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#Resenha: Gelo Negro – Becca Fitzpatrick

Quando li a sinopse deste livro, fiquei muito empolgada. Dá só uma olhada:

“Gelo Negro – Britt Pfeiffer passou meses se preparando para uma trilha na Cordilheira Teton, um lugar cheio de mistérios. Antes mesmo de chegar à cabana nas montanhas, ela e a melhor amiga, Korbie, enfrentam uma nevasca avassaladora e são obrigadas a abandonar o carro e procurar ajuda. As duas acabam sendo acolhidas por dois homens atraentes e imaginam que estão em segurança. Os homens, porém, são criminosos foragidos e as fazem reféns. Para sobreviver, Britt precisará enfrentar o frio e a neve para guiar os sequestradores para fora das montanhas. Durante a arriscada jornada em meio à natureza selvagem, um homem se mostra mais um aliado do que um inimigo, e Britt acaba se deixando envolver. Será que ela pode confiar nele? Sua vida dependerá dessa resposta.”untitled

Já quis ler na hora e passei na frente de vários da minha lista de próximas leituras, mas… Acabei gostando bem pouco! Uma pena falar isso de um livro da Becca Fitzpatrick, pois, apesar de ser outro gênero, gostei muito dos livros da série Hush, hush!

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Mas, nossa, este livro me incomodou demais! Principalmente, a protagonista Britt. De cara ela já começa inventando um namorado falso para o ex. Roubando os CDs dele para se vingar. Coisa de criança, praticamente. O livro tenta o tempo inteiro mostrar que ela não é mais a menina mimada e dependente, que ela mesma diz ter sido, mas não convence em nenhum momento. Fora que ela é muito lenta pra enxergar o que está bem na cara. Toda a trama do sequestro, do perigo, o ambiente que por si só já era hostil, foram bem pouco trabalhados.

A parte mais legal da trama, que poderia ter dado muito certo, os desaparecimentos das garotas, antes da Britt, nas montanhas e a mente do assassino foram praticamente não explorados. O prólogo do livro, que aborda esta parte, é de longe mil vezes melhor que o resto todo. O que deveria ser um livro de suspense, virou só um romance meia boca! E olha que não tenho nada contra um bom romance, interessante e bem desenvolvido. Mas este não era nada disso!

Um pena!!!

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#Resenha: Vida Organizada – Thaís Godinho

Apesar de minha preferência ser por livros de ficção, me interessei muito pelo livro Vida Organizada, da blogueira Thaís Godinho. Há alguns meses, várias pessoas começaram a comentar sobre o livro e resolvi conhecer seu blog. Acabei gostando muito de suas dicas e, principalmente, de sua forma de ver a vida. Então, comprei o livro! E não me arrependo nem um pouco…

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Thaís Godinho

Costumo ser uma pessoa bem organizada. Não que tudo fique sempre bonitinho em um lugar, mas, geralmente, sei onde achar tudo que preciso. Mas, nos últimos tempos, a correria tomou conta e sinto falta de organizar melhor meu tempo. Esta foi minha grande motivação para ler o livro da Thaís.

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E logo no começo, ela já me conquistou, citando um amigo:

“Você não deveria ter uma vida organizada, mas uma vida simplificada.”

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Sensacional! Algo tão simples, mas que sempre nos escapa. Ainda neste mesmo capítulo, ela nos mostra a gravidade da situação:

“Porque não estamos mais decidindo entre assistir ao Big Brother ou estudar para a faculdade, mas entre ficar com o filho ou ir à um encontro profissional às 20h.”

O livro é cheio de dicas extremamente úteis, mas não é um manual do que deve ou não ser feito. Pelo contrário, mostra que temos que desenvolver nossos próprios métodos, o que funciona para nossa vida e aos que estão ao nosso redor. E, principalmente, nos motiva a tomar decisões mais acertadas e que liberem nossa vida de cargas excessivas.

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“Esqueça todos os preconceitos que você aprendeu, segundo os quais, para ser uma pessoa organizada, você precisa ser alguém perfeito e dar conta de tudo, absolutamente TUDO. Isso é ilusão. Ser organizado é fazer o suficiente para manter tudo sob controle – o que não é uma tarefa fácil.”

Livro excelente! E já testei algumas dicas no trabalho, que fizeram toda a diferença!

“Portanto, para qualquer coisa na vida que você julgue “dar trabalho”, pergunte-se primeiro qual é a sua motivação para fazer aquilo. Se não for suficiente, não vale a pena. Se for, não encare como trabalho, mas como parte de uma decisão pessoal tomada a fim de que todos à sua volta fiquem bem.”

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#Resenha: Frida – Hayden Herrera

“A única coisa que sei é que eu pinto porque preciso, e pinto tudo que passa pela minha cabeça, sem levar nada mais em conta.”

Frida Kahlo

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Desde que conheci a história de Frida Kahlo, passei a me interessar muito por ela e suas obras. Frida nasceu em 6 de julho de 1907, na cidade de Coyoacán, no México. Apesar de mais tarde afirmar que teria nascido no ano de 1910, ano do início da Revolução Mexicana. Filha de pai alemão e mãe mexicana, com descendência indígena. Quando tinha seis anos, contraiu poliomielite, que lhe deixou uma lesão na perna direita e passou nove meses confinada em sua casa. Neste momento, começava a tomar forma um traço importante de sua personalidade: conseguir enxergar a si mesma como outra pessoa. Uma amiga imaginária.

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“Eu devia ter seis anos quando senti intensamente a experiência de uma amizade imaginária com uma menininha mais ou menos da minha idade. Na janela de vidro do que à época era o meu quarto, e que dava para a rua Allende, eu bafejava no vidro e com o dedo desenhava uma “porta” […] [aqui Frida desenha a janela do quarto de sua infância]. Cheia de alegria e urgência, na minha imaginação eu saía por essa porta, atravessava toda a planície que via à minha frente até chegar à leiteria chamada “Pinzón”. […] Eu entrava pela letra “O” de Pinzón e descia apressadamente para o interior da terra, onde minha amiga imaginária estava sempre à minha espera. Não me lembro da imagem dela, nem da cor. Mas sei que ela era alegre — ela ria muito. Sem fazer barulho. Ela era ágil e dançava como se seu corpo não tivesse peso algum. Eu acompanhava todos os seus movimentos e, enquanto ela dançava, eu contava a ela todos os meus problemas secretos. Quais? Não me lembro. Mas só pela minha voz ela sabia tudo a meu respeito. […] Quando eu voltava para a janela, entrava pela mesma porta desenhada no vidro. Quando? Quanto tempo eu tinha passado com ela? Não sei. Podia ter sido um segundo ou milhares de anos. […] Eu estava feliz. Eu apagava a “porta” esfregando a mão no vidro e ela “desaparecia”. Eu corria com meu segredo e a minha felicidade para o canto mais afastado do pátio da minha casa, e sempre no mesmo lugar, sob um cedro, eu chorava e dava gargalhadas, surpresa de estar sozinha com a minha grande felicidade e com a lembrança tão nítida da minha menininha. Trinta e quatro anos se passaram desde que tive a experiência dessa amizade mágica e, toda vez que me lembro dela, ela torna a ganhar vida e fica cada vez maior dentro da minha cabeça.”

