus netos, Dr. Alan Grant (Sam Neil), Dra. Ellie Sattler (Laura Dern) e Ian Malcolm (Jeff Goldblum) para serem os primeiros à testemunhar a sua criação. As coisas começam a ir mal quando um empregado, Nedry (Wayne Knight), desativa o alarme de segurança e o mecanismo de defesa na tentativa de roubar espécies para revendê-las. Os dinossauros estão livres e as pessoas precisam lutar por suas vidas ou virar refeição para os ferozes tiranossauros.”

5 – Os Caça-Fantasmas

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“Depois de serem chutados de suas posições na Universidade, os parapsicologistas Egon Spengler, Raymond Stantz e Peter Venkman, decidem abrir seu próprio negócio de caçadores de fantasmas. Quando um portal para uma outra dimensão é aberto em Nova York, eles passarão a ter muito trabalho para salvar a cidade.”

6 – Um tira da pesada

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“Axel Foley (Eddie Murphy) é um esperto tira de Detroit que está em Beverly Hills à caça do assassino de seu melhor amigo. Ele logo percebe que seu estilo selvagem não combina com a polícia de lá, que destaca dois policiais (Judge Reinhold e John Ashton) para assegurar que as coisas não fujam do controle. Obrigado a levar os dois caretas junto com ele, Axel detona um tremendo choque cultural em sua rápida e hilariante busca por justiça.”

7 – Coração Valente

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“No século XIII, soldados ingleses matam mulher do escocês William Wallace (Mel Gibson), bem na sua noite de núpcias. Ele resolve então liderar seu povo numa vingança pessoal que acaba deflagrando violenta luta pela liberdade.”

8 – O Rei Leão

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“Mufasa (James Earl Jones), o Rei Leão, e a rainha Sarabi (Madge Sinclair) apresentam ao reino o herdeiro do trono, Simba (Matthew Broderick). O recém-nascido recebe a bênção do sábio babuíno Rafiki (Robert Guillaume), mas ao crescer é envolvido nas artimanhas de seu tio Scar (Jeremy Irons), o invejoso e maquiavélico irmão de Mufasa, que planeja livrar-se do sobrinho e herdar o trono.”

9 – Alien, O Oitavo Passageiro

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“Nave espacial, ao retornar para a Terra, recebe estranhos sinais vindos de um asteroide. Ao investigarem o local, um dos tripulantes é atacado por um estranho ser. O que parecia ser um ataque isolado se transforma em um terror constante, pois o tripulante atacado levou para dentro da nave o embrião de um alienígena, que não para de crescer e tem como meta matar toda a tripulação.”

10 – Taxi Driver

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“Travis Bickle (Robert DeNiro) é um jovem veterano do Vietnã, que volta para as ruas de Nova York trabalhando como motorista de táxi. Conhecendo melhor todos os podres das vielas da cidade, seu caminho se cruza com o das jovens Betsy (Cybill Sheperd) e Iris (Jodie Foster), uma prostituta de apenas 12 anos, o que o faz se revoltar com tudo e com todos, explodindo sua raiva e violência que sempre demonstrou ter.”

11 – Entrevista com o Vampiro

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“Acidentalmente um repórter (Christian Slater) começa uma conversa com um homem (Brad Pitt) que diz ser um vampiro com duzentos anos e conta a trajetória de sua vida, desde a época em que ainda não era vampiro e como foi infectado pelo vampiro Lestat (Tom Cruise), com quem teve grandes aventuras mas também grandes desavenças.”

12 – Clube da Luta

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“Um explosivo sofredor de insônia (Edward Norton) e um carismático vendedor de sabonete (Brad Pitt) canalizam agressão primitiva masculina transformando-a em uma nova e chocante forma de terapia. Seu conceito pega, e formam-se diversos clubes da luta clandestinos em cada cidade, até que uma mulher sensual e excêntrica (Helena Bonham Carter) entra na jogada e desencadeia uma situação fora de controle rumo ao caos.”

13 – Laranja Mecânica

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“Em uma desolada Inglaterra do futuro, a violência das gangues juvenis impera, provocando um clima de terror. Alex (Malcolm McDowell) lidera uma das gangues e, após praticar vários crimes, é preso e submetido à reeducação pelo Estado, com base em uma técnica de reflexos condicionados. Quando ele volta à sua vida em liberdade, é perseguido por aqueles que foram suas vítimas, Mr. Alexander (Patrick Magee) e sua esposa.”

14 – Cantando na Chuva

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“Em 1927, Hollywood, está um verdadeiro rebuliço, com a transição do cinema mudo para o falado. Don Lockwood e Lina Lamont, o casal mais querido do cinema mudo, prepara-se para rodar um musical. Mas, infelizmente, Lina, não só não sabe cantar, como tem uma voz horrível. A estreante, Kathy Selden, é chamada a emprestar sua voz à estrela. As gravações são uma confusão, mas tudo piora quando Don, se apaixona pela doce Kathy. Ao lado de seu inseparável amigo, o compositor Cosmo Brown, ele tenta mostrar ao mundo o talento de Kathy.”

15 – Cisne Negro

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“Cisne Negro é um thriller psicológico ambientado no mundo do balé da Cidade de Nova York. Natalie Portman interpreta uma bailarina de destaque que se encontra presa a uma teia de intrigas e competição com uma nova rival interpretada por Mila Kunis. O filme faz uma viagem emocionante e às vezes aterrorizante à psique de uma jovem bailarina, cujo papel principal como a Rainha dos Cisnes acaba sendo uma peça fundamental para que ela se torne uma dançarina assustadoramente perfeita.”

16 – Menina de Ouro

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“Frankie Dunn (Clint Eastwood) passou a vida nos ringues, tendo agenciado e treinado grandes boxeadores. Frankie costuma passar aos lutadores com quem trabalha a mesma lição que segue para sua vida: antes de tudo, se proteja. Magoado com o afastamento de sua filha, Frankie é uma pessoa fechada e que apenas se relaciona com Scrap (Morgan Freeman), seu único amigo, que cuida também de seu ginásio. Até que surge em sua vida Maggie Fitzgerald (Hilary Swank), uma jovem determinada que possui um dom ainda não lapidado para lutar boxe. Maggie quer que Frankie a treine, mas ele não aceita treinar mulheres e, além do mais, acredita que ela esteja velha demais para iniciar uma carreira no boxe. Apesar da negativa de Frankie, Maggie decide treinar diariamente no ginásio. Ela recebe o apoio de Scrap, que a encoraja a seguir adiante. Vencido pela determinação de Maggie, Frankie enfim aceita ser seu treinador.”

17 – E o Vento Levou

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“Durante a Guerra Civil Americana, quando fortunas e famílias foram destruídas, um cínico aventureiro e uma determinada jovem, que foi duramente atingida pela guerra, se envolvem numa relação de amor e ódio.”

18 – A Casa do Lago

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“Kate Forster (Sandra Bullock) é uma médica solitária, que morava em uma casa à beira de um lago. Hoje esta casa é ocupada por Alex Wyler (Keanu Reeves), um arquiteto frustrado. Kate passa a trocar cartas com Alex, com quem mantém um relacionamento à distância por 2 anos. É quando, ao se descobrirem apaixonados um pelo outro, eles buscam um meio de se encontrar.”

19 – Cães de Aluguel

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“Joe Cabot (Lawrence Tierney), um experiente criminoso, reuniu seis bandidos para um grande roubo de diamantes, mas estes seis homens não sabem nada um sobre os outros e cada um utiliza uma cor como codinome. Porém durante o assalto algo ao saiu, pois diversos policiais esperavam no local. Mr. White (Harvey Keitel) levou Mr. Orange (Tim Roth), que na fuga levou um tiro na barriga e morrerá se não tiver logo atendimento médico, para o armazém onde tinha sido combinado que todos se encontrassem. Logo depois chegou Mr. Pink (Steve Buscemi), que está certo que um deles é um policial disfarçado e eles precisam descobrir quem os traiu. Em um clima de acusações mútuas a situação fica cada vez mais insustentável.”

20 – Um Estranho no Ninho

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“Randle Patrick McMurphy, um prisioneiro, simula estar insano para não trabalhar e vai para uma instituição para doentes mentais, onde estimula os internos a se revoltarem contra as rígidas normas impostas pela enfermeira-chefe Ratched, mas ele não tem ideia do preço que irá pagar por desafiar uma clínica “especializada”.”

Bônus: Pra mim, na imagem, teria também o filme Os Fantasmas se Divertem.

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“Após morrerem quando o carro deles cai em um rio, Barbara Maitland (Geena Davis) e Adam Maitland (Alec Baldwin) se vêem como fantasmas que não podem sair da sua casa de campo na Nova Inglaterra, pois antes que possam ganhar suas asas têm que ocupar a casa como fantasmas pelos próximos cinqüenta anos. A paz é rompida quando Charles (Jeffrey Jones) e Delia Deitz (Catherine O’Hara), um casal de novos-ricos, compra a casa. Mas os Maitland são inofensivos como fantasmas e os esforços para espantar os compradores acaba em fracasso. E se o casal não fica apavavorado, Lydia Deitz (Winona Ryder), a excêntrica e dark filha deles, pode ver e falar com Barbara e Adam, que contratam os serviços de um Beetlejuice (Michael Keaton), um “bio-exorcista”, para apavorar os moradores, apesar de sentirem simpatia por Lydia. Mas logo a situação foge do controle.”

