Monthly Archives

abril 2015

Books

#Resenha: Como ter uma vida normal sendo louca – Camila Fremder e Jana Rosa

Mais uma resenha atrasada no blog! Abril não está sendo fácil, minha gente. Mas, vamos que vamos! O livro desta semana é um dos mais divertidos que já li, junto com O Diário de Bridget Jones e acabou me lembrando muito dele. Como ter uma vida normal sendo louca, escrito pelas maravilhosas Camila Fremder e Jana Rosa, tem como subtítulo: Dicas para lidar com as diversidades e situações do universo feminino. Mas é muito mais que isso. Ele trata com humor de qualidade todas as pequenas loucuras femininas de nosso dia a dia. Afinal de contas, de perto ninguém é normal.

COMO TER UMA VIDA NORMAL SENDO LOUCA_CAPA

Dá uma olhadinha na sinopse:

“Em Como ter uma vida normal sendo louca: a autoajuda definitiva para todas as mulheres, de todas as idades e em todas as situações, Camila Fremder e Jana Rosa presenteiam as leitoras com dicas sobre as mais diversas situações do dia a dia, desde como se livrar de pessoas chatas em aviões, parecer intelectual, mesmo sem ser, até como dizer a um amigo que ele fede. Além disso, ainda ensina como se comportar na festa do encontro da turma da escola depois de muitos anos passados da formatura. O livro é interessante da primeira à última página e apresenta uma visão muito bem humorada de situações que poderiam constranger qualquer pessoa. O prefácio é de Gloria Kalil.”

Camila Fremder e Jana Rosa

Camila Fremder e Jana Rosa

Tem como não amar?

Quando falo que lembrei de O Diário de Bridget Jones é porque enxergo ela em todas as situações que o livro aborda. Certeza que seria seu novo livro de cabeceira! Mas não vejo só a Bridget nas páginas, vejo a mim e a todas as mulheres que conheço. Todas as situações mais complicadas e hilárias pelas quais passamos e só confessamos para nossos melhores amigos!

bridget-jones-644x362

O livro é dividido em vários ensinamentos. A primeira parte é Respeito, Sucesso e Superação, que aborda desde como ser solteira e ser respeitada pela sociedade (Difícil! Muito difícil!), até como seguir a vida após ser taggeada em uma foto feia com muitos likes e comentários. A segunda parte é Amor e relacionamentos. Ri demais com o capítulo: Manual do Psicopata Romântico. Quem nunca teve um desse na vida? E me diverti ao mesmo tempo em que me assustei com os capítulos 7 e 8: o fantasma da ex e o fantasma da próxima. Ninguém entra tão fundo na vida de stalker como nós, mulheres apaixonadas. Ótimo saber que não estamos sozinhas, todos passam por essa fase um dia. A terceira parte, Saúde e Bem-estar, traz o guia da tatuagem errada e dicas preciosas sobre como viver acima do peso sem que ninguém perceba. Na quarta, Vida Profissional e Finanças, elas te ensinam o que fazer se você já passou dos 28 e ainda não se encontrou e como viver no cheque especial. E por último, a quinta parte, Influenciando Pessoas, com o imperdível A mentira nas redes sociais.

2015-04-26 09

Mais real e identificação imediata, impossível! Todo meu amor por este livro!!!

2015-04-26 09.54

“Um livro para todas as loucas normais que levam uma vida como qualquer outra pessoa… Vivendo, estudando, trabalhando, seguindo seus ex agachadas no táxi e forjando acidentes em frente à casa deles, dizendo que foi coincidência e pedindo pra voltar.”
Tatá Werneck

07403197a4f3c8e09d8d5128febdf78f

Books

#Resenha: O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brontë

Que semana corrida, gente! Mas, mesmo com atraso, hoje a resenha do blog é muito especial! Decidi falar sobre O Morro dos Ventos Uivantes, único romance escrito por Emily Brontë. O livro foi lançado em 1847 e é considerado, hoje, como um clássico da literatura. Li, pela primeira vez, quando tinha uns 11 anos de idade e nossa, mudou totalmente minha percepção quanto à leitura. Até então tudo que havia lido era agradável, com mocinhos e mocinhas como personagens principais. E com O Morro dos Ventos Uivantes tudo mudou. Percebi que a literatura pode e deve lhe trazer questionamentos e sentimentos conflitantes. A maioria das pessoas da minha geração irá dizer que foi Harry Potter que despertou o gosto pela leitura deles. Pra mim, foi O Morro dos Ventos Uivantes.

morro dos ventos uivantes

Há alguns anos atrás no auge de Crepúsculo, o livro de Emily Brontë, antes desconhecido para a maioria, virou febre, pois aparecia como um dos livros favoritos da Bella. Qual não deve ter sido a surpresa da maioria das pessoas quando leram a obra.