Este, infelizmente, não foi o único percalço na vida de Frida. Sempre inteligente e afrente das meninas de sua idade, Frida era uma das únicas mulheres a estudar na Escola Nacional Preparatória, onde se encontrava a nata intelectual do país. Foi neste momento, até então o seu auge, que ela sofreu um acidente que lhe traria consequências ao longo de toda a sua vida.

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“Foi um daqueles acidentes que fazem uma pessoa, mesmo anos depois do fato, estremecer de horror. Envolveu a colisão entre um bonde e um precário ônibus de madeira, e transformou a vida de Frida Kahlo.”

“Pouco depois que entramos no ônibus houve a colisão. Antes disso, tínhamos subido em outro ônibus, mas como eu tinha perdido minha sombrinha, descemos para procurar e foi por isso que acabamos entrando no ônibus que me destruiu. O acidente aconteceu numa esquina em frente ao mercado de San Juan, exatamente em frente. O bonde veio se aproximando devagar, mas nosso motorista era jovem e nervoso. Quando o bonde fez a curva na esquina o ônibus foi prensado na parede. Eu era uma menina inteligente, mas muito pouco prática, apesar de toda a liberdade que eu tinha conquistado. Talvez por causa disso, não avaliei a situação nem o tipo de ferimento que eu tive. A primeira coisa em que pensei foi em um balero [brinquedo mexicano] com cores bonitas que eu tinha comprado naquele dia e que eu estava carregando comigo. Tentei procurar o brinquedo, achando que o que tinha acontecido não teria maiores consequências. É mentira que a pessoa tem consciência da batida, é mentira que a pessoa chora. Em mim não houve lágrimas. A colisão nos jogou para a frente e um corrimão de ferro me varou do mesmo jeito que uma espada rasga a carne do touro. Um homem me viu tendo uma tremenda hemorragia. Ele me carregou e me deitou em cima de uma mesa de bilhar até que a Cruz Vermelha chegasse.”

Uma barra de ferro atravessou o corpo de Frida, quebrando sua coluna em três lugares, a clavícula, terceira e quarta vértebras. Teve onze fraturas no pé direito, uma luxação no cotovelo esquerdo e sua pélvis se quebrou em três lugares. Além da lenta e dolorosa recuperação, cheia de cirurgias e imobilizações dolorosas, as lesões causadas pelo acidente impediram que Frida conseguisse ter filhos. Apesar de engravidar, sofreu sucessivos abortos.

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“Em suas cartas há notas de humor e alegria, mas que nunca conseguem abafar um refrão mais sombrio: No hay remedio — não há remédio. “É preciso suportar”, ela dizia. “Estou começando a me acostumar com o sofrimento.” A partir do acidente, a dor e a fortaleza tornaram-se temas centrais em sua vida.”

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Foi no período de sua recuperação que Frida começou a pintar. E para saber se deveria prosseguir em uma carreira de pintora, Frida recorreu à Diego Rivera para avaliar seus quadros. Diego já era um dos mais famosos artistas do México, um muralista extremamente talentoso. E se tornaria o grande amor da vida de Frida. Eles se casariam pouco depois e viveriam uma história de amor, admiração, traições e separações sem fim.

“Diego, houve dois grandes acidentes na minha vida: o bonde e você.”

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A biografia de Hayden Herrera é sensacional. Através de inúmeras cartas escritas pela própria Frida e pelos que estavam a sua volta, sua história é contada e podemos mergulhar fundo em seus sentimentos, a ponto de parecer que a conhecemos intimamente. Mas a parte mais fascinante é como toda a sua obra é dissecada, conectando-as aos momentos de sua vida, que por si só já seria extraordinária.

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“É impossível separar a vida e a obra dessa pessoa singular. Suas pinturas são sua biografia.”

Frida é muito mais que um exemplo de superação. Seus ideais, o amor pelo seu povo e por seu país, suas convicções políticas e sua individualidade a tornam excepcional. Até mesmo suas roupas, seus trajes tehuanos, ela consegue transformar em arte.

Sua obra é despretensiosa, não se prende a nenhum estilo, somente retrata o que está no fundo de sua alma.

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“Não estou doente. Estou destruída. Mas me sinto feliz por continuar viva, enquanto eu puder pintar.”

Livro imprescindível para todos os fãs de Frida!

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“No meu corpo inteiro só existe um; e eu quero dois. Para haver dois deles precisam cortar um. É esse um que eu não tenho que eu preciso ter pra conseguir andar, o outro já estará morto! Pra mim, asas bastam. Que eles cortem, e eu voarei!”

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Books, Filmes

Concluindo: Maio/15

Antes tarde do que nunca: a conclusão de maio! Este mês foi especial para os filmes. Como a leitura de It foi demorada, acabei lendo menos do que pretendia. Vamos aos livros do mês, primeiramente!

1º Contato – Carl Sagan

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“Contato com extraterrestres não é sinônimo de homenzinhos verdes desembarcando de um disco voador. É muito mais: sinais captados num radiotelescópio podem conter mensagens capazes de nos fazer repensar toda a nossa concepção da vida e do Universo. Esse é o ponto de partida de Carl Sagan, que, aliando as tensões da melhor literatura ao conhecimento científico mais avançado, compõe um romance que pode provocar em nós todas as reações – menos a indiferença. Em Contato, o que está em jogo é o mundo tal como o conhecemos. Como quem faz uma aposta, Sagan nos convida a uma viagem assustadoramente fascinante pelo buraco negro que é a inteligência humana.”

Contato foi uma leitura arrastada para mim. Apesar de a história ser muito bem desenvolvida. A personagem principal é a Drª Ellie Arroway, que desde criança sempre se interessou pela ciência e mistérios do universo. Uma mente brilhante, após se formar, Ellie é convidada para administrar o Projeto Argus, onde dentre outros projetos, também procura sinais de vida fora da terra. Quando finalmente sinais começam a ser transmitidos por uma estrela, até então praticamente desconhecida, o mundo se volta para eles, esperando respostas. A mensagem transmitida gera inúmeras discussões e controvérsias políticas e religiosas. Minha expectativa era de mais ação. Mas, apesar de ser diferente do que imaginava, o livro é excelente! Com discussões muito válidas, especialmente referentes à fé.