Books, Filmes, Marvel

Concluindo: Abril/15

Oi, gente! Mais um mês acabou e vamos para a conclusão!!!

O Iluminado – Stephen King

Primeira leitura do mês. Mas, na verdade, uma releitura. Como iria ler Doutor Sono, que é a continuação, decidi ler novamente. E foi incrível novamente. Um dos melhores livros da vida e o favorito até o momento do Stephen King.

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Doutor Sono – Stephen King

A história de Doutor Sono começa com Danny e Wendy Torrance depois de escaparem do Overlook e se mudarem para o outro lado do país. Mas o mal que se encontrava no hotel não irá deixa-los totalmente Dick mostra a Danny como contê-lo. Já adulto, Danny, luta para esquecer e acaba com o mesmo vício de seu pai. Em seu processo para mudar de vida, irá conhecer uma menina, Abra Stone, com grandes poderes e que acaba entrando no caminho de criaturas muito perigosas e Danny terá que ajudá-la a enfrentá-los. O livro é bom, mas talvez pelas expectativas que criei, por ser continuação de O Iluminado, não gostei tanto. Esperava que trouxesse um pouco mais de medo, já que O Iluminado consegue te deixar arrepiado do começo ao fim, mas isso não acontece. Mas a história é muito bem desenvolvida e entrar em contato com os personagens novamente é maravilhoso.

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Belo Desastre – Jamie McGuire

Não esperava nada grandioso deste livro, afinal de contas era pra ser um romance água com açúcar. Nada de errado com isso. Às vezes, tudo que você precisa de um livro divertido e com personagens que você goste. Mas, nossa, este é provavelmente o pior livro que já li. E já li muita coisa. Odiei tudo, os personagens, a história. Só o apelido da personagem principal já me tirava totalmente a vontade de ler. Segue a sinopse:

“A nova Abby Abernathy é uma boa garota. Ela não bebe nem fala palavrão, e tem a quantidade apropriada de cardigãs no guarda-roupa. Abby acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas, quando se muda para uma nova cidade com America, sua melhor amiga, para cursar a faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy da universidade. Travis Maddox, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Abby precisa – e deseja – evitar. Ele passa as noites ganhando dinheiro em um clube da luta e os dias seduzindo as garotas da faculdade. Intrigado com a resistência de Abby ao seu charme, Travis a atrai com uma aposta. Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês. Se ela perder, deverá morar no apartamento de Travis pelo mesmo período. Qualquer que seja o resultado da aposta, Travis nem imagina que finalmente encontrou uma adversária à altura.”

Abby é completamente mimada e acha que é superior a todos em sua volta. Está atraída por Travis, mas o provoca o tempo inteiro, saindo com caras que ela acha que tem mais a oferecer para ela, especialmente dinheiro. Travis é completamente descontrolado, ciumento e carente, em um nível doentio. A vida deles é completamente impensada e beira ao ridículo. Péssimo! E passa uma ideia completamente bizarra de como um relacionamento deve ser para as adolescentes influenciáveis que são seu público-alvo.

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Agora vamos aos filmes assistidos em abril:

O Labirinto de Kubrick – Room 237 – Rodney Ascher

Sinopse: Em 1980, Stanley Kubrick lançava O Iluminado, hoje considerado um dos maiores clássicos do cinema de horror. Desde então, muitas teorias surgiram na tentativa de interpretar significados escondidos no filme. Estudiosos e fãs obsessivos expõem suas teorias em torno dessas mensagens subliminares. Especulações envolvendo o holocausto, o genocídio de povos indígenas e até conspirações governamentais são cuidadosamente analisadas neste documentário.

Como fã de O Iluminado e de Stanley Kubrick não tem como dizer que não gostei. Mas achei muito viajado na maior parte das teorias. Não consegui comprar esta ideia de que cada objeto cenográfico e figurante tinha uma mensagem oculta. Mas o documentário é bem construído e se você gosta demais do filme e do Kubrick, vale muito a pena.

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Velozes e Furiosos 7 – James Wan

Sinopse: Após os acontecimentos em Londres, Dom (Vin Diesel), Brian (Paul Walker), Letty (Michelle Rodriguez) e o resto da equipe tiveram a chance de voltar para os Estados Unidos e recomeçarem suas vidas. Mas a tranquilidade do grupo é destruída quando Ian Shaw (Jason Statham), um assassino profissional, quer vingança pelo acidente de seu irmão. Agora, a equipe tem que se reunir para impedir este novo vilão. Mas dessa vez, não é só sobre ser veloz. A luta é pela sobrevivência.

Valeu pela despedida do Paul Walker. O filme faz muito bem o que se propõe, que é entreter. Lógico que você espera de Velozes e Furiosos cenas impossíveis, mas este eleva isto a um nível Jedi. Na maior parte do filme, fiquei pensando: eles não vão fazer isto. Mas eles faziam. Mesmo assim, muito divertido.

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Home Sweet Hell – Anthony Burns

Sinopse: Um homem de negócios bem-sucedido é casado com uma mulher bipolar, sofrendo de transtorno obsessivo compulsivo. O casamento dos dois é abalado quando ele começa a conviver com uma atraente colega de trabalho.

Comecei a assistir o filme com um pé atrás, por causa da Katherine Heigl. Não acho a atuação dela boa, na maioria das vezes, mas adorei neste filme. O TOC, a obsessão com perfeição. Achei sensacional. Adorei!

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O Morro dos Ventos Uivantes – Andrea Arnold

Sinopse: Nova adaptação do romance clássico escrito por Emily Brontë, mostra a história de duas gerações das famílias Earnshaw e Linton, enquanto suas fortunas se entrelaçam numa complexa trama, dominada pelo ardente relacionamento entre dois amantes amaldiçoados, Heathcliff e Cathy. Heathcliff é um jovem adotado por uma rica família na Inglaterra. Com o tempo, ele nutre uma obsessão por Catherine Earnshaw, sua irmã adotiva. Quando descobre que ela irá se casar com Edgar Lindon, Heathcliff resolve fugir para fazer fortuna, para que no futuro possa retornar e conquistá-la.

Assim que terminei de escrever a resenha de O Morro dos Ventos Uivantes decidi assistir ao filme. Esta é uma das adaptações cinematográficas do livro. Não é a mais conhecida. A fotografia é maravilhosa, as escolhas de closes que a diretora faz são sensacionais e dão a impressão de estar no lugar das personagens. Mas a escolha do final me decepcionou muito, como fã da estória.

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O Garoto da Casa ao Lado – Rob Cohen

Sinopse: Uma mulher divorciada (Jennifer Lopez) se envolve romanticamente com o vizinho adolescente (Ryan Guzman) e o relacionamento gera consequências inimagináveis quando o rapaz se mostra obcecado e inconsequente.

Shame on me por assistir um filme com a Jennifer Lopez. Mas queria um filme só para me divertir. Só que não consegui isto, fiquei o tempo inteiro agoniada, pensando em como era ruim.

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Interestelar – Christopher Nolan

Sinopse: Após ver a Terra consumindo boa parte de suas reservas naturais, um grupo de astronautas recebe a missão de verificar possíveis planetas para receberem a população mundial, possibilitando a continuação da espécie. Cooper é chamado para liderar o grupo e aceita a missão sabendo que pode nunca mais ver os filhos. Ao lado de Brand, Jenkins e Doyle, ele seguirá em busca de uma nova casa. Com o passar dos anos, sua filha Murph investirá numa própria jornada para também tentar salvar a população do planeta.

Sensacional! Não tem outra maneira de descrever. Melhor filme do gênero que já assisti. Fotografia impecável e a história realmente te envolve, você realmente se importa com os personagens. Matthew McConaughey estava maravilhoso e ainda tem a Jessica Chastain, que adoro desde Histórias Cruzadas.

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Cake – Uma Razão para Viver – Daniel Barnz

Sinopse: Após ver a Terra consumindo boa parte de suas reservas naturais, um grupo de astronautas recebe a missão de verificar possíveis planetas para receberem a população mundial, possibilitando a continuação da espécie. Cooper é chamado para liderar o grupo e aceita a missão sabendo que pode nunca mais ver os filhos. Ao lado de Brand, Jenkins e Doyle, ele seguirá em busca de uma nova casa. Com o passar dos anos, sua filha Murph investirá numa própria jornada para também tentar salvar a população do planeta.

Desde que ouvi sobre este filme, fiquei louca para assistir. E realmente é maravilhoso. Jennifer Aniston está maravilhosa. Pra todos que diziam que em todos os seus papéis ela era a Rachel, um grande tapa na cara. Injustiça não ter sido indicada ao Oscar.