Apesar de contar a história de um amor que chega a ser mais forte que a morte, O Morro dos Ventos Uivantes é principalmente sobre vingança. A história começa quando o Sr. Lockwood aluga uma propriedade no campo, Thrushcross Grange. Um dia ele resolve fazer uma visita a seu locatário, que é praticamente seu vizinho, Heathcliff, que mora na propriedade Wuthering Heights (O Morro dos Ventos Uivantes). A personalidade de Heathcliff, assustadora e infinitamente interessante logo chama a atenção de Lockwood, assim como todos os habitantes daquele estranho lugar. Paira no ar uma aura de ressentimento e ódio velado em todos eles. Lockwood fica preso lá por causa do mau tempo e tem sonhos perturbadores. Ao voltar para Thrushcross Grange, fica doente e tem que passar os dias confinado em seu quarto. É neste momento que se vê somente na companhia de sua governanta, Ellen Dean, que desde pequena morou em Wuthering Heights e conhece toda a história da família.

WutheringHsscreenDT

Heathcliff possui uma história misteriosa. Foi trazido ainda pequeno pelo Sr. Earnshaw, antigo proprietário do Morro, de uma de suas longas viagens. Sua história antes disso é um grande ponto de interrogação. O carinho que o Sr. Earnshaw tinha para com o menino desagrada profundamente sua esposa e seu filho Hindley. Mas sua filha Catherine logo se aproxima do menino, que possui verdadeira adoração por ela. Quando os pais morrem, Hindley já bem mais velho e casado, assume a propriedade e passa a utilizar todos os meios para humilhar e maltratar Heathcliff. Cathy apesar de amá-lo, sabe que terá um futuro melhor se casando com outra pessoa. Seu vizinho, Edgar Linton, por exemplo, que é rico, bonito e a venera.

Cathy é uma personagem extremamente egoísta e impulsiva. Jamais permite que suas vontades sejam contrariadas. Mas realmente ama Heathcliff. Ama, como ela mesma diz, como ama a si mesma.

original_wuthering-heights-love-quote-art

“— Não é, não — retrucou ela. — É o melhor! Os outros representam a satisfação dos meus caprichos e do desejo de Edgar. Mas este é em intenção de alguém que compreende, no seu próprio ser, os meus sentimentos para com Edgar e para comigo mesma. Não sei expressar-me bem; mas, sem dúvida, você e todo o mundo têm noção de que há ou deverá haver uma existência para além de nos. Qual seria o sentido de eu ter sido criada, se estivesse contida apenas em mim mesma? Os grandes desgostos que tive foram os desgostos de Heathcliff, e eu senti cada um deles desde o início: o que me faz viver é ele. Se tudo o mais acabasse e ele permanecesse, eu continuaria a existir; e, se tudo o mais permanecesse e ele fosse aniquilado, eu não me sentiria mais parte do universo. Meu amor por Linton é como a folhagem de um bosque: o tempo o transformará, tenho a certeza, da mesma forma que o inverno transforma o arvoredo. O meu amor por Heathcliff lembra as rochas eternas: proporciona uma alegria pouco visível, mas é necessário. Nelly, eu sou Heathcliff! Ele está sempre, mas sempre, no meu pensamento; não como uma fonte de satisfação, que eu também não sou para mim mesma, mas como eu própria. Por isso, não torne a falar da nossa separação: ela é impossível e. . .”

tumblr_m5zohiKAzX1qbwxizo1_500

Quando Cathy decide se casar, Heathcliff vai embora sem dizer uma palavra a ninguém. Anos depois retorna e começa uma vingança contra todos os que os separaram. Uma história sobre como o amor pode ser violento e a vingança ultrapassar todos os limites.

Without-you-fanart-pic-wuthering-heights-8008124-797-1000

Heathcliff e Catherine são dois grandes anti-heróis. Cheios de defeitos e muitas vezes cruéis. Mas é impossível não se apaixonar por eles.