2º Aura – Carlos Fuentes

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Aura é um texto pequeno, mas extremamente envolvente. Quando o jovem historiador Felipe encontra um anúncio de jornal requisitando uma pessoa com exatamente suas qualificações e oferecendo um salário muito melhor do que o seu de professor, ele fica extremamente tentado e até assustado. Ao chegar na casa, conhece a Sra. Consuelo, que deseja que ele traduza e reúna as memórias de seu falecido marido. A casa em que ela vive permanece constantemente na escuridão e poucos detalhes seu olhar consegue captar. A decisão se torna complicada quando descobre que Consuelo pretende que ele more lá até que ele termine seu trabalho. Enquanto ele pensa se deve aceitar, conhece a outra moradora da casa, Aura, uma bela jovem, com penetrantes olhos verdes, como ele nunca havia visto igual. Neste momento, todas as suas dúvidas são esquecidas e ele resolve ficar. Mas as coisas vão se tornando mais confusas e estranhas a cada dia, dentro da escuridão em que vivem. Uma excelente história de suspense!

 3º  It –Stephen King

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A maior leitura do mês! Mas um livro excelente, apesar de, na minha opinião, ter uma cena no final, dentro dos túneis, que somente serviu como shock value. Mas isto não desmerece em nada a história genialmente criada por King! Vale a pena ler!

Agora vamos aos filmes:

Frida – Julie Taymor

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“Frida Kahlo (Salma Hayek) foi um dos principais nomes da história artística do México. Conceituada e aclamada como pintora, ela teve também um casamento aberto com Diego Rivera (Alfred Molina), seu companheiro também nas artes, e ainda um controverso caso com o político Leon Trostky (Geoffrey Rush) e com várias outras mulheres.”

Filme simplesmente incrível! Me emocionei do começo ao fim com a história de Frida, apesar de já conhecer um pouco. Toda a parte estética do filme é extremamente bem feita, os atores são excelentes. Estou terminando o livro em que o filme se inspirou e farei um post especial!

Homem de Ferro 1, 2 e 3

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Continuando a maratona Marvel que tinha começado quando assisti a Vingadores 2: A Era de Ultron, resolvi assistir aos três filmes do Homem de Ferro. Havia assistido somente o segundo filme e não gostava muito de Tony Stark. Tanto que demorou bastante até assistir aos demais. Mas esta má impressão se deve principalmente ao fato de não ter visto o início de sua história. No início do segundo filme, Tony é simplesmente um poço de arrogância e isto encobria suas qualidades pra mim. Gostei muito de assistir na sequência e, mesmo sendo bem mais fraco que os primeiros, não achei o terceiro filme ruim.

O Homem de Aço – Zack Snyder

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“Há anos enviado de Krypton, um avançado planeta alienígena, à Terra, Clark sofre com a derradeira questão: Por que estou aqui? Moldado pelos valores de seus pais adotivos, Martha e Jonathan Kent, Clark logo descobre que ter super-habilidades significa tomar decisões muito difíceis. Mas quando o mundo mais precisa de estabilidade, ele é atacado. E agora, suas habilidades serão usadas para manter a paz ou partir para um tudo ou nada?”

Mais um filme para a sessão super-heróis! Apesar de nunca ter sido meu preferido entre os títulos da DC, gostei deste filme sobre o super-homem. Gostei da construção da história e principalmente de ver a história de seus pais e de seu planeta natal. Achei ótimo também abordarem a desconfiança com que ele é tratado. Seria muito simplista mostrar a humanidade completamente aos seus pés, sem nenhuma dúvida de suas intenções. Ótimo gancho para Batman vs Superman.

X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido – Bryan Singer

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“A formação definitiva de X-Men luta uma guerra pela sobrevivência da espécie em dois períodos de tempo em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”. Os amados personagens da trilogia “X-Men” original juntam-se aos seus eus jovens de “X-Men: Primeira Classe” em uma batalha épica que deve mudar o passado para salvar o futuro.”

Esta era uma continuação que estava ansiosa para assistir. Gostei muito da ideia de trabalhar duas épocas diferentes e da cooperação entre Magneto e Xavier no futuro. Outro ponto positivo foi mostrarem Xavier em seu pior momento, sem toda a aura de superioridade em que ele sempre está envolvido. Afinal de contas, os defeitos e fragilidades dos personagens da Marvel sempre foram seus pontos principais, o que faz com que as pessoas se identifiquem com eles.

Quarteto Fantástico – Tim Story

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“Um desastre atinge uma nave espacial, fazendo com que seus quatro tripulantes sofram modificações em seu organismo de forma a ganharem poderes especiais. Reed Richards (Ioan Gruffudd), o líder do grupo, passa a ter a capacidade de esticar seu corpo feito borracha. Sue Storm (Jessica Alba), sua ex-namorada, ganha poderes que a permitem ficar invisível e criar campos de força. Johnny Storm (Chris Evans), irmão de Sue, pode aumentar o calor do seu corpo, enquanto que Ben Grimm (Michael Chiklis) tem seu corpo transformado em pedra e ganha uma força sobre-humana. Ao retornar à Terra após o acidente logo os novos poderes começam a se manifestar, fazendo com que todos tenham que se adaptar a eles e também à condição de celebridades que os poderes lhes trazem.”

Filme muito, muito fraco. Sofrível! Nem tenho o que falar! Passo.

Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 – Francis Lawrence

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“Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) encontra-se no Distrito 13 depois de ter literalmente acabado com os jogos para sempre. Sob a liderança da Presidenta Coin (Julianne Moore) e seguindo os conselhos de seus amigos de confiança, Katniss abre suas asas tanto quanto luta para salvar Peeta (Josh Hutcherson) e toda uma nação movida por sua coragem.”

Começa o filme sobre o meu livro favorito da série Jogos Vorazes. Apesar de Em Chamas ser muito bom, gosto demais de A Esperança. Saindo da arena, podemos ter uma visão melhor dos personagens. Os traumas de Katniss, a bondade de Peeta. E partimos, especialmente, para a luta política. Todos os truques para conseguir o apoio popular. Simplesmente incrível! O filme é muito bom, apesar de não conseguir passar toda a intensidade do livro.

