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#Resenha: Vozes de Tchernóbil – Svetlana Aleksiévitch

A História Oral do Desastre Nuclear

“Antes de Tchernóbil, havia 82 casos de doenças oncológicas para cada 100 mil habitantes. Hoje a estatística indica que há 6 mil doentes para os 100 mil habitantes. Os casos multiplicaram-se quase 74 vezes.  (…) De cada catorze pessoas, em geral ainda aptas a trabalhar, entre 46 e cinquenta anos, apenas uma morre de velhice. Nas regiões mais contaminadas, as inspeções médicas indicaram que de cada dez pessoas, sete estão doentes. Ao visitar a zona rural, você se assusta com o espaço ocupado por cemitérios…”

“Mas, agora, imagine um prédio de cinco andares vazio. Uma casa sem moradores, mas com objetos, mobílias e roupas – coisas que ninguém nunca mais poderá usar, porque essa casa fica em Tchernóbil.”

 

A descrição acima mostra o local em que foi realizada uma conferência para a imprensa, durante o julgamento dos acusados pelo acidente nuclear de Tchernóbil. O desastre ocorrido em 26 de abril de 1986, na Usina Nuclear de Tchernóbil, na Ucrânia, durante a realização de um teste de segurança, é considerado o pior acidente nuclear da história e é um dos únicos classificados como nível 7 na Escala Internacional de Acidentes Nucleares (patamar máximo). O vazamento foi dez vezes maior do que a radiação liberada pela bomba de Hiroshima. Em 2016, 30 anos após o acidente, um novo sarcófago foi levado através de trilhos para encobrir o antigo, que, construído às pressas para conter a radiação, começava a desmoronar.

Ainda hoje, a tragédia atrai muita atenção. Milhares de turistas planejam visitas às cidades abandonadas por seus habitantes, três dias após a catástrofe. Nada poderia ser levado de lá, nem mesmo os animais de estimação. Nenhuma dessas pessoas, no momento da partida, sabia que nunca mais retornariam para sua terra.

Vozes de Tchernóbil conta a história do acidente e de como ele marcou o fim de uma era para a população da antiga União Soviética, já castigada pela guerra, que viu grandes ideais serem jogados por terra. Mas o grande diferencial desse livro é que tudo isso é revivido através de relatos coletados por sua autora, Svetlana Aleksiévitch, ganhadora do prêmio Nobel de literatura, em 2015. Filha de dois professores, pai bielorrusso e mãe ucraniana, passou de ensaios, contos e reportagens para um novo gênero de escrita, denominado novela coletiva. No capítulo intitulado “Entrevista da autora consigo mesma sobre a história omitidae sobre por que Tchernóbil desafia a nossa visão de mundo”, Svetlana mostra a abordagem utilizada para contar essa história:

“Este livro não é sobre Tchernóbil, mas sobre o mundo de Tchernóbil. Sobre o evento propriamente dito já foram escritas milhares de páginas e filmados centenas de milhares de metros em películas. Quanto a mim, eu me dedico ao que chamaria de história omitida, aos rastros imperceptíveis da nossa passagem pela Terra e pelo tempo. Escrevo os relatos da cotidianidade dos sentimentos, dos pensamentos e das palavras. Tento captar a vida cotidiana da alma. A vida ordinária das pessoas comuns. Aqui, no entanto, nada é ordinário: nem as circunstâncias nem as pessoas que, obrigadas pelas circunstâncias, colonizaram esse novo espaço, vindo a assumir uma nova condição. Tchernóbil para elas não é uma metáfora ou um símbolo, mas a sua casa.”

 

E, realmente, em toda essa história, o que há de realmente extraordinário são as pessoas. Histórias de coragem, de amor, sacrifício e, por outro lado, de completo descaso com a vida humana. A escolha da autora foi extremamente acertada, pois traz ao leitor uma proximidade tão grande com a tragédia, que podemos entender um pouco do sofrimento dessas pessoas que do dia para a noite perderam entes queridos, abandonaram suas casas e permaneceram temendo quais efeitos esse inimigo invisível, a radiação, ainda provocaria.