“Eu amo o meu assassino… Mas o teu! Como o poderia eu perdoar?”

Wuthering-Heights-Wallpaper-wuthering-heights-15021799-2560-1772

Books

#Resenha: Extraordinário – R.J. Palacio

À primeira vista, você poderia imaginar que Extraordinário é um livro infantil. Mas, apesar de em minha opinião, ser um livro que deveria ser obrigatório nas escolas, é muito mais que isso. É um livro para todas as idades e o mais importante que lhe ensinará grandes coisas.

tumblr_mw1wdcxL9p1st1bupo1_500

Extraordinário conta a história de August Pullman, um menino de dez anos, que nasceu com uma rara síndrome genética, que resultou em deformidade facial. Desde bebê passou por 27 cirurgias e foi educado em casa.

“Médicos vieram de cidades distantes só para me ver, parados ao lado da minha cama sem acreditar. Dizem que só posso ser uma das maravilhas da Criação, e até onde veem não conseguem explicar.”

— Natalie Merchant, Wonder

Sua mãe acredita que seria bom para ele começar a frequentar uma escola normal e conviver com outras crianças. Mas seu pai tem muito medo de como ele será tratado. Todos sabem como as pessoas e especialmente as crianças podem ser cruéis, sem pensar. Auggie também fica com medo no começo, mas depois de conhecer alguns alunos da nova escola, decide tentar.

“A única razão de eu não ser comum é que ninguém além de mim me enxerga dessa forma.”

100_3275

E todo o aprendizado de Auggie e de seus colegas vai entrar e permanecer no coração dos leitores para sempre. O livro mostra o ponto de vista de vários personagens: Auggie, sua irmã, Via, seu amigo da escola, Jack e vários outros personagens. Isto é muito bom, pois mostra como é difícil para as pessoas que convivem com alguém tão diferente e com o preconceito dos que estão em volta.

wonder

“Se forem apenas um pouco mais gentis que o necessário, alguém, em algum lugar, algum dia, poderá reconhecer em vocês, em cada um de vocês, a face de Deus.”

tumblr_mjw0laNRQ31qgsbqgo1_500

“Não precisamos dos olhos para amar, certo? Apenas sentimos dentro de nós.”

“A grandeza não está em ser forte, mas no uso correto da força.”

Meu conselho é: leia! Acompanhar a jornada de August vai ser inesquecível e você aprenderá muito mais do que pode imaginar!

Extraordinario

Books, Filmes

#Resenha: Zodíaco – Robert Graysmith

O Zodíaco é considerado um dos mais conhecidos serial killers da história e só perde em mistério para o Jack, o Estripador. Sua verdadeira identidade jamais foi revelada e ele passou vários anos aterrorizando a população da Califórnia.  Há um detalhe que aumenta ainda mais sua popularidade: ele escrevia cartas para os jornais locais, com enigmas em que dizia estar revelada sua identidade.

Retrato falado do Zodíaco

Em 20 de dezembro de 1968, David Faraday e Bety Lou Jensen estacionaram em frente à estação de bombeamento do lago Herman, em Vallejo, um lugar conhecido pelos casais de namorados da região. Outro carro parou perto deles e um homem corpulento desceu e se aproximou. Evidências afirmam que ele tentou fazer com que os jovens saíssem do carro. Como eles se recusaram, ele atirou no vidro traseiro e no pneu. Quando eles tentaram sair pelo lado do passageiro, o homem atirou em David, deixando-o inconsciente. Bety Lou tentou correr, mas foi atingida e caiu morta há 23 metros de distância. David ainda estava vivo quando a polícia chegou ao local, mas morreu no caminho para o hospital.