Chef – Jon Favreau

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“Depois de perder seu emprego como chef em um famoso restaurante de Los Angeles, Carl (Jon Favreau), para a surpresa de todos, compra um trailer e passa a fazer e vender comida pelas ruas. Cozinhando e conhecendo pessoas, ele redescobre o amor, o entusiasmo pela vida e como a gastronomia pode ser apaixonante.”

Sou até suspeita para falar sobre um filme que tem a paixão pela culinária como mote principal! Amei, amei, amei! Leve e despretensioso. Vontade de viajar naquele food truck agora!

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#Resenha: O Diário de Bridget Jones – Helen Fielding

“I’m no good at anything. Not men. Not social skills. Not work. Nothing.”
― Helen Fielding, Bridget Jones’s Diary

Hora de falar sobre o meu chick-lit preferido: O Diário de Bridget Jones, da Helen Fielding. Conheci a história primeiro com o filme, que é divertidíssimo!!! Não tem como não amar a Bridget e todas as suas loucuras. Logo, o livro virou meu objeto máximo de desejo! E não me decepcionei nem um pouco. Tanto o livro, quanto o filme são perfeitos!

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Dá uma olhada na sinopse:

“Livro que inspirou o filme estrelado por Renée Zellweger. O romance relata um ano na vida de Bridget Jones, uma mulher solteira, de trinta e poucos anos, que luta com todas as forças para emagrecer, encontrar um namorado, parar de beber e largar o cigarro. Uma história aparentemente comum, mas narrada em estilo impecável e extrema sensibilidade. Numa demonstração de acuidade, a autora tira do cotidiano de uma balzaquiana a matéria-prima para um livro memorável.”

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Parece até sério, né? Mas é comédia da melhor qualidade. Bridget é a personificação perfeita de nossas ansiedades e inseguranças. Talvez bem mais exagerada e azarada, mas nos reconhecemos nela a cada minuto.

A história começa no feriado de Ano Novo. Bridget está novamente passando a data na casa de seus pais, com trinta e poucos anos e … solteira! Só quem é solteira, sabe das dificuldades desta situação! Logo ela é arrastada para mais uma festa dos amigos de seus pais, que irão examinar cada centímetro de sua vida para descobrir qual seu problema … além de tentar arrumar um namorado para ela. E é aí que conhecemos Mark Darcy. Mark é um advogado bem sucedido que acabou de se divorciar. Óbvio, vira o alvo perfeito para a mãe de Bridget e suas amigas. Mas ele não parece se interessar nem um pouco por Bridget e está sempre falando as piores coisas que uma mulher pode ouvir.

“It struck me as pretty ridiculous to be called Mr. Darcy and to stand on your own looking snooty at a party. It’s like being called Heathcliff and insisting on spending the entire evening in the garden, shouting “Cathy” and banging your head against a tree.” 

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Bridget, então, decide mudar de vida: emagrecer, ser bem sucedida no trabalho, parar de fumar e, finalmente, encontrar um homem que valha a pena. Para acompanhar esta jornada, ela decide criar um diário.

Passamos, então, a acompanhar seus dias divertidíssimos, suas desilusões, sucessos e fracassos, através de seus comentários viciantes em seu diário.

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O Diário de Bridget Jones é maravilhoso! Livro para todos os momentos, principalmente aqueles em que você está se sentindo um pouco para baixo. Injeção de ânimo instantânea!

“Resolution number one: Obviously will lose twenty pounds. Number two: Always put last night’s panties in the laundry basket. Equally important, will find sensible boyfriend to go out with and not continue to form romantic attachments to any of the following: alcoholics, workaholics, commitment phobic’s, peeping toms, megalomaniacs, emotional fuckwits or perverts. And especially will not fantasize about a particular person who embodies all these things”

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Ah, e não deixe de assistir ao filme. Imperdível!

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Books, Filmes, Marvel

Concluindo: Abril/15

Oi, gente! Mais um mês acabou e vamos para a conclusão!!!

O Iluminado – Stephen King

Primeira leitura do mês. Mas, na verdade, uma releitura. Como iria ler Doutor Sono, que é a continuação, decidi ler novamente. E foi incrível novamente. Um dos melhores livros da vida e o favorito até o momento do Stephen King.

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Doutor Sono – Stephen King

A história de Doutor Sono começa com Danny e Wendy Torrance depois de escaparem do Overlook e se mudarem para o outro lado do país. Mas o mal que se encontrava no hotel não irá deixa-los totalmente Dick mostra a Danny como contê-lo. Já adulto, Danny, luta para esquecer e acaba com o mesmo vício de seu pai. Em seu processo para mudar de vida, irá conhecer uma menina, Abra Stone, com grandes poderes e que acaba entrando no caminho de criaturas muito perigosas e Danny terá que ajudá-la a enfrentá-los. O livro é bom, mas talvez pelas expectativas que criei, por ser continuação de O Iluminado, não gostei tanto. Esperava que trouxesse um pouco mais de medo, já que O Iluminado consegue te deixar arrepiado do começo ao fim, mas isso não acontece. Mas a história é muito bem desenvolvida e entrar em contato com os personagens novamente é maravilhoso.

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Belo Desastre – Jamie McGuire

Não esperava nada grandioso deste livro, afinal de contas era pra ser um romance água com açúcar. Nada de errado com isso. Às vezes, tudo que você precisa de um livro divertido e com personagens que você goste. Mas, nossa, este é provavelmente o pior livro que já li. E já li muita coisa. Odiei tudo, os personagens, a história. Só o apelido da personagem principal já me tirava totalmente a vontade de ler. Segue a sinopse:

“A nova Abby Abernathy é uma boa garota. Ela não bebe nem fala palavrão, e tem a quantidade apropriada de cardigãs no guarda-roupa. Abby acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas, quando se muda para uma nova cidade com America, sua melhor amiga, para cursar a faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy da universidade. Travis Maddox, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Abby precisa – e deseja – evitar. Ele passa as noites ganhando dinheiro em um clube da luta e os dias seduzindo as garotas da faculdade. Intrigado com a resistência de Abby ao seu charme, Travis a atrai com uma aposta. Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês. Se ela perder, deverá morar no apartamento de Travis pelo mesmo período. Qualquer que seja o resultado da aposta, Travis nem imagina que finalmente encontrou uma adversária à altura.”

Abby é completamente mimada e acha que é superior a todos em sua volta. Está atraída por Travis, mas o provoca o tempo inteiro, saindo com caras que ela acha que tem mais a oferecer para ela, especialmente dinheiro. Travis é completamente descontrolado, ciumento e carente, em um nível doentio. A vida deles é completamente impensada e beira ao ridículo. Péssimo! E passa uma ideia completamente bizarra de como um relacionamento deve ser para as adolescentes influenciáveis que são seu público-alvo.