 “Não sei do que falar… Da morte ou do amor? Ou é a mesma coisa? Do quê? Estávamos casados havia pouco tempo. (…) Eu dizia a ele ”eu te amo”. Mas ainda não sabia o quanto o amava.”

Assim começa o relato da esposa de um dos bombeiros que foram chamados logo após a explosão do reator 4 para conter as chamas. ”A explosão, propriamente, eu não vi. Apenas as chamas que iluminavam tudo… O céu inteiro… Chamas altíssimas. Fuligem. Um calor terrível. E ele não voltava. A fuligem se devia à ardência do betume, o teto da central estava coberto de asfalto. As pessoas andavam sobre o teto como se fosse resina, depois ele me contou. Os colegas sufocavam as chamas, enquanto ele rastejava. Subia até o reator. Arrastavam o grafite ardente com os pés… Foram para lá sem roupa de lona, com a camisa que estavam usando. Não os preveniram, o aviso era de um incêndio comum…” Todos os bombeiros que trabalharam naquela noite morreram, nos meses seuintes. “O processo clínico de uma doença aguda do tipo radioativo dura catorze dias. No 14º dia, o doente morre.” Seu sacrifício e o de muitos outros que trabalhariam na construção do sarcófago, os liquidadores, evitou uma segunda explosão no reator, que contaminaria toda a Europa, tornando-a inabitável.

Chernobyl/Pripyat Exclusion Zone (011.8045)
Chernobyl visit – February 2008
Leaving Chernobyl, a quick visit to the monument built by firemen to honor the memory of their fallen colleagues who died protecting the world.
photo: Pedro Moura Pinheiro

“Os médicos, por algum motivo, nos afirmavam que eles tinham se envenenado com gases, ninguém falava em radiação. No entanto, a cidade ficou lotada de veículos militares, todas as estradas foram fechadas. (…) As ruas eram lavadas com uma espécie de  pós branco… Fiquei assustada: como iria, no dia seguinte, à aldeia comprar leite fresco? Ninguém falava em radiação, só os militares circulavam com máscaras respiratórias… As pessoas compravam os seus pães, saquinhos com doces e pastéis nos balcões… A vida cotidiana prosseguia. Só que… as ruas eram lavadas com uma espécie de pó…”

Na manhã do dia 26, a vida seguiu normalmente para os habitantes da cidade de Pripyat, cidade a três quilômetros da usina. Nenhum aviso de perigo foi emitido. Até mesmo um casamento foi realizado na cidade. Observando a filmagem, podem ser vistos rastros de radiação. O desastre só foi noticiado pela União Soviética três dias depois, após a Suécia ter noticiado a descoberta de um aumento da radiação ambiente que só poderia ter sido causado por um acidente nuclear.

 

“Eu lembro que nos primeiros dias depois do acidente, os livros sobre radiação desapareceram da biblioteca, e os livros sobre Hiroshima e Nagasaki, e até os que tratavam de raios X. Corria o boato de que era ordem do chefe para evitar pânico, que isso era para a nossa segurança. Surgiu até a piada de que se Tchernóbil tivesse ido pelos ares em terras papuas, todo mundo teria se assustado, menos os papuas. (…) Chegaram os primeiros jornalistas estrangeiros. A primeira equipe de filmagem. Vestiam macacões de matéria plástica, capacetes, galochas e luvas de borracha, e até a câmera tinha uma cobertura especial. Uma das nossas moças os acompanhava como tradutora. Ela usava um vestidinho de verão e sapatilhas.”