David Faraday e Bety Lou Jensen

David Faraday e Bety Lou Jensen

No feriado de 04 de julho de 1969, Darlene Ferrin saiu de carro com seu amigo Mike Mageau. Logo após saírem da casa de Mike, ele percebeu que estavam sendo seguidos por um carro de cor clara. Darlene tentou fazer várias conversões para se livrar de seu perseguidor, mas estava sendo conduzida para os arredores da cidade. Quando finalmente estacionaram, o carro parou quase emparelhado ao deles. Mike perguntou se Darlene conhecia o motorista e ela disse para ele não se preocupar. Pouco tempo depois, eles respiraram aliviados quando o carro partiu. Mas a alegria durou pouco e cinco minutos depois, o carro estacionou novamente ao lado deles. Uma luz ofuscante foi lançada contra o carro deles e pouco depois os disparos começaram. Darlene foi atingida nove vezes e morreu. Mike ficou muito ferido, com tiros no braço, perna esquerda, pescoço e face, mas sobreviveu. Naquela mesma noite, a delegacia de Vallejo receberia uma ligação perturbadora:

“Darlene tinha chegado morta ao hospital à 0h38. Exatamente à 0h40, de um telefone público, um homem ligou para a delegacia de Vallejo, por meio de uma telefonista. Nancy Slover, operadora da central telefônica da polícia, atendeu. – Quero informar um duplo assassinato — o homem falou. A voz dele não enfatizava as palavras, e pareceu a Nancy que o homem estava lendo o que dizia. Ou que tinha ensaiado aquilo. – Se vocês andarem 1 quilômetro e meio para leste, na Columbus Parkway, em direção ao parque público, vão encontrar jovens em um carro marrom. A voz do desconhecido era firme e consistente, clara, mas imperativa. Nancy tentou interrompê-lo, para obter maiores informações, mas o homem falava alto, encobrindo a voz dela. Para Nancy, a voz parecia ser a de um adulto. Ele não parou de falar até que terminasse de dar sua declaração. – Eles foram mortos com uma Luger 9 mm. Eu também matei aqueles garotos no ano passado. — Adeus. Quando o homem disse “adeus”, sua voz ficou mais profunda e ameaçadora. Nancy ouviu o som do telefone sendo colocado no gancho e ficou escutando o ruído da linha telefônica.”

DarleneFerrin65

Darlene Ferrin

Pouco tempo depois, chegou uma carta ao jornal São Francisco Chronicle.

“O envelope que chegou ao São Francisco Chronicle apresentava um carimbo do correio de São Francisco e tinha dois selos de 6 centavos, com a efígie de Roosevelt, colocados verticalmente um acima do outro. A carta contida nele, escrita em letras miúdas e espremidas, que descambava para a direita ao chegar perto do pé da página, era fria e ameaçadora. Junto da carta, havia a terça parte de um criptograma impresso com perfeição, composto de símbolos estranhos. Era uma carta endereçada ao editor. Nela, o autor assumia a responsabilidade pelas mortes de David, Betty Lou e Darlene.”

Robert Graysmith, autor de Zodíaco, trabalhava na redação do Chronicle, como cartunista. Quando a primeira carta chegou, ficou completamente fascinado.

afa-192646

“Isso rondava no fundo da minha mente enquanto eu olhava o pequeno texto da carta. Fui tomado por várias emoções, mas principalmente senti profunda raiva diante da frieza, arrogância e insanidade do assassino. Como chargista da página de opinião, desenvolve-se um forte senso de justiça, uma necessidade de mudar as coisas, e, como pintor e cartunista, eu trabalhava com símbolos todos os dias. As ferramentas daminha profissão estavam sendo deturpadas e apropriadas por um assassino. Por volta dessa época, nenhum assassino desde Jack, o Estripador, escrevera à imprensa e zombara da polícia com pistas sobre a sua identidade. A estranheza da carta me enredou. Irrevogavelmente fisgado, imediatamente obcecado, eu queria solucionar o que sentia que iria se tomar um dos maiores mistérios da história.”

A carta continha um enigma que era formado por três partes. Cada uma delas havia sido enviada para um jornal diferente: Chronicle, São Francisco Examiner e Vallejo Times-Herald. O assassino dizia na carta, que no código estava sua verdadeira identidade. Apesar de todos os esforços da polícia, a solução do enigma veio de um casal que resolveu tentar resolver o criptograma: Donald Gene Harden, 41 anos, professor de história e economia e sua esposa, Betty June Harden. Mas o nome do assassino, é claro, não estava nele.

105760

Este foi o início de uma relação estreita entre o Zodíaco e os meios de comunicação, que se estendeu até 1974. Há seis casos confirmados de vítimas do Zodíaco, mas em suas cartas ele dizia haver muito mais.