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E agora vem a seção Marvel do mês. Assisti Vingadores: Era de Ultron e resolvi fazer uma maratona dos filmes já lançados.

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Vingadores: Era de Ultron – Joss Whedon

Sinopse: Quando Tony Stark tenta reiniciar um programa de manutenção de paz, as coisas não dão certo e os super-heróis mais poderosos da Terra, incluindo Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro, terão que passar no teste definitivo para salvar o planeta. Com o aparecimento do vilão Ultron, a equipe dos Vingadores tem a missão de neutralizar seus terríveis planos.

Amei o filme! Pode não ser o melhor da Marvel, mas com a reunião de tantos personagens maravilhosos, não tem como você não curtir demais. Vi uma resenha excepcional que diz que o filme atende às expectativas dos fãs, mas não as ultrapassa. O que realmente é um problema. Mas gostei demais do modo como alguns personagens cresceram, principalmente Gavião Arqueiro e Thor. Viúva Negra maravilhosa como sempre e vê-la com Hulk, meu outro personagem favorito, não tem preço. E temos a que provavelmente será minha personagem favorita futuramente: Feiticeira Escarlate. Sensacional!

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Capitão América 2: O Soldado Invernal – Anthony Russo e Joe Russo

Sinopse: Após os cataclísmicos eventos em Nova York, Steve Rogers, também conhecido como Capitão América, vive tranquilamente em Washington, DC e tentando se ajustar ao mundo moderno. Mas quando um colega da S.H.I.E.L.D. é atacado, Steve se vê preso em uma rede de intrigas que ameaça colocar o mundo em risco. Unindo forças com a Viúva Negra, o Capitão América luta para expor a grande conspiração enquanto enfrenta assassinos profissionais enviados para silenciá-lo a todo momento. Quando a dimensão da trama maligna é revelada, o Capitão América e a Viúva Negra pedem ajuda a um novo aliado, o Falcão. Contudo, eles logo se veem enfrentando um inimigo formidável e inesperado – o Soldado Invernal.

Depois de assistir ao primeiro filme, Capitão América era um dos personagens que menos gostava. Mas que surpresa com Soldado Invernal, amei do início ao fim e Steve Rogers passou a ser um dos meus favoritos!

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Thor – Kenneth Branagh

Sinopse: Quando é banido do reino de Asgard e exilado na Terra, o arrogante guerreiro Thor (Chris Hemsworth) é obrigado a lutar para reaver seus poderes perdidos. Perseguido pela força invasora enviada para destruí-lo, o desventurado Deus do Trovão tem que enfrentar a batalha e descobrir o que é preciso para se tornar um verdadeiro herói.

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Thor: O Mundo Sombrio – Alan Taylor

Sinopse: Mundos colidem quando um poderoso inimigo antigo ameaça mergulhar o cosmos na escuridão eterna. Agora, reunido com Jane Foster (Natalie Portman), e forçado a forjar uma aliança com seu traiçoeiro irmão Loki (Tom Hiddleston), Thor (Chris Hemsworth) embarca em uma perigosa jornada pessoal para salvar a Terra e Asgard da destruição.

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Thor era um personagem que passava meio despercebido para mim. Foi só quando o vi em Era de Ultron, que resolvi assistir aos filmes solo do personagem e gostei demais. A personalidade dele ainda está sendo moldada, mas o crescimento é impressionante. Asgard é um show a parte, melhor fotografia da Marvel. Queria ter visto em 3D. E tem Natalie Portman! E Loki, melhor vilão! Amo demais!

Books, Filmes

#Resenha: Zodíaco – Robert Graysmith

O Zodíaco é considerado um dos mais conhecidos serial killers da história e só perde em mistério para o Jack, o Estripador. Sua verdadeira identidade jamais foi revelada e ele passou vários anos aterrorizando a população da Califórnia.  Há um detalhe que aumenta ainda mais sua popularidade: ele escrevia cartas para os jornais locais, com enigmas em que dizia estar revelada sua identidade.

Retrato falado do Zodíaco

Em 20 de dezembro de 1968, David Faraday e Bety Lou Jensen estacionaram em frente à estação de bombeamento do lago Herman, em Vallejo, um lugar conhecido pelos casais de namorados da região. Outro carro parou perto deles e um homem corpulento desceu e se aproximou. Evidências afirmam que ele tentou fazer com que os jovens saíssem do carro. Como eles se recusaram, ele atirou no vidro traseiro e no pneu. Quando eles tentaram sair pelo lado do passageiro, o homem atirou em David, deixando-o inconsciente. Bety Lou tentou correr, mas foi atingida e caiu morta há 23 metros de distância. David ainda estava vivo quando a polícia chegou ao local, mas morreu no caminho para o hospital.

David Faraday e Bety Lou Jensen

David Faraday e Bety Lou Jensen

No feriado de 04 de julho de 1969, Darlene Ferrin saiu de carro com seu amigo Mike Mageau. Logo após saírem da casa de Mike, ele percebeu que estavam sendo seguidos por um carro de cor clara. Darlene tentou fazer várias conversões para se livrar de seu perseguidor, mas estava sendo conduzida para os arredores da cidade. Quando finalmente estacionaram, o carro parou quase emparelhado ao deles. Mike perguntou se Darlene conhecia o motorista e ela disse para ele não se preocupar. Pouco tempo depois, eles respiraram aliviados quando o carro partiu. Mas a alegria durou pouco e cinco minutos depois, o carro estacionou novamente ao lado deles. Uma luz ofuscante foi lançada contra o carro deles e pouco depois os disparos começaram. Darlene foi atingida nove vezes e morreu. Mike ficou muito ferido, com tiros no braço, perna esquerda, pescoço e face, mas sobreviveu. Naquela mesma noite, a delegacia de Vallejo receberia uma ligação perturbadora:

“Darlene tinha chegado morta ao hospital à 0h38. Exatamente à 0h40, de um telefone público, um homem ligou para a delegacia de Vallejo, por meio de uma telefonista. Nancy Slover, operadora da central telefônica da polícia, atendeu. – Quero informar um duplo assassinato — o homem falou. A voz dele não enfatizava as palavras, e pareceu a Nancy que o homem estava lendo o que dizia. Ou que tinha ensaiado aquilo. – Se vocês andarem 1 quilômetro e meio para leste, na Columbus Parkway, em direção ao parque público, vão encontrar jovens em um carro marrom. A voz do desconhecido era firme e consistente, clara, mas imperativa. Nancy tentou interrompê-lo, para obter maiores informações, mas o homem falava alto, encobrindo a voz dela. Para Nancy, a voz parecia ser a de um adulto. Ele não parou de falar até que terminasse de dar sua declaração. – Eles foram mortos com uma Luger 9 mm. Eu também matei aqueles garotos no ano passado. — Adeus. Quando o homem disse “adeus”, sua voz ficou mais profunda e ameaçadora. Nancy ouviu o som do telefone sendo colocado no gancho e ficou escutando o ruído da linha telefônica.”

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Darlene Ferrin

Pouco tempo depois, chegou uma carta ao jornal São Francisco Chronicle.

“O envelope que chegou ao São Francisco Chronicle apresentava um carimbo do correio de São Francisco e tinha dois selos de 6 centavos, com a efígie de Roosevelt, colocados verticalmente um acima do outro. A carta contida nele, escrita em letras miúdas e espremidas, que descambava para a direita ao chegar perto do pé da página, era fria e ameaçadora. Junto da carta, havia a terça parte de um criptograma impresso com perfeição, composto de símbolos estranhos. Era uma carta endereçada ao editor. Nela, o autor assumia a responsabilidade pelas mortes de David, Betty Lou e Darlene.”

Robert Graysmith, autor de Zodíaco, trabalhava na redação do Chronicle, como cartunista. Quando a primeira carta chegou, ficou completamente fascinado.

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“Isso rondava no fundo da minha mente enquanto eu olhava o pequeno texto da carta. Fui tomado por várias emoções, mas principalmente senti profunda raiva diante da frieza, arrogância e insanidade do assassino. Como chargista da página de opinião, desenvolve-se um forte senso de justiça, uma necessidade de mudar as coisas, e, como pintor e cartunista, eu trabalhava com símbolos todos os dias. As ferramentas daminha profissão estavam sendo deturpadas e apropriadas por um assassino. Por volta dessa época, nenhum assassino desde Jack, o Estripador, escrevera à imprensa e zombara da polícia com pistas sobre a sua identidade. A estranheza da carta me enredou. Irrevogavelmente fisgado, imediatamente obcecado, eu queria solucionar o que sentia que iria se tomar um dos maiores mistérios da história.”

A carta continha um enigma que era formado por três partes. Cada uma delas havia sido enviada para um jornal diferente: Chronicle, São Francisco Examiner e Vallejo Times-Herald. O assassino dizia na carta, que no código estava sua verdadeira identidade. Apesar de todos os esforços da polícia, a solução do enigma veio de um casal que resolveu tentar resolver o criptograma: Donald Gene Harden, 41 anos, professor de história e economia e sua esposa, Betty June Harden. Mas o nome do assassino, é claro, não estava nele.

