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junho 2015

Books

#Resenha: Vida Organizada – Thaís Godinho

Apesar de minha preferência ser por livros de ficção, me interessei muito pelo livro Vida Organizada, da blogueira Thaís Godinho. Há alguns meses, várias pessoas começaram a comentar sobre o livro e resolvi conhecer seu blog. Acabei gostando muito de suas dicas e, principalmente, de sua forma de ver a vida. Então, comprei o livro! E não me arrependo nem um pouco…

Thaís Godinho

Thaís Godinho

Costumo ser uma pessoa bem organizada. Não que tudo fique sempre bonitinho em um lugar, mas, geralmente, sei onde achar tudo que preciso. Mas, nos últimos tempos, a correria tomou conta e sinto falta de organizar melhor meu tempo. Esta foi minha grande motivação para ler o livro da Thaís.

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E logo no começo, ela já me conquistou, citando um amigo:

“Você não deveria ter uma vida organizada, mas uma vida simplificada.”

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Sensacional! Algo tão simples, mas que sempre nos escapa. Ainda neste mesmo capítulo, ela nos mostra a gravidade da situação:

“Porque não estamos mais decidindo entre assistir ao Big Brother ou estudar para a faculdade, mas entre ficar com o filho ou ir à um encontro profissional às 20h.”

O livro é cheio de dicas extremamente úteis, mas não é um manual do que deve ou não ser feito. Pelo contrário, mostra que temos que desenvolver nossos próprios métodos, o que funciona para nossa vida e aos que estão ao nosso redor. E, principalmente, nos motiva a tomar decisões mais acertadas e que liberem nossa vida de cargas excessivas.

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“Esqueça todos os preconceitos que você aprendeu, segundo os quais, para ser uma pessoa organizada, você precisa ser alguém perfeito e dar conta de tudo, absolutamente TUDO. Isso é ilusão. Ser organizado é fazer o suficiente para manter tudo sob controle – o que não é uma tarefa fácil.”

Livro excelente! E já testei algumas dicas no trabalho, que fizeram toda a diferença!

“Portanto, para qualquer coisa na vida que você julgue “dar trabalho”, pergunte-se primeiro qual é a sua motivação para fazer aquilo. Se não for suficiente, não vale a pena. Se for, não encare como trabalho, mas como parte de uma decisão pessoal tomada a fim de que todos à sua volta fiquem bem.”

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Books

#Resenha: Frida – Hayden Herrera

“A única coisa que sei é que eu pinto porque preciso, e pinto tudo que passa pela minha cabeça, sem levar nada mais em conta.”

Frida Kahlo

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Desde que conheci a história de Frida Kahlo, passei a me interessar muito por ela e suas obras. Frida nasceu em 6 de julho de 1907, na cidade de Coyoacán, no México. Apesar de mais tarde afirmar que teria nascido no ano de 1910, ano do início da Revolução Mexicana. Filha de pai alemão e mãe mexicana, com descendência indígena. Quando tinha seis anos, contraiu poliomielite, que lhe deixou uma lesão na perna direita e passou nove meses confinada em sua casa. Neste momento, começava a tomar forma um traço importante de sua personalidade: conseguir enxergar a si mesma como outra pessoa. Uma amiga imaginária.

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“Eu devia ter seis anos quando senti intensamente a experiência de uma amizade imaginária com uma menininha mais ou menos da minha idade. Na janela de vidro do que à época era o meu quarto, e que dava para a rua Allende, eu bafejava no vidro e com o dedo desenhava uma “porta” […] [aqui Frida desenha a janela do quarto de sua infância]. Cheia de alegria e urgência, na minha imaginação eu saía por essa porta, atravessava toda a planície que via à minha frente até chegar à leiteria chamada “Pinzón”. […] Eu entrava pela letra “O” de Pinzón e descia apressadamente para o interior da terra, onde minha amiga imaginária estava sempre à minha espera. Não me lembro da imagem dela, nem da cor. Mas sei que ela era alegre — ela ria muito. Sem fazer barulho. Ela era ágil e dançava como se seu corpo não tivesse peso algum. Eu acompanhava todos os seus movimentos e, enquanto ela dançava, eu contava a ela todos os meus problemas secretos. Quais? Não me lembro. Mas só pela minha voz ela sabia tudo a meu respeito. […] Quando eu voltava para a janela, entrava pela mesma porta desenhada no vidro. Quando? Quanto tempo eu tinha passado com ela? Não sei. Podia ter sido um segundo ou milhares de anos. […] Eu estava feliz. Eu apagava a “porta” esfregando a mão no vidro e ela “desaparecia”. Eu corria com meu segredo e a minha felicidade para o canto mais afastado do pátio da minha casa, e sempre no mesmo lugar, sob um cedro, eu chorava e dava gargalhadas, surpresa de estar sozinha com a minha grande felicidade e com a lembrança tão nítida da minha menininha. Trinta e quatro anos se passaram desde que tive a experiência dessa amizade mágica e, toda vez que me lembro dela, ela torna a ganhar vida e fica cada vez maior dentro da minha cabeça.”