Robert tornou-se obcecado pelo caso. Ele conta que o fascínio inicial era pelos símbolos enviados pelo assassino, mas logo se viu determinado a ajudar a desvendar as pistas deixadas por ele e revelar sua verdadeira identidade. O livro que escreveu no processo é incrivelmente bem detalhado, principalmente levando em conta os muitos suspeitos, jurisdições diferentes em que os crimes ocorreram e vítimas sobreviventes e testemunhas que decidiram desaparecer. Pela primeira vez, temos um olhar completo sobre a história, inclusive com as cartas completas enviadas aos jornais, que não foram publicadas na íntegra.

Uma história intrigante, que você não consegue largar até chegar à última página. De tirar o fôlego!

zodiaco-david-fincher-cartaz-2-fragment

O livro teve sua adaptação para o cinema, com Jake Gyllenhaalal, maravilhoso no papel de Robert. O filme explora um pouco mais sobre a vida pessoal do cartunista e como sua obsessão acabou com seu casamento e o levou a estar perigosamente próximo da verdade. Imperdível!

Books, Filmes

#Resenha: O Iluminado – Stephen King

“Era também nesse apartamento que se achava, encostado à parede oeste, um gigantesco relógio de ébano. Seu pêndulo oscilava de um lado para o outro com um bater surdo, pesado, monótono; quando o ponteiro dos minutos completava o circuito do mostrador e o relógio ia dar as horas, de seus pulmões de bronze brotava um som claro, alto, grave e extremamente musical, mas em tom tão enfático e peculiar que, ao final de cada hora, os músicos da orquestra se viam obrigados a interromper momentaneamente a apresentação para escutar-lhe o som; com isso os dançarinos forçosamente tinham de parar as evoluções da valsa e, por um breve instante, todo o alegre grupo mostrava-se perturbado; enquanto ainda soavam os carrilhões do relógio, observava-se que os mais frívolos empalideciam e os mais velhos e serenos passavam a mão pela teste, como se estivessem num confuso devaneio ou meditação. Mas, assim que os ecos desapareciam interiormente, risinhos levianos logo se riam do próprio nervosismo e insensatez e, em sussurros, diziam uns aos outros que o próximo soar de horas não produziria neles a mesma emoção; mas, após um lapso de sessenta minutos (que abrangem três mil e seiscentos segundos do tempo que voa), quando o relógio dava novamente as horas, acontecia a mesma perturbação e idênticos tremores e gestos de meditação de antes.”

A Máscara da Morte Rubra – Edgar Allan Poe

Com O Iluminado, fiz o caminho inverso: assisti primeiro e só li depois de um bom tempo. O filme se tornou o meu preferido de terror, sem sombra de dúvidas. Mas logo descobri que Stephen King odiou a adaptação para o cinema de Stanley Kubrick. Portanto, cheguei até a pensar, que quando lesse, continuaria a preferir o filme. Mas, na verdade, adorei o livro! Cheguei à conclusão de que os dois são brilhantes, mesmo tendo diferenças significativas, sim, entre si.

IluminadoPoster

Terminei a releitura de O Iluminado ontem à noite. Havia lido pela primeira vez há uns cinco anos e pensei: bem, desta vez vai ser mais tranquilo. Ledo engano, meus caros! O livro conseguiu, novamente, me gelar até os ossos. Ler Stephen King é uma verdadeira experiência. Ele consegue te transportar inteiramente para uma situação. Você realmente entra na mente dos personagens e a tensão vai aumentando de uma forma, que se torna praticamente insuportável no final.

O Iluminado conta a história da família Torrance: Jack, Wendy e seu filho Danny. Danny nasceu com o rosto envolvido no saco amniótico e sua mãe nunca se esqueceu disso, dizem que crianças assim possuem sexto sentido. Desde pequeno, ele sempre parecia saber o que seus pais estavam pensando, onde coisas perdidas estavam e tinha um amigo imaginário: Tony, que lhe mostrava coisas que iriam acontecer.

im4j

Jack era um aspirante a escritor e professor de uma famosa escola preparatória. Mas tem um grave problema: o alcoolismo. Em uma noite especialmente terrível, quebra o braço de Danny, ao ver que ele derramou cerveja na peça que estava escrevendo. Depois de um terrível acidente, fica sóbrio. Mas sua luta é um verdadeiro inferno e um dia, mesmo sóbrio, acaba agredindo um aluno e perde seu emprego.