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Este foi o início de uma relação estreita entre o Zodíaco e os meios de comunicação, que se estendeu até 1974. Há seis casos confirmados de vítimas do Zodíaco, mas em suas cartas ele dizia haver muito mais.

Robert tornou-se obcecado pelo caso. Ele conta que o fascínio inicial era pelos símbolos enviados pelo assassino, mas logo se viu determinado a ajudar a desvendar as pistas deixadas por ele e revelar sua verdadeira identidade. O livro que escreveu no processo é incrivelmente bem detalhado, principalmente levando em conta os muitos suspeitos, jurisdições diferentes em que os crimes ocorreram e vítimas sobreviventes e testemunhas que decidiram desaparecer. Pela primeira vez, temos um olhar completo sobre a história, inclusive com as cartas completas enviadas aos jornais, que não foram publicadas na íntegra.

Uma história intrigante, que você não consegue largar até chegar à última página. De tirar o fôlego!

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O livro teve sua adaptação para o cinema, com Jake Gyllenhaalal, maravilhoso no papel de Robert. O filme explora um pouco mais sobre a vida pessoal do cartunista e como sua obsessão acabou com seu casamento e o levou a estar perigosamente próximo da verdade. Imperdível!

Books, Filmes

#Resenha: O Iluminado – Stephen King

“Era também nesse apartamento que se achava, encostado à parede oeste, um gigantesco relógio de ébano. Seu pêndulo oscilava de um lado para o outro com um bater surdo, pesado, monótono; quando o ponteiro dos minutos completava o circuito do mostrador e o relógio ia dar as horas, de seus pulmões de bronze brotava um som claro, alto, grave e extremamente musical, mas em tom tão enfático e peculiar que, ao final de cada hora, os músicos da orquestra se viam obrigados a interromper momentaneamente a apresentação para escutar-lhe o som; com isso os dançarinos forçosamente tinham de parar as evoluções da valsa e, por um breve instante, todo o alegre grupo mostrava-se perturbado; enquanto ainda soavam os carrilhões do relógio, observava-se que os mais frívolos empalideciam e os mais velhos e serenos passavam a mão pela teste, como se estivessem num confuso devaneio ou meditação. Mas, assim que os ecos desapareciam interiormente, risinhos levianos logo se riam do próprio nervosismo e insensatez e, em sussurros, diziam uns aos outros que o próximo soar de horas não produziria neles a mesma emoção; mas, após um lapso de sessenta minutos (que abrangem três mil e seiscentos segundos do tempo que voa), quando o relógio dava novamente as horas, acontecia a mesma perturbação e idênticos tremores e gestos de meditação de antes.”

A Máscara da Morte Rubra – Edgar Allan Poe

Com O Iluminado, fiz o caminho inverso: assisti primeiro e só li depois de um bom tempo. O filme se tornou o meu preferido de terror, sem sombra de dúvidas. Mas logo descobri que Stephen King odiou a adaptação para o cinema de Stanley Kubrick. Portanto, cheguei até a pensar, que quando lesse, continuaria a preferir o filme. Mas, na verdade, adorei o livro! Cheguei à conclusão de que os dois são brilhantes, mesmo tendo diferenças significativas, sim, entre si.

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Terminei a releitura de O Iluminado ontem à noite. Havia lido pela primeira vez há uns cinco anos e pensei: bem, desta vez vai ser mais tranquilo. Ledo engano, meus caros! O livro conseguiu, novamente, me gelar até os ossos. Ler Stephen King é uma verdadeira experiência. Ele consegue te transportar inteiramente para uma situação. Você realmente entra na mente dos personagens e a tensão vai aumentando de uma forma, que se torna praticamente insuportável no final.

O Iluminado conta a história da família Torrance: Jack, Wendy e seu filho Danny. Danny nasceu com o rosto envolvido no saco amniótico e sua mãe nunca se esqueceu disso, dizem que crianças assim possuem sexto sentido. Desde pequeno, ele sempre parecia saber o que seus pais estavam pensando, onde coisas perdidas estavam e tinha um amigo imaginário: Tony, que lhe mostrava coisas que iriam acontecer.

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Jack era um aspirante a escritor e professor de uma famosa escola preparatória. Mas tem um grave problema: o alcoolismo. Em uma noite especialmente terrível, quebra o braço de Danny, ao ver que ele derramou cerveja na peça que estava escrevendo. Depois de um terrível acidente, fica sóbrio. Mas sua luta é um verdadeiro inferno e um dia, mesmo sóbrio, acaba agredindo um aluno e perde seu emprego.

A situação da família deteriora rapidamente e ele se vê com uma última oportunidade para recuperar seu casamento e sua carreira. Um amigo lhe oferece um emprego como zelador do hotel Overlook, no Colorado. O Overlook foi construído entre 1907 e 1909 e mudou várias vezes de dono, durante os anos. Apesar de imenso e de ter uma história muito conhecida e por vezes muito infame, pela primeira vez o hotel passou a dar lucro. Isto porque, antes da administração atual, o hotel ficava isolado no inverno, sem ninguém que cuidasse do lugar, o que causava muitos danos devido às baixas temperaturas. Por isso, foi criado o cargo de zelador para o inverno. Um trabalho especialmente difícil e que requer as pessoas certas. Durante boa parte do inverno, o hotel fica completamente isolado por montanhas de neve. As estradas somem, os helicópteros não chegam, devido às tempestades, e as linhas de comunicação param de funcionar.

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O gerente do hotel, que entrevista Jack Torrance para o trabalho, tem sérias reservas quanto a contratá-lo, com sua família.

“- Não vejo nenhuma ligação entre a história gloriosa do Overlook, e sua impressão de que eu seja a pessoa errada para ocupar o cargo, Sr. Ullman – disse Jack. – Uma das razões pela perda de tanto dinheiro reside no fato de ocorrer uma depreciação a cada inverno. Esta depreciação diminui a margem de lucro, mais do que se possa pensar, Sr. Torrance. Os invernos são profundamente cruéis. A fim de suportar o problema, criei o cargo de operador de caldeira em regime de tempo integral e rotativo. Consertar os vazamentos, pois isso acontece, e fazer reparos, de tal forma que os elementos não fiquem sem um ponto de apoio. Estar em constante alerta em toda e qualquer contingência. Durante nosso primeiro inverno, empreguei uma família ao invés de um único homem. Foi uma tragédia. Uma tragédia terrível. Ullman olhou Jack friamente. – Cometi um erro. Admito. O homem era beberrão. (…) Sim, o Sr. Shockley me disse que o senhor não bebe mais. Ele também me contou sobre seu último emprego… seu último cargo de confiança, digamos assim. O senhor ensinava Inglês numa escola em Vermont. Perdeu o controle. (…) No inverno de 1970/71, depois da reforma do Overlook, e antes da nossa primeira temporada, admiti este… este coitado chamado Delbert Grady. Mudou-se para as dependências que o senhor e sua família irão ocupar. Ele tinha mulher e duas filhas. Eu tinha minhas preocupações a respeito, sendo as principais a dureza do inverno e isolamento dos Gradys do mundo exterior, por cinco ou seis meses. (…) Era melhor para um homem estar junto de sua família. (…) Acho que o que aconteceu foi o resultado de excesso de uísque barato, que Grady tinha em grande estoque, e que era de meu total desconhecimento, e uma situação curiosa que se chamava “febre da cabana”. Conhece a expressão? – Ullman deu um sorrisinho superior, pronto para a necessária explicação, assim que Jack admitisse sua ignorância, mas o rapaz folgou em responder rápida e decisivamente. “É uma gíria para uma reação de claustrofobia que pode ocorrer quando um grupo de pessoas é confinado. A sensação de claustrofobia é exteriorizada na forma de antipatia pelas pessoas que estão confinadas em sua companhia. Em casos extremos, isto pode resultar em alucinações e violência… já houve, inclusive, casos de assassinato gerado por problemas sem importância, tais como uma comida queimada ou uma discussão sobre quem deveria lavar os pratos. (…) Acho que o senhor se enganou em relação ao assunto. Ele os agrediu? – Matou-os, Sr. Torrance, e depois cometeu suicídio. Matou as duas meninas com um machadinho, a mulher com um revólver e se suicidou da mesma forma. Sua perna estava quebrada. Sem dúvida, deveria estar tão bêbado, que rolou escada abaixo.”

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Jack, porém, não leva a sério os avisos do gerente e aceita o trabalho. Seu plano é aproveitar este tempo de isolamento para terminar de escrever sua nova peça.  Enquanto isto, Danny está sendo avisado por Tony de que este não é um bom lugar para eles. Mas o garoto não conta nada a seus pais, pois sabe como a família precisa deste recomeço.