Este, infelizmente, não foi o único percalço na vida de Frida. Sempre inteligente e afrente das meninas de sua idade, Frida era uma das únicas mulheres a estudar na Escola Nacional Preparatória, onde se encontrava a nata intelectual do país. Foi neste momento, até então o seu auge, que ela sofreu um acidente que lhe traria consequências ao longo de toda a sua vida.

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“Foi um daqueles acidentes que fazem uma pessoa, mesmo anos depois do fato, estremecer de horror. Envolveu a colisão entre um bonde e um precário ônibus de madeira, e transformou a vida de Frida Kahlo.”

“Pouco depois que entramos no ônibus houve a colisão. Antes disso, tínhamos subido em outro ônibus, mas como eu tinha perdido minha sombrinha, descemos para procurar e foi por isso que acabamos entrando no ônibus que me destruiu. O acidente aconteceu numa esquina em frente ao mercado de San Juan, exatamente em frente. O bonde veio se aproximando devagar, mas nosso motorista era jovem e nervoso. Quando o bonde fez a curva na esquina o ônibus foi prensado na parede. Eu era uma menina inteligente, mas muito pouco prática, apesar de toda a liberdade que eu tinha conquistado. Talvez por causa disso, não avaliei a situação nem o tipo de ferimento que eu tive. A primeira coisa em que pensei foi em um balero [brinquedo mexicano] com cores bonitas que eu tinha comprado naquele dia e que eu estava carregando comigo. Tentei procurar o brinquedo, achando que o que tinha acontecido não teria maiores consequências. É mentira que a pessoa tem consciência da batida, é mentira que a pessoa chora. Em mim não houve lágrimas. A colisão nos jogou para a frente e um corrimão de ferro me varou do mesmo jeito que uma espada rasga a carne do touro. Um homem me viu tendo uma tremenda hemorragia. Ele me carregou e me deitou em cima de uma mesa de bilhar até que a Cruz Vermelha chegasse.”

Uma barra de ferro atravessou o corpo de Frida, quebrando sua coluna em três lugares, a clavícula, terceira e quarta vértebras. Teve onze fraturas no pé direito, uma luxação no cotovelo esquerdo e sua pélvis se quebrou em três lugares. Além da lenta e dolorosa recuperação, cheia de cirurgias e imobilizações dolorosas, as lesões causadas pelo acidente impediram que Frida conseguisse ter filhos. Apesar de engravidar, sofreu sucessivos abortos.

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“Em suas cartas há notas de humor e alegria, mas que nunca conseguem abafar um refrão mais sombrio: No hay remedio — não há remédio. “É preciso suportar”, ela dizia. “Estou começando a me acostumar com o sofrimento.” A partir do acidente, a dor e a fortaleza tornaram-se temas centrais em sua vida.”

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Foi no período de sua recuperação que Frida começou a pintar. E para saber se deveria prosseguir em uma carreira de pintora, Frida recorreu à Diego Rivera para avaliar seus quadros. Diego já era um dos mais famosos artistas do México, um muralista extremamente talentoso. E se tornaria o grande amor da vida de Frida. Eles se casariam pouco depois e viveriam uma história de amor, admiração, traições e separações sem fim.

“Diego, houve dois grandes acidentes na minha vida: o bonde e você.”

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A biografia de Hayden Herrera é sensacional. Através de inúmeras cartas escritas pela própria Frida e pelos que estavam a sua volta, sua história é contada e podemos mergulhar fundo em seus sentimentos, a ponto de parecer que a conhecemos intimamente. Mas a parte mais fascinante é como toda a sua obra é dissecada, conectando-as aos momentos de sua vida, que por si só já seria extraordinária.

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“É impossível separar a vida e a obra dessa pessoa singular. Suas pinturas são sua biografia.”

Frida é muito mais que um exemplo de superação. Seus ideais, o amor pelo seu povo e por seu país, suas convicções políticas e sua individualidade a tornam excepcional. Até mesmo suas roupas, seus trajes tehuanos, ela consegue transformar em arte.