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Agora vamos aos filmes assistidos em abril:

O Labirinto de Kubrick – Room 237 – Rodney Ascher

Sinopse: Em 1980, Stanley Kubrick lançava O Iluminado, hoje considerado um dos maiores clássicos do cinema de horror. Desde então, muitas teorias surgiram na tentativa de interpretar significados escondidos no filme. Estudiosos e fãs obsessivos expõem suas teorias em torno dessas mensagens subliminares. Especulações envolvendo o holocausto, o genocídio de povos indígenas e até conspirações governamentais são cuidadosamente analisadas neste documentário.

Como fã de O Iluminado e de Stanley Kubrick não tem como dizer que não gostei. Mas achei muito viajado na maior parte das teorias. Não consegui comprar esta ideia de que cada objeto cenográfico e figurante tinha uma mensagem oculta. Mas o documentário é bem construído e se você gosta demais do filme e do Kubrick, vale muito a pena.

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Velozes e Furiosos 7 – James Wan

Sinopse: Após os acontecimentos em Londres, Dom (Vin Diesel), Brian (Paul Walker), Letty (Michelle Rodriguez) e o resto da equipe tiveram a chance de voltar para os Estados Unidos e recomeçarem suas vidas. Mas a tranquilidade do grupo é destruída quando Ian Shaw (Jason Statham), um assassino profissional, quer vingança pelo acidente de seu irmão. Agora, a equipe tem que se reunir para impedir este novo vilão. Mas dessa vez, não é só sobre ser veloz. A luta é pela sobrevivência.

Valeu pela despedida do Paul Walker. O filme faz muito bem o que se propõe, que é entreter. Lógico que você espera de Velozes e Furiosos cenas impossíveis, mas este eleva isto a um nível Jedi. Na maior parte do filme, fiquei pensando: eles não vão fazer isto. Mas eles faziam. Mesmo assim, muito divertido.

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Home Sweet Hell – Anthony Burns

Sinopse: Um homem de negócios bem-sucedido é casado com uma mulher bipolar, sofrendo de transtorno obsessivo compulsivo. O casamento dos dois é abalado quando ele começa a conviver com uma atraente colega de trabalho.

Comecei a assistir o filme com um pé atrás, por causa da Katherine Heigl. Não acho a atuação dela boa, na maioria das vezes, mas adorei neste filme. O TOC, a obsessão com perfeição. Achei sensacional. Adorei!

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O Morro dos Ventos Uivantes – Andrea Arnold

Sinopse: Nova adaptação do romance clássico escrito por Emily Brontë, mostra a história de duas gerações das famílias Earnshaw e Linton, enquanto suas fortunas se entrelaçam numa complexa trama, dominada pelo ardente relacionamento entre dois amantes amaldiçoados, Heathcliff e Cathy. Heathcliff é um jovem adotado por uma rica família na Inglaterra. Com o tempo, ele nutre uma obsessão por Catherine Earnshaw, sua irmã adotiva. Quando descobre que ela irá se casar com Edgar Lindon, Heathcliff resolve fugir para fazer fortuna, para que no futuro possa retornar e conquistá-la.

Assim que terminei de escrever a resenha de O Morro dos Ventos Uivantes decidi assistir ao filme. Esta é uma das adaptações cinematográficas do livro. Não é a mais conhecida. A fotografia é maravilhosa, as escolhas de closes que a diretora faz são sensacionais e dão a impressão de estar no lugar das personagens. Mas a escolha do final me decepcionou muito, como fã da estória.

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O Garoto da Casa ao Lado – Rob Cohen

Sinopse: Uma mulher divorciada (Jennifer Lopez) se envolve romanticamente com o vizinho adolescente (Ryan Guzman) e o relacionamento gera consequências inimagináveis quando o rapaz se mostra obcecado e inconsequente.

Shame on me por assistir um filme com a Jennifer Lopez. Mas queria um filme só para me divertir. Só que não consegui isto, fiquei o tempo inteiro agoniada, pensando em como era ruim.

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Interestelar – Christopher Nolan

Sinopse: Após ver a Terra consumindo boa parte de suas reservas naturais, um grupo de astronautas recebe a missão de verificar possíveis planetas para receberem a população mundial, possibilitando a continuação da espécie. Cooper é chamado para liderar o grupo e aceita a missão sabendo que pode nunca mais ver os filhos. Ao lado de Brand, Jenkins e Doyle, ele seguirá em busca de uma nova casa. Com o passar dos anos, sua filha Murph investirá numa própria jornada para também tentar salvar a população do planeta.

Sensacional! Não tem outra maneira de descrever. Melhor filme do gênero que já assisti. Fotografia impecável e a história realmente te envolve, você realmente se importa com os personagens. Matthew McConaughey estava maravilhoso e ainda tem a Jessica Chastain, que adoro desde Histórias Cruzadas.

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Cake – Uma Razão para Viver – Daniel Barnz

Sinopse: Após ver a Terra consumindo boa parte de suas reservas naturais, um grupo de astronautas recebe a missão de verificar possíveis planetas para receberem a população mundial, possibilitando a continuação da espécie. Cooper é chamado para liderar o grupo e aceita a missão sabendo que pode nunca mais ver os filhos. Ao lado de Brand, Jenkins e Doyle, ele seguirá em busca de uma nova casa. Com o passar dos anos, sua filha Murph investirá numa própria jornada para também tentar salvar a população do planeta.

Desde que ouvi sobre este filme, fiquei louca para assistir. E realmente é maravilhoso. Jennifer Aniston está maravilhosa. Pra todos que diziam que em todos os seus papéis ela era a Rachel, um grande tapa na cara. Injustiça não ter sido indicada ao Oscar.

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E agora vem a seção Marvel do mês. Assisti Vingadores: Era de Ultron e resolvi fazer uma maratona dos filmes já lançados.

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Vingadores: Era de Ultron – Joss Whedon

Sinopse: Quando Tony Stark tenta reiniciar um programa de manutenção de paz, as coisas não dão certo e os super-heróis mais poderosos da Terra, incluindo Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro, terão que passar no teste definitivo para salvar o planeta. Com o aparecimento do vilão Ultron, a equipe dos Vingadores tem a missão de neutralizar seus terríveis planos.

Amei o filme! Pode não ser o melhor da Marvel, mas com a reunião de tantos personagens maravilhosos, não tem como você não curtir demais. Vi uma resenha excepcional que diz que o filme atende às expectativas dos fãs, mas não as ultrapassa. O que realmente é um problema. Mas gostei demais do modo como alguns personagens cresceram, principalmente Gavião Arqueiro e Thor. Viúva Negra maravilhosa como sempre e vê-la com Hulk, meu outro personagem favorito, não tem preço. E temos a que provavelmente será minha personagem favorita futuramente: Feiticeira Escarlate. Sensacional!