Ao chegarem ao hotel, no último dia da temporada, Danny vê coisas terríveis em alguns dos lugares por onde passam. Mas também faz um novo amigo, o Sr. Hallorann, o cozinheiro do hotel. Desde o início, os dois se entendem como ninguém. Uma ligação muito forte. O Sr. Hallorann conhece o segredo de Danny. E é ele que explicará a Danny sobre o hotel.

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“- Muito bem – falou Hallorann. Mexeu com as chaves dentro do bolso da jaqueta azul e abriu o porta-malas. Levantando as malas disse: – Você é iluminado, garoto. Mais do que qualquer outro que já conheci em minha vida. E veja que vou completar sessenta anos em janeiro próximo. – Hum? – Você é especial – disse Hallorann, voltando-se para ele. – Sempre chamei isto de luz interior. Era como minha avó chamava, também. Ela tinha. Costumávamos sentar na cozinha quando eu era um menino da sua idade, e tínhamos longas conversas sem sequer abrir a boca. – É mesmo? Hallorann sorriu ao ver Danny boquiaberto, com uma expressão quase faminta e disse: – Venha e entre no carro comigo um pouco. Quero conversar com você. (…)- Agora, ouça – falou Hallorann, segurando as duas mãos de Danny. – Já tive sonhos maus aqui, e já tive sensações desagradáveis. Já trabalhei aqui durante duas temporadas, e talvez por uma dúzia de vezes já tive… bem, pesadelos. E talvez, por meia dúzia de vezes pensei ter visto coisas. Não, não direi o quê. Não são para meninos como você. Coisas sórdidas, apenas. Uma vez, foi alguma coisa relacionada com a droga daqueles arbustos, tosquiados para parecerem animais. Outra vez, foi uma empregada, Delores Vickery era seu nome, e ela era um pouco iluminada, mas não creio que soubesse. O Sr. Ullman demitiu-a… você sabe o que é isso, rapaz? – Sim, senhor – respondeu Danny , candidamente. – Meu pai foi demitido da escola, e eu acho que é por isso que estamos no Colorado. – Bem, o Sr. Ullman demitiu-a porque ela afirmou ter visto alguma coisa em um dos quartos onde… bem, onde aconteceu uma coisa ruim. Era o quarto 217, e quero que me prometa que não vai lá, Danny. O inverno inteiro. Mantenha-se afastado. – Está bem – disse Danny . – A senhora, a camareira, ela lhe pediu para ir ver? – Pediu. E havia uma coisa ruim lá. Mas… não acho que era uma coisa ruim que pudesse ferir qualquer um, Danny , é o que estou tentando dizer. Os iluminados às vezes podem ver coisas que vão acontecer, e acho que, às vezes, podem ver coisas que aconteceram. Como se fossem desenhos num livro. Já viu algum desenho num livro, que o tenha apavorado, Danny ? – Já – respondeu o menino, pensando na história do Barba Azul, e o desenho era da mulher do Barba Azul abrindo a porta e vendo as cabeças. – Mas sabia que não o feriam, não sabia? – Si… im – disse Danny, um pouco incerto. – Bem, assim é neste hotel. Não sei por que, mas parece que todas as coisas ruins que já aconteceram aqui ainda têm pedacinhos espalhados, como pedacinhos de unha cortada ou melecas que alguém muito porco limpou debaixo de uma cadeira. Não sei por que só aqui, coisas ruins acontecem em todo hotel do mundo, acho eu, e já trabalhei numa porção deles e nunca tive problemas. Só aqui. Mas, Danny , não acho que essas coisas possam atingir qualquer pessoa. – Enfatizou cada palavra da frase sacudindo de leve os ombros do menino. – Portanto, se enxergar alguma coisa, num corredor, quarto ou lá fora perto dos arbustos… olhe para o outro lado e, quando se voltar, já terá desaparecido. Está bem?”

E, assim, quando todos os funcionários e hóspedes se despedem do Overlook, passamos, com a família Torrance, a conhecer verdadeiramente o hotel. Uma experiência que você jamais irá esquecer. Cada canto do Overlook tem uma memória sombria. Os corredores, os quartos, o elevador jamais estão vazios. E quanto mais a sensação de isolamento do mundo exterior cresce, mais cresce a certeza de que eles não estão sozinhos ali dentro.

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Stephen King é um mestre. Fez-me ter medo até mesmo de uma mangueira de incêndio. E o que dizer sobre o elevador do Overlook? Como diria um dos personagens do livro, ninguém me faria chegar a 200 km daquele lugar. O Overlook te seduz e te afasta com forças impressionantes. Você quer saber tudo sobre ele e, ao mesmo tempo, ficar o mais longe possível de lá.

Excepcional! Não existe outra palavra para ambos: filme e livro!

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“Ficaram olhando o carro até o perderem de vista, no declive. Quando desapareceu, os três se entreolharam em silêncio, e quase apavorados. Estavam sozinhos. Folhas de álamo rodopiavam e deslizavam sem rumo, pela grama muito bem cortada e longe dos olhos de qualquer hóspede. Não havia ninguém para ver as folhas de outono correndo furtivas pela grama, só os três. Jack teve uma curiosa sensação de voltar atrás, como se sua vida se tivesse reduzido a uma simples faísca, enquanto o hotel e o solo de repente duplicavam seu tamanho e tornavam-se sinistros, sufocando-os como que dotados de poder inanimado.”

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Books, Filmes

#Resenha: Comer, Rezar, Amar – Elizabeth Gilbert

“É melhor viver o seu próprio destino de forma imperfeita do que viver a imitação da vida de outra pessoa com perfeição.”

Comer, Rezar e Amar possui um subtítulo sugestivo: a busca de uma mulher por todas as coisas da vida na Itália, na Índia e na Indonésia. Nele, Liz Gilbert, irá nos contar como, ao final de um complicado divórcio e saindo de um relacionamento nocivo, decidiu pedir demissão de seu emprego, desistiu de seu apartamento e passou um ano morando nestes lugares.

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Com 31 anos, Liz chegou à conclusão de que não queria mais estar casada.

“Mas todos esperavam que eu quisesse ter um filho. Eu estava com 31 anos. Meu marido e eu – estávamos juntos havia oito anos, sendo seis casados – havíamos construído nossa vida inteira com base na expectativa comum de que, uma vez superada a avançada marca dos 30 anos, eu iria querer sossegar e ter filhos. Ambos esperávamos que, a essa altura, eu já tivesse me cansado de viajar e fosse ficar feliz em morar em uma casa grande e barulhenta, cheia de crianças e de colchas feitas a mão, com um jardim nos fundos e um reconfortante ensopado borbulhando em cima do fogão. (…) Mas eu não queria nenhuma dessas coisas – e estava arrasada por estar me dando conta disso. Pelo contrário: meus 20 anos haviam chegado ao fim, aquele prazo final dos 30 havia se abatido sobre mim como uma sentença de morte, e eu descobri que não queria engravidar. Continuava esperando querer ter um filho, mas isso não acontecia. E eu conheço a sensação de querer alguma coisa, podem acreditar. Sei muito bem o que é desejo. Mas esse desejo não existia.”

Apesar de ser evidente que ela não estava preparada para aquilo, Liz relutava quanto ao que poderia fazer. Afinal de contas, não era fácil desistir de uma vida “perfeita”, uma vida completamente de acordo com os padrões esperados.

“Adoro crianças, mas e se eu não tiver filhos? Que tipo de pessoa isso me torna? Virginia Woolf escreveu: “Sobre o imenso continente da vida de uma mulher recai a sombra de uma espada.” De um lado dessa espada, disse ela, estão a convenção, a tradição e a ordem, onde “tudo é correto”. Mas, do outro lado dessa espada, se você for louca o suficiente para atravessar a sombra e escolher uma vida que não segue a convenção, “tudo é confusão. Nada segue um curso regular”. Seu argumento era que atravessar a sombra dessa espada pode proporcionar à mulher uma existência muito mais interessante, mas podem apostar que ela também será mais perigosa.”

Depois de muito lutar contra seus próprios desejos, Liz finalmente se separa. Seu divórcio é extremamente doloroso e em meio a este turbilhão ela conhece David e, imediatamente, se apaixona.

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“David e eu nos conhecemos porque ele estava atuando em uma peça baseada em contos meus. Ele fazia um personagem que eu havia inventado, o que é de certa forma revelador. No amor desesperado é sempre assim, não é? No amor desesperado, nós sempre inventamos os personagens dos nossos parceiros, exigido que eles sejam o que precisamos que sejam, e depois ficando arrasados quando eles se recusam a desempenhar o papel que nós mesmos criamos.”

Mas, Liz não estava vivendo um bom momento e acaba despejando todas as suas expectativas e carência sobre ele. A relação tornou-se obsessiva e ele foi se distanciando a cada dia.

Por fim, no auge de seu desgaste emocional, Liz recebe uma proposta de trabalho: uma viagem para Bali para escrever uma matéria sobre as pessoas que vão até lá, nas férias, para praticar ioga. Nesta viagem, ela conhece um xamã, Ketut Liyer, que lhe convida para morar por quatro meses na Indonésia.