 

O reator continuava a queimar e 1800 helicópteros foram enviados para jogar areia e chumbo para tentar conter as chamas. Milhares de soldados foram enviados, posteriormente, para a construção do sarcófago. Muitos nem ao menos sabiam para onde estavam sendo levados. “Os oficiais que nos acompanhavam respondiam às nossas perguntas com silêncio. ‘Amigos! E se estão nos levando a Tchernóbil?’, alguém supôs. Um oficial falou: ‘Calados! As expressões de pânico serão julgadas por um tribunal militar como em tempo de guerra.’”

“De cima… podíamos ver um prédio destruído, montes de cacarecos despedaçados. E uma quantidade gigantesca de pequenas figuras humanas. Havia um guindaste da Alemanha Federal, mas morto; percorreu um pouco o teto e morreu. Os robôs morriam. Os nossos robôs foram construídos pelo acadêmico Lukatchóv para explorar Marte. Havia também robôs japoneses com aparência humana. Mas via-se que queimavam por dentro devido à alta radiação. Por outro lado, os soldadinhos correndo nos seus trajes e luvas de borracha, estes funcionavam. Tão pequenos, vistos do céu.”

 

Apesar de ser uma coleção de relatos, Vozes de Tchernóbil possui uma narrativa que chega a ser poética. Um livro excepcional, que deveria ser uma leitura obrigatória, pois nos faz pensar em como nosso país, por exemplo, reagiria a uma catástrofe dessa proporção.,/p>

Para quem se interessar em conhecer mais detalhes, seguem alguns links de excelentes documentários produzidos sobre Tchernóbil:

 

Books, Documentário, Oscar, Séries

American Crime Story – O Povo Contra O.J. Simpson (Jeffrey Toobin)

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A chamada de uma das capas mais criticadas da revista Time, que pode ser considerada um prenúncio de como o julgamento de O.J. Simpson iria ser conduzido. Orenthal James “O.J.” Simpson é um famoso ex-jogador de futebol americano, que após se aposentar dos campos, começou uma carreira bem-sucedida na televisão, como comentarista esportivo e participando de diversos filmes, como a franquia: Corra que a Polícia Vem Aí.

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O.J. com seu carisma incomparável e feitos notórios no esporte, conquistou status de celebridade em Los Angeles, cidade palco de grande tensão racial. A polícia de LA tinha um histórico de discriminação e violência exacerbada. Em 1991, um vídeo em que policiais espancavam violentamente um taxista afro-americano, Rodney King, que haviam detido sobre a acusação de dirigir em alta velocidade, foi divulgado na imprensa, causando intensa revolta. Treze dias depois, Latasha Harlins, uma adolescente afro-americana de 15 anos foi baleada e morta por Soon Ja Du, dona de uma mercearia com quem a garota havia discutido. Os policiais responsáveis pelo espancamento de King foram absolvidos por um júri predominantemente branco e Soon Ja Du foi condenada somente a condicional, multa e serviço comunitário. A impunidade deu origem a 3 dias de uma violenta revolta, em 1992, com saques, incêndios, confrontos e depredações. A comunidade negra estava farta das perseguições sem motivos e da falta de justiça que sofriam todos os dias. Líderes religiosos, artistas e esportistas de renome planejavam ações de protesto. Nas Olimpíadas de 1968, Tommie Smith, vencedor da prova de 200 metros e John Carlos, terceiro lugar, após receberem suas medalhas, levantaram os braços com os punhos fechados, símbolo do Movimento dos Panteras Negras e por isso foram expulsos dos jogos. Era notório que o envolvimento na causa prejudicava muitas vezes a carreira dos atletas.

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O.J. Simpson não tomava parte de nenhuma manifestação. Ele tinha um objetivo claro: queria vencer, queria fama. Seu charme, talento e apatia política o tornaram uma celebridade acessível. Desde quando jogava pela USC, universidade predominantemente branca e alheia aos conflitos sociais, onde fez a histórica corrida (The Run), que mudou os rumos de sua carreira, O.J. se relacionava com personalidades brancas e não sofria o mesmo preconceito que outros atletas que eram engajados sofriam. Uma de suas frases mais famosas, sintetiza essa ideia: “Eu não sou negro. Sou O.J.”