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Capitão América 2: O Soldado Invernal – Anthony Russo e Joe Russo

Sinopse: Após os cataclísmicos eventos em Nova York, Steve Rogers, também conhecido como Capitão América, vive tranquilamente em Washington, DC e tentando se ajustar ao mundo moderno. Mas quando um colega da S.H.I.E.L.D. é atacado, Steve se vê preso em uma rede de intrigas que ameaça colocar o mundo em risco. Unindo forças com a Viúva Negra, o Capitão América luta para expor a grande conspiração enquanto enfrenta assassinos profissionais enviados para silenciá-lo a todo momento. Quando a dimensão da trama maligna é revelada, o Capitão América e a Viúva Negra pedem ajuda a um novo aliado, o Falcão. Contudo, eles logo se veem enfrentando um inimigo formidável e inesperado – o Soldado Invernal.

Depois de assistir ao primeiro filme, Capitão América era um dos personagens que menos gostava. Mas que surpresa com Soldado Invernal, amei do início ao fim e Steve Rogers passou a ser um dos meus favoritos!

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Thor – Kenneth Branagh

Sinopse: Quando é banido do reino de Asgard e exilado na Terra, o arrogante guerreiro Thor (Chris Hemsworth) é obrigado a lutar para reaver seus poderes perdidos. Perseguido pela força invasora enviada para destruí-lo, o desventurado Deus do Trovão tem que enfrentar a batalha e descobrir o que é preciso para se tornar um verdadeiro herói.

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Thor: O Mundo Sombrio – Alan Taylor

Sinopse: Mundos colidem quando um poderoso inimigo antigo ameaça mergulhar o cosmos na escuridão eterna. Agora, reunido com Jane Foster (Natalie Portman), e forçado a forjar uma aliança com seu traiçoeiro irmão Loki (Tom Hiddleston), Thor (Chris Hemsworth) embarca em uma perigosa jornada pessoal para salvar a Terra e Asgard da destruição.

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Thor era um personagem que passava meio despercebido para mim. Foi só quando o vi em Era de Ultron, que resolvi assistir aos filmes solo do personagem e gostei demais. A personalidade dele ainda está sendo moldada, mas o crescimento é impressionante. Asgard é um show a parte, melhor fotografia da Marvel. Queria ter visto em 3D. E tem Natalie Portman! E Loki, melhor vilão! Amo demais!

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#Resenha: Como ter uma vida normal sendo louca – Camila Fremder e Jana Rosa

Mais uma resenha atrasada no blog! Abril não está sendo fácil, minha gente. Mas, vamos que vamos! O livro desta semana é um dos mais divertidos que já li, junto com O Diário de Bridget Jones e acabou me lembrando muito dele. Como ter uma vida normal sendo louca, escrito pelas maravilhosas Camila Fremder e Jana Rosa, tem como subtítulo: Dicas para lidar com as diversidades e situações do universo feminino. Mas é muito mais que isso. Ele trata com humor de qualidade todas as pequenas loucuras femininas de nosso dia a dia. Afinal de contas, de perto ninguém é normal.

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Dá uma olhadinha na sinopse:

“Em Como ter uma vida normal sendo louca: a autoajuda definitiva para todas as mulheres, de todas as idades e em todas as situações, Camila Fremder e Jana Rosa presenteiam as leitoras com dicas sobre as mais diversas situações do dia a dia, desde como se livrar de pessoas chatas em aviões, parecer intelectual, mesmo sem ser, até como dizer a um amigo que ele fede. Além disso, ainda ensina como se comportar na festa do encontro da turma da escola depois de muitos anos passados da formatura. O livro é interessante da primeira à última página e apresenta uma visão muito bem humorada de situações que poderiam constranger qualquer pessoa. O prefácio é de Gloria Kalil.”

Camila Fremder e Jana Rosa

Camila Fremder e Jana Rosa

Tem como não amar?

Quando falo que lembrei de O Diário de Bridget Jones é porque enxergo ela em todas as situações que o livro aborda. Certeza que seria seu novo livro de cabeceira! Mas não vejo só a Bridget nas páginas, vejo a mim e a todas as mulheres que conheço. Todas as situações mais complicadas e hilárias pelas quais passamos e só confessamos para nossos melhores amigos!

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O livro é dividido em vários ensinamentos. A primeira parte é Respeito, Sucesso e Superação, que aborda desde como ser solteira e ser respeitada pela sociedade (Difícil! Muito difícil!), até como seguir a vida após ser taggeada em uma foto feia com muitos likes e comentários. A segunda parte é Amor e relacionamentos. Ri demais com o capítulo: Manual do Psicopata Romântico. Quem nunca teve um desse na vida? E me diverti ao mesmo tempo em que me assustei com os capítulos 7 e 8: o fantasma da ex e o fantasma da próxima. Ninguém entra tão fundo na vida de stalker como nós, mulheres apaixonadas. Ótimo saber que não estamos sozinhas, todos passam por essa fase um dia. A terceira parte, Saúde e Bem-estar, traz o guia da tatuagem errada e dicas preciosas sobre como viver acima do peso sem que ninguém perceba. Na quarta, Vida Profissional e Finanças, elas te ensinam o que fazer se você já passou dos 28 e ainda não se encontrou e como viver no cheque especial. E por último, a quinta parte, Influenciando Pessoas, com o imperdível A mentira nas redes sociais.

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Mais real e identificação imediata, impossível! Todo meu amor por este livro!!!

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“Um livro para todas as loucas normais que levam uma vida como qualquer outra pessoa… Vivendo, estudando, trabalhando, seguindo seus ex agachadas no táxi e forjando acidentes em frente à casa deles, dizendo que foi coincidência e pedindo pra voltar.”
Tatá Werneck

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Books

#Resenha: O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brontë

Que semana corrida, gente! Mas, mesmo com atraso, hoje a resenha do blog é muito especial! Decidi falar sobre O Morro dos Ventos Uivantes, único romance escrito por Emily Brontë. O livro foi lançado em 1847 e é considerado, hoje, como um clássico da literatura. Li, pela primeira vez, quando tinha uns 11 anos de idade e nossa, mudou totalmente minha percepção quanto à leitura. Até então tudo que havia lido era agradável, com mocinhos e mocinhas como personagens principais. E com O Morro dos Ventos Uivantes tudo mudou. Percebi que a literatura pode e deve lhe trazer questionamentos e sentimentos conflitantes. A maioria das pessoas da minha geração irá dizer que foi Harry Potter que despertou o gosto pela leitura deles. Pra mim, foi O Morro dos Ventos Uivantes.