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“Você é uma escritora de livros de Nova York — disse ele meneando a cabeça, concordando. – Então você vai voltar aqui para Bali e me ensinar inglês. E eu vou ensinar a você tudo que eu sei.

Ele então se levantou e esfregou as mãos, como quem diz: Então está combinado.

– Se o senhor estiver falando sério, eu também estou – falei.

Ele me olhou com um sorriso de sua boca sem dentes e disse:

– A gente se vê.”

E assim, Liz começa seu ano sabático, em que irá aprender, em cada um de seus destinos, coisas novas sobre si mesma e como alcançar o equilíbrio que tanto busca.

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A história parece simples, mas todo o processo de redescobrimento de Liz, da percepção de suas falhas, do perdão que ela precisa aprender a oferecer, principalmente a si mesma, tocam fundo no leitor e, acompanhando sua jornada, passamos também por um processo de amadurecimento. Em vários momentos, ela se sentirá sozinha, mas reconhece que, às vezes, somente a solidão nos dá a perspectiva necessária para continuar. E em uma sociedade ainda tão padronizada quanto a que vivemos, é maravilhoso ter o exemplo de mulheres que simplesmente não se encaixam, que não possuem os mesmos sonhos da maioria e que não se conformam com a infelicidade.

“Há momentos que temos de procurar o tipo de cura e paz que só podem vir da solidão.”

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Em alguns momentos, principalmente durante a parte da Índia, o livro se torna um pouco maçante. Mesmo assim, a leitura vale a pena. Li pela primeira vez há alguns anos e reli em dezembro e esta é uma daquelas histórias que lhe trazem sentimentos e coisas novas dependendo do momento que você está vivendo. E pra quem sonha em viajar pelo mundo, é simplesmente delicioso!

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Books, Filmes

#Resenha: A Resposta – Kathryn Stockett

Terminei de ler neste final de semana o incrível A Resposta, de Kathryn Stockett. Talvez você não reconheça o título de cara, mas provavelmente já assistiu ou ouviu falar de sua adaptação para o cinema, que recebeu o título Histórias Cruzadas. O filme estreou, nos Estados Unidos, em agosto de 2011 e foi indicado ao Oscar de melhor filme, em 2012.

O livro tem como plano de fundo a pequena cidade de Jackson, no Mississippi, no início da década de 60. A narrativa é dividida entre três personagens: Skeeter, uma jovem branca que acabou de se formar na universidade e sonha em ser escritora e jornalista, Aibileen e Minny, duas empregadas negras que trabalham em casas da cidade.

THE HELP

Skeeter, Minny e Aibileen

Aibileen teve eu desistir da escola na sétima série, para começar a trabalhar como empregada na casa de famílias brancas da região e ajudar em sua casa. Desde então cuidou de dezessete bebês. Apesar da maioria das empregadas passarem praticamente a vida toda em uma casa, Aibileen mudava constantemente de trabalho, dizendo que era melhor com crianças bem pequenas, praticamente uma especialista. Na verdade, ela se mudava quando as crianças que ela tanto amava e cuidava, passavam a enxergá-la de maneira diferente, pela cor de sua pele.

“Quando eu disse pra minha professora da sétima série que não ia voltar pra escola porque precisava ajudar a minha mãe, dona Ross quase chorou. “Você é a mais esperta da turma, Aibileen”, disse ela. “E o único jeito de você continuar esperta é ler e escrever todos os dias.” Então, comecei a anotar as minhas orações, em vez de dizer elas em voz alta. Mas ninguém mais me chamou de esperta.”

THE HELP

O filho de Aibileen, Treelore, era seu maior motivo de orgulho. Vivia lendo e havia começado a escrever um livro sobre como era ser um homem negro que vivia e trabalhava no Mississippi. Um noite, enquanto trabalhava no moinho, escorregou na plataforma de carregamento e foi atropelado por um trator. O relato da dor que Aibileen sentiu e do descaso com que trataram seu filho é uma das coisas mais doloridas que já li.

“Quando fiquei sabendo, ele tava morto. Foi nesse dia que todo o meu mundo ficou preto. O ar parecia preto, o sol parecia preto. Fiquei deitada na cama, olhando pras paredes pretas da minha casa. Minny vinha todo santo dia ver se eu ainda tava respirando, me dava comida pra me manter viva. Levei três meses pra olhar de novo pela janela, pra ver se o mundo ainda tava no lugar. Fiquei surpresa quando vi que a vida do meu filho tinha parado, mas o mundo não.”,/p>

“Na nossa quinta sessão, Aibileen lê para mim sobre o dia em que Treelore morreu. Ela lê sobre como o corpo quebrado de Treelore foi jogado na caçamba de uma picape pelo mestre de obras. — E então largaram ele no hospital dos negros. Foi isso que a enfermeira me contou, a enfermeira que tava lá fora na hora. Rolaram ele pra fora da caçamba e os brancos foram embora. — Aibileen não chora, apenas deixa um tempo se passar enquanto eu olho para a máquina de escrever, e ela, para as lajotas escuras e gastas.”

Cinco meses após a morte de seu filho, Aibileen vai trabalhar na casa da Srª Leefolt, cuidando de sua filha, Mae Mobley. As duas criam laços muito fortes, especialmente porque Elizabeth, mãe de Mae, não demonstra nenhum afeto pela menina.

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É na casa dos Leefolt que Aibileen e Skeeter começam a estabelecer um vínculo. Em sua busca por uma carreira como jornalista, Skeeter é aconselhada por uma editora de Nova Iorque a buscar um emprego, qualquer emprego, em que pudesse adquirir experiência e, neste período, começar a escrever sobre coisas que lhe incomodam, mas que ninguém mais parece se importar. Ela, então, consegue uma vaga no jornal local para escrever sobre…cuidados domésticos. Além de ter tido uma empregada, Constantine, desde pequena, Skeeter não é como a maioria de suas amigas. Seus planos não têm casamento e filhos como prioridade. Portanto, ela não sabe absolutamente nada sobre como cuidar de uma casa. Skeeter amava Constantine como uma verdadeira mãe e isso nunca mudou. Não havia barreiras no relacionamento entre elas. Mas quando Skeeter retorna da faculdade descobre que Constantine havia se demitido e ido embora da cidade. A história toda lhe parece muito estranha. Afinas, elas se correspondiam praticamente toda semana. Com certeza, Constantine teria lhe avisado. E a recusa de todos em comentar o assunto só lhe confirma a certeza de que algo está errado.

Elizabeth, Skeeter e Hilly eram amigas desde o colégio. Foram juntas para a faculdade e só tomaram caminhos um pouco diferentes quando Hilly e Elizabeth desistiram da faculdade para se casar. Mesmo assim, com a volta de Skeeter para a cidade, as três se reúnem novamente. E Skeeter pede a ajuda de Aibeleen, empregada de Elizabeth, para escrever sua coluna.

THE HELP

Mas a relação das três amigas começa a sofrer grandes abalos. Diferenças que antes não eram percebidas, passam a ficar evidentes. Uma crise que tem seu auge com o grande projeto de Hilly, que Skeeter se recusa a publicar no jornal da Liga, de que fazem parte: o Projeto de Higiene para Empregadas Domésticas. No Mississippi, tudo era separado entre negros e brancos. Havia bairros específicos, as empregadas não se sentavam na mesma mesa que suas patroas, não utilizavam os mesmos talheres e não podiam dividir…os mesmos banheiros.

“Na sala sobre a história do Mississippi, procuro qualquer coisa que fale remotamente de relações inter-raciais. Encontro apenas livros sobre a Guerra Civil, mapas e velhos catálogos telefônicos. Eu me equilibro nas pontas dos pés para ver o que está na prateleira mais alta. É aí que enxergo um livreto, deitado de lado em cima do Mississippi River Valley Flood Index. Uma pessoa de tamanho normal nunca o teria visto. Puxo-o para baixo, para ver a capa. O livreto é fino, impresso em papel vegetal, um pouco amassado, encadernado com grampos. “ Compilation of Jim”“ Crow Laws of the South”, diz a capa. Abro o livro, que estala e faz um pouco de barulho. O livreto é simplesmente uma lista de leis dizendo o que pessoas de cor podem e não podem fazer em vários estados sulistas. Passo os olhos pela primeira página, intrigada sobre a razão de isso estar aqui. As leis não são nem ameaçadoras nem amigáveis, apenas citam os fatos: Ninguém pode solicitar que uma mulher branca amamente em alas ou quartos onde haja homens negros. Será considerado ilegal que um branco se case com qualquer pessoa que não seja branca. Qualquer casamento que viole esta seção será considerado nulo. Nenhum barbeiro de cor poderá trabalhar para mulheres ou meninas brancas. O oficial encarregado não poderá enterrar qualquer pessoa de cor no solo usado para o enterro de pessoas brancas. Livros não deverão ser trocados entre escolas de brancos e escolas de gente de cor, mas deverão continuar sendo usados pela raça que primeiro os utilizou. Leio quatro das vinte e cinco páginas, estupefata com a quantidade de leis que existem para nos separar. Negros e brancos não podem partilhar bebedouros, cinemas, banheiros públicos, estádios, cabines telefônicas, espetáculos de circo. Negros não podem usar a mesma farmácia nem comprar selos no mesmo guichê que eu. Penso em Constantine, na vez em que minha família a levou para Memphis, e a estrada foi totalmente lavada pela chuva, mas tivemos de seguir adiante, pois sabíamos que os hotéis não a admitiriam. Penso em como ninguém no carro falou nada. Todos nós sabemos dessas leis, vivemos aqui, mas não falamos a respeito delas. Essa é a primeira vez que as vejo escritas.”