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Simpson era um herói americano e sinônimo de sucesso em tudo que participava. O primeiro comercial que participou para a Hertz, em que corre pelo aeroporto, tornou-se um fenômeno e abriu diversas portas para uma carreira fora dos campos de futebol americano.

Simpson era casado com Marguerite, com quem teve 3 filhos: Arnelle, Jason e Aaren. Após seu divórcio, quando conheceu Nicole Brown, em 1977, trabalhando em um clube. Ela tinha apenas 18 anos na época. Eles se casaram em 1985 e tiveram dois filhos. Seu relacionamento foi marcado por desentendimentos, ciúmes, traições e diversos episódios de violência doméstica. Em 1992, Nicole pede o divórcio, mas em 1993, resolve fazer uma tentativa de reconciliação, que fracassa miseravelmente e culmina na separação definitiva. Pelo menos, para Nicole. Simpson continua obcecado por ela. Seguindo-a e espionando-a. O suposto relacionamento de Nicole e Marcus Allen, um protegido de O.J. e nova estrela do futebol, agrava a tensão entre eles. No dia 12 de junho de 1994, há um recital de dança dos filhos de Nicole e O.J. e ela resolve ter um jantar com sua família no Mezzaluna. O.J. não é convidado. Durante o jantar, sua mãe esquece os óculos no restaurante e Nicole liga para pedir que entreguem-nos em sua casa. Ron Goldman, um dos garçons leva-os até Brentwood. Os dois são brutalmente assassinados na entrada da casa de Brown, enquanto os dois filhos dela dormiam no andar de cima.

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Ron Goldman

Ron Goldman

Um dos vizinhos descobriu os corpos e ligou para a polícia. Os oficiais ao descobrirem que uma das vítimas era a ex-esposa de O.J. decidiram avisá-lo pessoalmente, antes que a mídia divulgasse. Ao chegar em Rockingham, os policiais avistaram um Ford Bronco na calçada. Nele havia rastros de sangue. Decidiram, então, entrar na propriedade, alegando que O.J. poderia estar em perigo. Kato Kaelin, um amigo de Simpson, que estava hospedado em uma casa de hóspedes da propriedade, foi encontrado e informou que O.J. havia viajado para Chicago naquela noite. Ele também relatou ter ouvido um grande barulho e sentido um tremor na parede da casa, que ele acreditou ser um terremoto. Um dos policiais, Mark Fuhrman resolveu investigar. A casa de hóspedes ficava bem próxima à cerca da propriedade e no espaço entre elas encontrou uma luva com sangue, idêntica à deixada na cena do crime.

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Ao voltar para Los Angeles, O.J. foi levado para prestar depoimento. Um dos policiais o algemou por alguns segundos, até que foi ordenado que o soltasse, pois ele não estava sendo acusado de nada. Mas o momento já havia sido captado por um dos repórteres acampados ao redor de sua propriedade. Os investigadores que o interrogaram falharam miseravelmente em construir uma linha do tempo concisa. Preocupados em não deixar uma celebridade como O.J. desconfortável, acabaram deixando que ele conduzisse a entrevista e que não desse nenhuma informação concreta que poderia ser utilizada pela promotoria.

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Mas as evidências eram abundantes, o sangue de O.J. estava na cena do crime. Ele tinha um corte no dedo, que explicava em uma versão diferente à cada pessoa que perguntava. O sangue de Nicole e Ron foram encontrados no Bronco e na luva da Rockingham. Luva esta que era uma edição limitada da Bloomingdale’s. Foi encontrado um recibo de que uma luva do modelo e do mesmo tamanho foi comprada por Nicole para presentear Simpson. O histórico de violência doméstica, com fotos das agressões e ligações gravadas para a polícia corroboravam a tese. Tudo parecia indicar uma condenação certa.