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Há alguns anos atrás no auge de Crepúsculo, o livro de Emily Brontë, antes desconhecido para a maioria, virou febre, pois aparecia como um dos livros favoritos da Bella. Qual não deve ter sido a surpresa da maioria das pessoas quando leram a obra.

Apesar de contar a história de um amor que chega a ser mais forte que a morte, O Morro dos Ventos Uivantes é principalmente sobre vingança. A história começa quando o Sr. Lockwood aluga uma propriedade no campo, Thrushcross Grange. Um dia ele resolve fazer uma visita a seu locatário, que é praticamente seu vizinho, Heathcliff, que mora na propriedade Wuthering Heights (O Morro dos Ventos Uivantes). A personalidade de Heathcliff, assustadora e infinitamente interessante logo chama a atenção de Lockwood, assim como todos os habitantes daquele estranho lugar. Paira no ar uma aura de ressentimento e ódio velado em todos eles. Lockwood fica preso lá por causa do mau tempo e tem sonhos perturbadores. Ao voltar para Thrushcross Grange, fica doente e tem que passar os dias confinado em seu quarto. É neste momento que se vê somente na companhia de sua governanta, Ellen Dean, que desde pequena morou em Wuthering Heights e conhece toda a história da família.

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Heathcliff possui uma história misteriosa. Foi trazido ainda pequeno pelo Sr. Earnshaw, antigo proprietário do Morro, de uma de suas longas viagens. Sua história antes disso é um grande ponto de interrogação. O carinho que o Sr. Earnshaw tinha para com o menino desagrada profundamente sua esposa e seu filho Hindley. Mas sua filha Catherine logo se aproxima do menino, que possui verdadeira adoração por ela. Quando os pais morrem, Hindley já bem mais velho e casado, assume a propriedade e passa a utilizar todos os meios para humilhar e maltratar Heathcliff. Cathy apesar de amá-lo, sabe que terá um futuro melhor se casando com outra pessoa. Seu vizinho, Edgar Linton, por exemplo, que é rico, bonito e a venera.

Cathy é uma personagem extremamente egoísta e impulsiva. Jamais permite que suas vontades sejam contrariadas. Mas realmente ama Heathcliff. Ama, como ela mesma diz, como ama a si mesma.

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“— Não é, não — retrucou ela. — É o melhor! Os outros representam a satisfação dos meus caprichos e do desejo de Edgar. Mas este é em intenção de alguém que compreende, no seu próprio ser, os meus sentimentos para com Edgar e para comigo mesma. Não sei expressar-me bem; mas, sem dúvida, você e todo o mundo têm noção de que há ou deverá haver uma existência para além de nos. Qual seria o sentido de eu ter sido criada, se estivesse contida apenas em mim mesma? Os grandes desgostos que tive foram os desgostos de Heathcliff, e eu senti cada um deles desde o início: o que me faz viver é ele. Se tudo o mais acabasse e ele permanecesse, eu continuaria a existir; e, se tudo o mais permanecesse e ele fosse aniquilado, eu não me sentiria mais parte do universo. Meu amor por Linton é como a folhagem de um bosque: o tempo o transformará, tenho a certeza, da mesma forma que o inverno transforma o arvoredo. O meu amor por Heathcliff lembra as rochas eternas: proporciona uma alegria pouco visível, mas é necessário. Nelly, eu sou Heathcliff! Ele está sempre, mas sempre, no meu pensamento; não como uma fonte de satisfação, que eu também não sou para mim mesma, mas como eu própria. Por isso, não torne a falar da nossa separação: ela é impossível e. . .”

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Quando Cathy decide se casar, Heathcliff vai embora sem dizer uma palavra a ninguém. Anos depois retorna e começa uma vingança contra todos os que os separaram. Uma história sobre como o amor pode ser violento e a vingança ultrapassar todos os limites.

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Heathcliff e Catherine são dois grandes anti-heróis. Cheios de defeitos e muitas vezes cruéis. Mas é impossível não se apaixonar por eles.

“Eu amo o meu assassino… Mas o teu! Como o poderia eu perdoar?”

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#Resenha: Extraordinário – R.J. Palacio

À primeira vista, você poderia imaginar que Extraordinário é um livro infantil. Mas, apesar de em minha opinião, ser um livro que deveria ser obrigatório nas escolas, é muito mais que isso. É um livro para todas as idades e o mais importante que lhe ensinará grandes coisas.

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Extraordinário conta a história de August Pullman, um menino de dez anos, que nasceu com uma rara síndrome genética, que resultou em deformidade facial. Desde bebê passou por 27 cirurgias e foi educado em casa.

“Médicos vieram de cidades distantes só para me ver, parados ao lado da minha cama sem acreditar. Dizem que só posso ser uma das maravilhas da Criação, e até onde veem não conseguem explicar.”

— Natalie Merchant, Wonder

Sua mãe acredita que seria bom para ele começar a frequentar uma escola normal e conviver com outras crianças. Mas seu pai tem muito medo de como ele será tratado. Todos sabem como as pessoas e especialmente as crianças podem ser cruéis, sem pensar. Auggie também fica com medo no começo, mas depois de conhecer alguns alunos da nova escola, decide tentar.

“A única razão de eu não ser comum é que ninguém além de mim me enxerga dessa forma.”

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E todo o aprendizado de Auggie e de seus colegas vai entrar e permanecer no coração dos leitores para sempre. O livro mostra o ponto de vista de vários personagens: Auggie, sua irmã, Via, seu amigo da escola, Jack e vários outros personagens. Isto é muito bom, pois mostra como é difícil para as pessoas que convivem com alguém tão diferente e com o preconceito dos que estão em volta.

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“Se forem apenas um pouco mais gentis que o necessário, alguém, em algum lugar, algum dia, poderá reconhecer em vocês, em cada um de vocês, a face de Deus.”

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“Não precisamos dos olhos para amar, certo? Apenas sentimos dentro de nós.”

“A grandeza não está em ser forte, mas no uso correto da força.”

Meu conselho é: leia! Acompanhar a jornada de August vai ser inesquecível e você aprenderá muito mais do que pode imaginar!

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Books, Filmes

#Resenha: Zodíaco – Robert Graysmith

O Zodíaco é considerado um dos mais conhecidos serial killers da história e só perde em mistério para o Jack, o Estripador. Sua verdadeira identidade jamais foi revelada e ele passou vários anos aterrorizando a população da Califórnia.  Há um detalhe que aumenta ainda mais sua popularidade: ele escrevia cartas para os jornais locais, com enigmas em que dizia estar revelada sua identidade.