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E é neste momento que a ideia surge na mente de Skeeter, um livro em que as empregadas contariam sua versão de como é viver e trabalhar em Jackson. Mas esta ideia, em si, é perigosa para todos os envolvidos. Tanto Skeeter quanto as empregas, se alguma delas aceitasse participar, correriam o risco de serem presas. Além de casos de violência registrados a cada dia contra pessoas negras que “ousavam” reclamar ou tentar mudar algo.

Aibileen é a primeira a ser convidada para o projeto. Depois, Minny, sua melhor amiga e uma personagem sensacional. Com o passar do tempo, vamos conhecendo as histórias destas grandes mulheres, da sua relação de amor e ódio com as famílias para que trabalham, como é cuidar dos filhos de seus patrões, enquanto seus próprios são criados por outras pessoas. E como estas crianças que criaram e amaram, na maioria das vezes, se transformam em seus pais.

O clima de medo e incerteza pode ser sentido a cada página. Cada um dos personagens nos proporciona emoções extremas: amor, ódio, compaixão. Um tapa na cara, nos mostrando um pouco da luta que já foi enfrentada contra o preconceito.

THE HELP

Livro obrigatório!!!

“— Bem — respirei fundo. — Eu gostaria de escrever sobre isso, mostrando o ponto de vista das empregadas. As mulheres de cor daqui. —Tentei imaginar o rosto de Constantine, o de Aibileen. — Elas criam uma criança branca, então, vinte anos depois, a criança se torna seu empregador. É essa ironia, nós as amamos e elas nos amam, e ainda assim… — Engoli a saliva, com a voz tremendo. — Sequer permitimos que usem o banheiro da casa. Mais uma vez, silêncio. — E — me senti compelida a continuar — todo mundo sabe o que pensam os brancos, a figura glorificada de Mammy, que dedica toda a vida a uma família branca. Margaret Mitchell já fez isso. Mas ninguém nunca perguntou a Mammy o que ela pensava disso tudo. — Suor escorria pelo meu peito, molhando minha blusa de algodão. — Então você quer mostrar um lado que nunca foi examinado — disse a sra. Stein. — Sim. Porque ninguém nunca fala a respeito disso. Ninguém nunca fala sobre nada, aqui.”

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#Fridat13thBooks: Horror em Amityville – Jay Anson

Mais uma sexta-feira 13!!! Portanto, é dia de dicas de livros e filmes com o clima sombrio da data! Para esta resenha escolhi um dos livros mais perturbadores que já li: Horror em Amityville.

O livro de Jay Anson, foi publicado em 1977. Além de grande sucesso de vendas, teve várias adaptações para o cinema. O livro conta a história da família Lutz. George e Kathleen haviam acabado de se casar e ele se tornara padrasto de seus três filhos de um relacionamento anterior. Eles começaram, então, a procurar uma casa que fosse grande o suficiente para acomodá-los e também para sediar a empresa de George. Depois de uma busca exaustiva, sem nenhum resultado, uma corretora os levou para conhecer uma casa que não estava nas ofertas imobiliárias dos jornais. E, foi assim que eles chegaram à casa 112, da Ocean Avenue, em Amityville – uma verdadeira mansão, que tinha até mesmo um abrigo para barcos. Qual não foi a surpresa do casal quando descobriram que aquela casa estava sendo vendida por apenas 80 mil dólares, valor muito abaixo ao do mercado. Claro que deveria haver algum problema. Eles só não podiam imaginar qual! Foi aí que a corretora, sem mais rodeios, contou que essa era a casa da família DeFeo.

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Em 1974, Ronald DeFeo Jr havia assassinado brutalmente seu pai, sua mãe e seus quatro irmãos, com uma espingarda. Em seu julgamento, ele alegara insanidade, dizendo que ouvia vozes ordenando que ele matasse sua família. A despeito dos esforços de sua defesa, DeFeo foi condenado à prisão perpétua. O caso teve ampla divulgação e a casa ficara “marcada”. Isto explicava algo estranho que George notara ao chegarem na casa: todas as venezianas das janelas vizinhas que se abriam para o número 112 estavam fechadas, enquanto as que davam para a frente das casas estavam abertas!

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Apesar de estar acima de seu orçamento, os Lutz se apaixonaram pela casa! E pouca importância deram à sua história. No dia 18 de dezembro de 1975, eles se mudaram definitivamente para a Ocean Avenue. Onde morariam por apenas 28 dias, até fugirem aterrorizados.

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Desde o primeiro dia de sua estadia na casa, coisas muito estranhas começaram a acontecer. O primeiro a pressentir foi o Padre Mancuso, amigo pessoal dos Lutz, que foi convidado para benzer a casa.

“Foi com apreensão que o padre Mancuso percorreu os poucos quilômetros que o separavam de Amityville. Sentia que o que o preocupava não era o fato de ir à casa dos DeFeos, mas uma outra coisa … Passava de uma e meia quando chegou ao seu destino. A entrada da casa dos Lutz estava tão cheia de carros que foi obrigado a estacionar o seu velho Vega azul na rua. Notou com prazer que a casa era imensa. Que bom que George tinha podido oferecer a Kathy e às crianças um lar tão confortável! O padre retirou os objetos do culto do carro, vestiu a estola, apanhou a água benta e entrou na casa para dar início à bênção. Mas quando começou a proferir as palavras do ritual aspergindo a água benta, ouviu uma voz masculina ordenar com assustadora clareza: “Saia!” Chocado, ergueu a cabeça e rodou nos calcanhares, os olhos arregalados de espanto. A ordem viera de um ponto, bem atrás dele, mas não havia ninguém na sala. Quem quer que tivesse dito aquilo, não estava à vista.”

O padre passaria por uma viagem terrível voltando para sua casa. O que o deixou ainda mais apreensivo sobre a nova casa de seus amigos. Este era apenas o começo da longa sucessão de fatos estranhos que iriam acontecer com a família Lutz. Desde batidas estranhas todos os dias às 3:15h, o frio dentro da casa que não passava, mesmo com termostato no máximo, o amigo imaginário da filha de Kathy, até a mudança de comportamento da família.

George e Kathy Lutz

George e Kathy Lutz

O suspense é crescente na história e a gravidade dos acontecimentos piora a cada instante. Junte-se a isso as descobertas que a família faz sobre a história da casa, que vão muito além dos DeFeo. A história vai lhe prender do início ao fim!

Tudo no livro é ainda mais intenso, pois é baseado em fatos reais. A casa 112 da Ocean Avenue, ainda existe. Inclusive pode ser vista pelo Google Street View! O caso DeFeo aconteceu exatamente como descrito e o livro inicia-se com fragmentos de jornal sobre a família Lutz.

“Amityville: dia 23 de dezembro, George e Kathleen Lutz compraram a casa onde os seis membros da família de Ronald DeFeo tinham sido friamente mortos à bala no ano anterior, mudando-se para lá pouco tempo depois. Dali a …. dias, eles abandonaram a casa, deixando toda a mobília. E disseram aos amigos e vizinhos que a casa era assombrada…”

– Newsday, 14 de fevereiro de 1976

“Palavras de Gerard Sullivan, promotor adjunto de Suffolk. Referindo-se aos Lutz: ‘Eles parecem estar verdadeiramente aterrorizados e intimidados.’ “

– Daily News, de Nova York.14 de fevereiro

“Lutz disse que fenômenos psíquicos que não podia descrever persuadiram-no e a sua família a deixar subitamente a casa por motivos de segurança pessoal… ele afirma que não ficaria outra noite naquela casa…”

– Newsday, 12 de fevereiro

“Fenômenos como os que este livro descreve realmente acontecem – e a pessoas e famílias comuns, que não são nem exibicionistas nem ávidas de atenção. Aqueles, que já estiveram envolvidos em investigações psíquicas poderão verificar que o caso não é atípico.”

– extraído do prefácio do reverendo John Nicola

Claro que a veracidade da história dos Lutz é amplamente confrontada, mas isso não tira nenhum mérito do livro. Muito pelo contrário! Uma leitura imperdível para os amantes do terror!