Sua obra é despretensiosa, não se prende a nenhum estilo, somente retrata o que está no fundo de sua alma.

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“Não estou doente. Estou destruída. Mas me sinto feliz por continuar viva, enquanto eu puder pintar.”

Livro imprescindível para todos os fãs de Frida!

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“No meu corpo inteiro só existe um; e eu quero dois. Para haver dois deles precisam cortar um. É esse um que eu não tenho que eu preciso ter pra conseguir andar, o outro já estará morto! Pra mim, asas bastam. Que eles cortem, e eu voarei!”

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Books, Filmes

Concluindo: Maio/15

Antes tarde do que nunca: a conclusão de maio! Este mês foi especial para os filmes. Como a leitura de It foi demorada, acabei lendo menos do que pretendia. Vamos aos livros do mês, primeiramente!

1º Contato – Carl Sagan

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“Contato com extraterrestres não é sinônimo de homenzinhos verdes desembarcando de um disco voador. É muito mais: sinais captados num radiotelescópio podem conter mensagens capazes de nos fazer repensar toda a nossa concepção da vida e do Universo. Esse é o ponto de partida de Carl Sagan, que, aliando as tensões da melhor literatura ao conhecimento científico mais avançado, compõe um romance que pode provocar em nós todas as reações – menos a indiferença. Em Contato, o que está em jogo é o mundo tal como o conhecemos. Como quem faz uma aposta, Sagan nos convida a uma viagem assustadoramente fascinante pelo buraco negro que é a inteligência humana.”

Contato foi uma leitura arrastada para mim. Apesar de a história ser muito bem desenvolvida. A personagem principal é a Drª Ellie Arroway, que desde criança sempre se interessou pela ciência e mistérios do universo. Uma mente brilhante, após se formar, Ellie é convidada para administrar o Projeto Argus, onde dentre outros projetos, também procura sinais de vida fora da terra. Quando finalmente sinais começam a ser transmitidos por uma estrela, até então praticamente desconhecida, o mundo se volta para eles, esperando respostas. A mensagem transmitida gera inúmeras discussões e controvérsias políticas e religiosas. Minha expectativa era de mais ação. Mas, apesar de ser diferente do que imaginava, o livro é excelente! Com discussões muito válidas, especialmente referentes à fé.

2º Aura – Carlos Fuentes

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Aura é um texto pequeno, mas extremamente envolvente. Quando o jovem historiador Felipe encontra um anúncio de jornal requisitando uma pessoa com exatamente suas qualificações e oferecendo um salário muito melhor do que o seu de professor, ele fica extremamente tentado e até assustado. Ao chegar na casa, conhece a Sra. Consuelo, que deseja que ele traduza e reúna as memórias de seu falecido marido. A casa em que ela vive permanece constantemente na escuridão e poucos detalhes seu olhar consegue captar. A decisão se torna complicada quando descobre que Consuelo pretende que ele more lá até que ele termine seu trabalho. Enquanto ele pensa se deve aceitar, conhece a outra moradora da casa, Aura, uma bela jovem, com penetrantes olhos verdes, como ele nunca havia visto igual. Neste momento, todas as suas dúvidas são esquecidas e ele resolve ficar. Mas as coisas vão se tornando mais confusas e estranhas a cada dia, dentro da escuridão em que vivem. Uma excelente história de suspense!

 3º  It –Stephen King

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A maior leitura do mês! Mas um livro excelente, apesar de, na minha opinião, ter uma cena no final, dentro dos túneis, que somente serviu como shock value. Mas isto não desmerece em nada a história genialmente criada por King! Vale a pena ler!

Agora vamos aos filmes:

Frida – Julie Taymor

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“Frida Kahlo (Salma Hayek) foi um dos principais nomes da história artística do México. Conceituada e aclamada como pintora, ela teve também um casamento aberto com Diego Rivera (Alfred Molina), seu companheiro também nas artes, e ainda um controverso caso com o político Leon Trostky (Geoffrey Rush) e com várias outras mulheres.”

Filme simplesmente incrível! Me emocionei do começo ao fim com a história de Frida, apesar de já conhecer um pouco. Toda a parte estética do filme é extremamente bem feita, os atores são excelentes. Estou terminando o livro em que o filme se inspirou e farei um post especial!