Retrato falado do Zodíaco

Em 20 de dezembro de 1968, David Faraday e Bety Lou Jensen estacionaram em frente à estação de bombeamento do lago Herman, em Vallejo, um lugar conhecido pelos casais de namorados da região. Outro carro parou perto deles e um homem corpulento desceu e se aproximou. Evidências afirmam que ele tentou fazer com que os jovens saíssem do carro. Como eles se recusaram, ele atirou no vidro traseiro e no pneu. Quando eles tentaram sair pelo lado do passageiro, o homem atirou em David, deixando-o inconsciente. Bety Lou tentou correr, mas foi atingida e caiu morta há 23 metros de distância. David ainda estava vivo quando a polícia chegou ao local, mas morreu no caminho para o hospital.

David Faraday e Bety Lou Jensen

David Faraday e Bety Lou Jensen

No feriado de 04 de julho de 1969, Darlene Ferrin saiu de carro com seu amigo Mike Mageau. Logo após saírem da casa de Mike, ele percebeu que estavam sendo seguidos por um carro de cor clara. Darlene tentou fazer várias conversões para se livrar de seu perseguidor, mas estava sendo conduzida para os arredores da cidade. Quando finalmente estacionaram, o carro parou quase emparelhado ao deles. Mike perguntou se Darlene conhecia o motorista e ela disse para ele não se preocupar. Pouco tempo depois, eles respiraram aliviados quando o carro partiu. Mas a alegria durou pouco e cinco minutos depois, o carro estacionou novamente ao lado deles. Uma luz ofuscante foi lançada contra o carro deles e pouco depois os disparos começaram. Darlene foi atingida nove vezes e morreu. Mike ficou muito ferido, com tiros no braço, perna esquerda, pescoço e face, mas sobreviveu. Naquela mesma noite, a delegacia de Vallejo receberia uma ligação perturbadora:

“Darlene tinha chegado morta ao hospital à 0h38. Exatamente à 0h40, de um telefone público, um homem ligou para a delegacia de Vallejo, por meio de uma telefonista. Nancy Slover, operadora da central telefônica da polícia, atendeu. – Quero informar um duplo assassinato — o homem falou. A voz dele não enfatizava as palavras, e pareceu a Nancy que o homem estava lendo o que dizia. Ou que tinha ensaiado aquilo. – Se vocês andarem 1 quilômetro e meio para leste, na Columbus Parkway, em direção ao parque público, vão encontrar jovens em um carro marrom. A voz do desconhecido era firme e consistente, clara, mas imperativa. Nancy tentou interrompê-lo, para obter maiores informações, mas o homem falava alto, encobrindo a voz dela. Para Nancy, a voz parecia ser a de um adulto. Ele não parou de falar até que terminasse de dar sua declaração. – Eles foram mortos com uma Luger 9 mm. Eu também matei aqueles garotos no ano passado. — Adeus. Quando o homem disse “adeus”, sua voz ficou mais profunda e ameaçadora. Nancy ouviu o som do telefone sendo colocado no gancho e ficou escutando o ruído da linha telefônica.”

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Darlene Ferrin

Pouco tempo depois, chegou uma carta ao jornal São Francisco Chronicle.

“O envelope que chegou ao São Francisco Chronicle apresentava um carimbo do correio de São Francisco e tinha dois selos de 6 centavos, com a efígie de Roosevelt, colocados verticalmente um acima do outro. A carta contida nele, escrita em letras miúdas e espremidas, que descambava para a direita ao chegar perto do pé da página, era fria e ameaçadora. Junto da carta, havia a terça parte de um criptograma impresso com perfeição, composto de símbolos estranhos. Era uma carta endereçada ao editor. Nela, o autor assumia a responsabilidade pelas mortes de David, Betty Lou e Darlene.”

Robert Graysmith, autor de Zodíaco, trabalhava na redação do Chronicle, como cartunista. Quando a primeira carta chegou, ficou completamente fascinado.

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“Isso rondava no fundo da minha mente enquanto eu olhava o pequeno texto da carta. Fui tomado por várias emoções, mas principalmente senti profunda raiva diante da frieza, arrogância e insanidade do assassino. Como chargista da página de opinião, desenvolve-se um forte senso de justiça, uma necessidade de mudar as coisas, e, como pintor e cartunista, eu trabalhava com símbolos todos os dias. As ferramentas daminha profissão estavam sendo deturpadas e apropriadas por um assassino. Por volta dessa época, nenhum assassino desde Jack, o Estripador, escrevera à imprensa e zombara da polícia com pistas sobre a sua identidade. A estranheza da carta me enredou. Irrevogavelmente fisgado, imediatamente obcecado, eu queria solucionar o que sentia que iria se tomar um dos maiores mistérios da história.”

A carta continha um enigma que era formado por três partes. Cada uma delas havia sido enviada para um jornal diferente: Chronicle, São Francisco Examiner e Vallejo Times-Herald. O assassino dizia na carta, que no código estava sua verdadeira identidade. Apesar de todos os esforços da polícia, a solução do enigma veio de um casal que resolveu tentar resolver o criptograma: Donald Gene Harden, 41 anos, professor de história e economia e sua esposa, Betty June Harden. Mas o nome do assassino, é claro, não estava nele.

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Este foi o início de uma relação estreita entre o Zodíaco e os meios de comunicação, que se estendeu até 1974. Há seis casos confirmados de vítimas do Zodíaco, mas em suas cartas ele dizia haver muito mais.

Robert tornou-se obcecado pelo caso. Ele conta que o fascínio inicial era pelos símbolos enviados pelo assassino, mas logo se viu determinado a ajudar a desvendar as pistas deixadas por ele e revelar sua verdadeira identidade. O livro que escreveu no processo é incrivelmente bem detalhado, principalmente levando em conta os muitos suspeitos, jurisdições diferentes em que os crimes ocorreram e vítimas sobreviventes e testemunhas que decidiram desaparecer. Pela primeira vez, temos um olhar completo sobre a história, inclusive com as cartas completas enviadas aos jornais, que não foram publicadas na íntegra.

Uma história intrigante, que você não consegue largar até chegar à última página. De tirar o fôlego!

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O livro teve sua adaptação para o cinema, com Jake Gyllenhaalal, maravilhoso no papel de Robert. O filme explora um pouco mais sobre a vida pessoal do cartunista e como sua obsessão acabou com seu casamento e o levou a estar perigosamente próximo da verdade. Imperdível!