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Ah, e temos também as adaptações para o cinema. Segue uma lista dos filmes já feitos:

  • The Amityville Horror, de 1979.
  • Amityville II: The Possession, de 1982.
  • Amityville 3-D, de 1983.
  • Amityville: The Evil Escapes, de 1989.
  • The Amityville Curse, de 1990.
  • Amityville: It’s About Time, de 1992.
  • Amityville: A New Generation, de 1993
  • Amityville Dollhouse: Evil Never Dies, de 1996.
  • The Amityville Horror, de 2005.

Dentre estes, destaca-se Amityville II: The Possession, que concentra-se na história dos DeFeo e na refilmagem de 2005, The Amityville Horror, no DVD, temos um documentário sensacional sobre o caso. E será lançado, em 2015, um novo filme da franquia – Amityville: The Awakening. Confira o trailer:

Books, Filmes

#Resenha: Alfred Hitchcock e os Bastidores de Psicose – Stephen Rebello

“O cinema deveria ser considerado mais forte do que a razão.”

Alfred Hitchcock

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Terminada a leitura do incrível livro de Stephen Rebello, Alfred Hitchcock e os Bastidores de Psicose. E que leitura deliciosa foi esta! Stephen teve a honra de ser a última pessoa a entrevistar o diretor. Deste fato, misturado com sua paixão por Psicose, veio a ideia de escrever um livro sobre os bastidores do filme.

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Quando Hitchcock comprou os direitos do livro de Robert Bloch não imaginava as dificuldades que enfrentaria em sua produção e muito menos o sucesso estrondoso de bilheteria e posteriormente de crítica que o filme teria.

Apesar de já ter em seu currículo quarenta e seis filmes e três temporadas de sua bem-sucedida série de TV, Alfred Hitchcock Presents, era um momento delicado para o diretor, que a despeito do sucesso de seu último filme, Intriga Internacional, ainda era assombrado pelo fracasso de bilheteria de Um Corpo que Cai, baseado no livro de Pierre Boileau e Thomas Narcejac, D’entre les morts. A mesma dupla havia escrito Celle qui n’était plus, cujos direitos foram comprados por Henri-Georges Clouzot, que o transpôs para o filme As Diabólicas, sucesso de público e crítica. Tudo isto foi ainda mais doloroso para Hitch, pois ele tentara comprar os direitos de As Diabólicas e perdeu para Clouzot por algumas horas.

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Psicose viria a ser o quinto e último filme do contrato de Hitchcock com a Paramount. Os diretores do estúdio porém ficaram perplexos com a ideia. Não viram na trama nenhum requinte, além de temas polêmicos como o travestismo do personagem principal e a relação incestuosa de Norman e sua mãe.

“Ainda assim, mesmo num momento de relativa prosperidade, para as altas patentes da Paramount, Hitchcock e Psicose não pareciam uma boa combinação. Haviam vazado nas conversas de corredor do estúdio os rumores de que o diretor queria tentar “algo diferente”; a mesma motivação que tinha resultado em O homem errado na Warner Bros. e em O terceiro tiro e Um corpo que cai na Paramount — três fracassos de bilheteria.”

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Hitchcock não estava acostumado a receber um não como resposta, assim quando o estúdio negou o financiamento para seu filme, ele resolveu pagar de seu próprio bolso, utilizando as instalações da Universal-International. Restando para a Paramount apenas a distribuição do filme.

Esta não foi a única recusa que seu projeto recebeu, além de ter que trabalhar com um orçamento muito reduzido, vários de seus colaboradores mais próximos se afastaram do projeto.

Mas o desejo de inovar era maior que todas as dificuldades para o diretor. Finalmente, Hitch havia achado um material que realmente lhe interessava.

“O cineasta não estava brincando totalmente quando disse à imprensa: “Se eu dirigisse Cinderela, o público iria esperar um cadáver aparecer na carruagem.” Ou quando comentou com pesar sobre a armadilha na qual havia se aprisionado: “Estilo é autoplágio.” H. N. Swanson, amigo de Hitchcock e agente de autores de suspense como Raymond Chandler e Elmore Leonard, explica da seguinte forma: “Hitch nunca procurava casualmente ‘alguma coisa diferente’. Ele era incansável.” Outro parceiro de longa data do diretor, o agente Michael Ludmer, corroborou: “Nós procurávamos de tudo — peças, romances, contos, recortes de jornal. Mistérios do tipo ‘quem matou?’ estavam fora de questão, e ele desconfiava de ficção científica, do sobrenatural ou de qualquer coisa que tivesse a ver com criminosos profissionais. Como não dava para adivinhar qual seria a pequena faísca que acenderia seu entusiasmo, era terrivelmente trabalhoso coletar material para Hitch.” E foi aí que entrou Psicose.”

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O livro nos leva, passo a passo, por todas as etapas do filme, desde a escolha do roteirista, Joseph Stefano; e do elenco, com o formidável Anthony Perkins e Janet Leigh; as filmagens, com todas as suas particularidades e dificuldades técnicas; as polêmicas que surgiram à partir dos anos sobre a direção da cena do chuveiro; até a escolha da trilha sonora, corte final do filme e divulgação.

Neste processo, conhecemos uma infinidade de personagens brilhantes envolvidos na produção deste filme e de outras grandes obras do cinema. Além de nos dar uma nova perspectiva sobre o diretor: seus defeitos, desafetos, protegidos e sua ferrenha autocrítica.

“Não gosto de conflitos”, disse uma vez o cineasta, “mas não vou sacrificar meus princípios. Estabeleci um limite no meu trabalho. Abomino pessoas que dão menos do que têm de potencial. Isso é fraude (…) e pessoas assim serão excluídas.”

É interessante também perceber que além de um diretor genial, Hitchcock era excelente na divulgação de seus filmes. Trabalhando com um set totalmente fechado e tendo feito todos os participantes do filme professarem um juramento de não divulgar nenhuma de suas surpresas, Hitchcock conseguiu manter o suspense ao máximo. Para isto, até mesmo criou um manual sobre como exibir o filme para os gerentes de cinemas de todo o país. O ponto alto da divulgação foi o trailer de Psicose, onde Hitch nos apresenta o Motel Bates.

“Hitchcock, porém, como mestre da autopromoção, providenciava oportunidades para fotos “improvisadas” assim que surgia uma deixa. O diretor de arte Robert Clatworthy recordou: “Ao longo da filmagem, ele manteve sempre visível uma cadeira com ‘Sra. Bates’ escrito atrás, bem grande. O humor de Hitchcock era assim. Por Deus, a Sra. Bates era uma pessoa real, então tinha de ter uma cadeira.” Num final de tarde, o diretor se acomodou nessa cadeira — uma foto premeditada (e devidamente registrada) como um agrado para os divulgadores do estúdio; mais tarde, todos os principais nomes do elenco, de Martin Balsam a Janet Leigh, também foram fotografados na mesma cadeira. Exceto, claro, Anthony Perkins.”

Mesmo com toda a falta de suporte da Paramount, conseguiu montar uma campanha genial, que se reflete na bilheteria do filme. Psicose custou 800 mil dólares e arrecadou 60 milhões em todo o mundo.

“Intermináveis reprises, imitações e paródias tiraram um pouco do gume afiado de Psicose, principalmente para gerações que aprenderam a confundir jatos de sangue, montagens frenéticas e trilhas sonoras mecânicas com o verdadeiro suspense. Em contraste com as séries Sexta-feira 13 ou A hora do pesadelo e suas muitas crias, a comoção causada pelo filme de Hitchcock pode soar hoje tão incompreensível quanto uma velha série dos primórdios da TV ou um filme mudo. Quem foi criado com Jason e Freddy pode ficar perplexo com o fato de o público de 1960 ter gritado por causa de Norman. Entretanto, se eles tiverem muita sorte, talvez apareça um equivalente contemporâneo de Alfred Hitchcock que os pegue de surpresa e mate de medo os espectadores de filmes dos Estados Unidos mais uma vez.”

Um livro imperdível para quem ama cinema e, principalmente, para os apaixonados por Psicose!

O filme Hitchcock, de 2012, é uma adaptação do livro de Stephen Rebello. Com Anthony Hopkins, no papel de Hitchcock, o filme explora principalmente a relação do diretor com sua esposa e grande colaboradora, Alma. Aspecto em que diverge muito do livro. Não que isto seja ruim. Muito pelo contrário, é o complemento perfeito para o livro de Stephen Rebello.

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Apesar de nunca ter superado o imenso sucesso de Psicose, Hitchcock ainda produziu seis filmes, dentre eles o maravilhoso Os Pássaros, que está na minha lista de favoritos do diretor, junto com Festim Diabólico e Janela Indiscreta. Ver esta referência ao final do filme Hitchcock foi delicioso!

“E respondeu: ‘Eu sempre quero que o público pense o que o personagem está pensando. No momento em que eu perder uma pessoa da plateia, perco todas.’ Então percebi que essa era uma das maneiras de ele manter seus espectadores na beirada da poltrona, ansiosos por absorver todas essas pequenas informações.”