Homem de Ferro 1, 2 e 3

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Continuando a maratona Marvel que tinha começado quando assisti a Vingadores 2: A Era de Ultron, resolvi assistir aos três filmes do Homem de Ferro. Havia assistido somente o segundo filme e não gostava muito de Tony Stark. Tanto que demorou bastante até assistir aos demais. Mas esta má impressão se deve principalmente ao fato de não ter visto o início de sua história. No início do segundo filme, Tony é simplesmente um poço de arrogância e isto encobria suas qualidades pra mim. Gostei muito de assistir na sequência e, mesmo sendo bem mais fraco que os primeiros, não achei o terceiro filme ruim.

O Homem de Aço – Zack Snyder

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“Há anos enviado de Krypton, um avançado planeta alienígena, à Terra, Clark sofre com a derradeira questão: Por que estou aqui? Moldado pelos valores de seus pais adotivos, Martha e Jonathan Kent, Clark logo descobre que ter super-habilidades significa tomar decisões muito difíceis. Mas quando o mundo mais precisa de estabilidade, ele é atacado. E agora, suas habilidades serão usadas para manter a paz ou partir para um tudo ou nada?”

Mais um filme para a sessão super-heróis! Apesar de nunca ter sido meu preferido entre os títulos da DC, gostei deste filme sobre o super-homem. Gostei da construção da história e principalmente de ver a história de seus pais e de seu planeta natal. Achei ótimo também abordarem a desconfiança com que ele é tratado. Seria muito simplista mostrar a humanidade completamente aos seus pés, sem nenhuma dúvida de suas intenções. Ótimo gancho para Batman vs Superman.

X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido – Bryan Singer

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“A formação definitiva de X-Men luta uma guerra pela sobrevivência da espécie em dois períodos de tempo em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”. Os amados personagens da trilogia “X-Men” original juntam-se aos seus eus jovens de “X-Men: Primeira Classe” em uma batalha épica que deve mudar o passado para salvar o futuro.”

Esta era uma continuação que estava ansiosa para assistir. Gostei muito da ideia de trabalhar duas épocas diferentes e da cooperação entre Magneto e Xavier no futuro. Outro ponto positivo foi mostrarem Xavier em seu pior momento, sem toda a aura de superioridade em que ele sempre está envolvido. Afinal de contas, os defeitos e fragilidades dos personagens da Marvel sempre foram seus pontos principais, o que faz com que as pessoas se identifiquem com eles.

Quarteto Fantástico – Tim Story

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“Um desastre atinge uma nave espacial, fazendo com que seus quatro tripulantes sofram modificações em seu organismo de forma a ganharem poderes especiais. Reed Richards (Ioan Gruffudd), o líder do grupo, passa a ter a capacidade de esticar seu corpo feito borracha. Sue Storm (Jessica Alba), sua ex-namorada, ganha poderes que a permitem ficar invisível e criar campos de força. Johnny Storm (Chris Evans), irmão de Sue, pode aumentar o calor do seu corpo, enquanto que Ben Grimm (Michael Chiklis) tem seu corpo transformado em pedra e ganha uma força sobre-humana. Ao retornar à Terra após o acidente logo os novos poderes começam a se manifestar, fazendo com que todos tenham que se adaptar a eles e também à condição de celebridades que os poderes lhes trazem.”

Filme muito, muito fraco. Sofrível! Nem tenho o que falar! Passo.

Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 – Francis Lawrence

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“Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) encontra-se no Distrito 13 depois de ter literalmente acabado com os jogos para sempre. Sob a liderança da Presidenta Coin (Julianne Moore) e seguindo os conselhos de seus amigos de confiança, Katniss abre suas asas tanto quanto luta para salvar Peeta (Josh Hutcherson) e toda uma nação movida por sua coragem.”

Começa o filme sobre o meu livro favorito da série Jogos Vorazes. Apesar de Em Chamas ser muito bom, gosto demais de A Esperança. Saindo da arena, podemos ter uma visão melhor dos personagens. Os traumas de Katniss, a bondade de Peeta. E partimos, especialmente, para a luta política. Todos os truques para conseguir o apoio popular. Simplesmente incrível! O filme é muito bom, apesar de não conseguir passar toda a intensidade do livro.

Chef – Jon Favreau

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“Depois de perder seu emprego como chef em um famoso restaurante de Los Angeles, Carl (Jon Favreau), para a surpresa de todos, compra um trailer e passa a fazer e vender comida pelas ruas. Cozinhando e conhecendo pessoas, ele redescobre o amor, o entusiasmo pela vida e como a gastronomia pode ser apaixonante.”

Sou até suspeita para falar sobre um filme que tem a paixão pela culinária como mote principal! Amei, amei, amei! Leve e despretensioso. Vontade de viajar naquele food truck agora!