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Marcia Clark, uma promotora em ascensão, que sabia trabalhar bem com provas de DNA, foi escolhida para o caso, junto com Bill Hodgman. A defesa começou incialmente com Bob Shapiro, um advogado famoso pelos casos de celebridades que defendia e acostumado a conseguir acordos. Shapiro sabendo que não tinha a experiência necessária para um caso criminal deste porte começou a montar sua equipe, agregando o amigo pessoal de O.J., Robert Kardashian; Alan Dershowitz, notável advogado de defesa; Barry Scheck, especialista em DNA; F. Lee Bailey e Johnnie Cochran, que tomaria as rédeas do caso das mãos de Shapiro. Nascia o Dream Team e tinha início o julgamento do século. Posteriormente, entraria para o time da promotoria, Chris Darden, um promotor negro. Sua adição ao time foi duramente criticada, como uma tentativa de melhorar a imagem da promotoria junto aos jurados em sua maioria afro-americanos.

Prosecutors

Promotores

The Dream Team

The Dream Team

A questão racial foi desde o começo o mote do julgamento. Desde onde seria realizado, em Santa Mônica, em que a maioria dos jurados registrados são brancos ou no centro de Los Angeles, com grande número de jurados negros e latinos. Como seria a seleção do júri? E, principalmente, as ações da LAPD estavam na mira de todos os olhares. Teria havido uma tentativa de incriminar O.J.? Ironicamente, a polícia de Los Angeles tinha uma excelente relação com O.J., inclusive muitos dos policiais frequentavam sua casa em Rockingham. Mas o histórico da força policial testemunhava contra eles. E a comunidade negra via O.J. como um herói e mais uma vítima de discriminação. De repente, Simpson passou de um atleta que nunca se envolveu na luta pelos direitos civis para um mártir. O povo estava cansado. A ferida aberta na absolvição dos policiais que espancaram Rodney King ainda sangrava. Em meio a tudo isso, são descobertas provas de que Mark Fuhrman, que havia descoberto as principais provas do caso e era testemunha-chave da promotoria, era racista. Em fitas reveladas no meio do julgamento, Fuhrman afirmava ter prendido, espancado e humilhado afro-americanos sem nenhum motivo. E dizia também que já havia fabricado evidências.

Mark Fuhrman

Mark Fuhrman

O livro de Jeffrey Toobin, um jornalista que cobriu o caso e foi o primeiro a revelar a estratégia da defesa e as evidências contra Mark Fuhrman, demonstra os vários erros cometidos pela promotoria durante o julgamento, a execração de Marcia Clark e às humilhações a que foi submetida pela mídia e até mesmo pelo juiz Lance Ito, as dificuldades que Chris Darden enfrentou dentro de sua própria comunidade e as disputas de ego dentro do Dream Team. Mas, principalmente, mostra como a questão racial e os anos de impunidade foram fatores decisivos para a absolvição de O.J.

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A série de TV, produzida pela FX, de mesmo nome, foi baseada no livro de Toobin e é um primor. Atuações excelentes, direção segura de Ryan Murphy, que nos levam completamente ao ambiente da época. Mas o grande destaque vai para o documentário, vencedor do Oscar 2017, O.J.: Made in America. Dividido em 5 partes, nos mostra toda a vida de Simpson e como seu caráter foi moldado. Mostra os grandes conflitos e tensões que foram sendo acumulados durante os anos e traz entrevistas exclusivas com os personagens desta história. O documentário traz ainda uma parte extremamente importante, que começa a ser desenhada em American Crime Story, após a absolvição: como foi a vida de O.J. após o julgamento. Desde o distanciamento de seus amigos mais próximos a que ele tanto prezava; a perda de seus contratos; a condenação em um julgamento civil; seus bens sendo penhorados. A decadência de quem antes era um herói nacional até sua prisão por sequestro e assalto em Las Vegas.
Três obras de suma importância e que devem ser lidas e assistidas!

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