A situação da família deteriora rapidamente e ele se vê com uma última oportunidade para recuperar seu casamento e sua carreira. Um amigo lhe oferece um emprego como zelador do hotel Overlook, no Colorado. O Overlook foi construído entre 1907 e 1909 e mudou várias vezes de dono, durante os anos. Apesar de imenso e de ter uma história muito conhecida e por vezes muito infame, pela primeira vez o hotel passou a dar lucro. Isto porque, antes da administração atual, o hotel ficava isolado no inverno, sem ninguém que cuidasse do lugar, o que causava muitos danos devido às baixas temperaturas. Por isso, foi criado o cargo de zelador para o inverno. Um trabalho especialmente difícil e que requer as pessoas certas. Durante boa parte do inverno, o hotel fica completamente isolado por montanhas de neve. As estradas somem, os helicópteros não chegam, devido às tempestades, e as linhas de comunicação param de funcionar.

timberline-lodge-2

O gerente do hotel, que entrevista Jack Torrance para o trabalho, tem sérias reservas quanto a contratá-lo, com sua família.

“- Não vejo nenhuma ligação entre a história gloriosa do Overlook, e sua impressão de que eu seja a pessoa errada para ocupar o cargo, Sr. Ullman – disse Jack. – Uma das razões pela perda de tanto dinheiro reside no fato de ocorrer uma depreciação a cada inverno. Esta depreciação diminui a margem de lucro, mais do que se possa pensar, Sr. Torrance. Os invernos são profundamente cruéis. A fim de suportar o problema, criei o cargo de operador de caldeira em regime de tempo integral e rotativo. Consertar os vazamentos, pois isso acontece, e fazer reparos, de tal forma que os elementos não fiquem sem um ponto de apoio. Estar em constante alerta em toda e qualquer contingência. Durante nosso primeiro inverno, empreguei uma família ao invés de um único homem. Foi uma tragédia. Uma tragédia terrível. Ullman olhou Jack friamente. – Cometi um erro. Admito. O homem era beberrão. (…) Sim, o Sr. Shockley me disse que o senhor não bebe mais. Ele também me contou sobre seu último emprego… seu último cargo de confiança, digamos assim. O senhor ensinava Inglês numa escola em Vermont. Perdeu o controle. (…) No inverno de 1970/71, depois da reforma do Overlook, e antes da nossa primeira temporada, admiti este… este coitado chamado Delbert Grady. Mudou-se para as dependências que o senhor e sua família irão ocupar. Ele tinha mulher e duas filhas. Eu tinha minhas preocupações a respeito, sendo as principais a dureza do inverno e isolamento dos Gradys do mundo exterior, por cinco ou seis meses. (…) Era melhor para um homem estar junto de sua família. (…) Acho que o que aconteceu foi o resultado de excesso de uísque barato, que Grady tinha em grande estoque, e que era de meu total desconhecimento, e uma situação curiosa que se chamava “febre da cabana”. Conhece a expressão? – Ullman deu um sorrisinho superior, pronto para a necessária explicação, assim que Jack admitisse sua ignorância, mas o rapaz folgou em responder rápida e decisivamente. “É uma gíria para uma reação de claustrofobia que pode ocorrer quando um grupo de pessoas é confinado. A sensação de claustrofobia é exteriorizada na forma de antipatia pelas pessoas que estão confinadas em sua companhia. Em casos extremos, isto pode resultar em alucinações e violência… já houve, inclusive, casos de assassinato gerado por problemas sem importância, tais como uma comida queimada ou uma discussão sobre quem deveria lavar os pratos. (…) Acho que o senhor se enganou em relação ao assunto. Ele os agrediu? – Matou-os, Sr. Torrance, e depois cometeu suicídio. Matou as duas meninas com um machadinho, a mulher com um revólver e se suicidou da mesma forma. Sua perna estava quebrada. Sem dúvida, deveria estar tão bêbado, que rolou escada abaixo.”

the-shining-dead-girls

Jack, porém, não leva a sério os avisos do gerente e aceita o trabalho. Seu plano é aproveitar este tempo de isolamento para terminar de escrever sua nova peça.  Enquanto isto, Danny está sendo avisado por Tony de que este não é um bom lugar para eles. Mas o garoto não conta nada a seus pais, pois sabe como a família precisa deste recomeço.

Ao chegarem ao hotel, no último dia da temporada, Danny vê coisas terríveis em alguns dos lugares por onde passam. Mas também faz um novo amigo, o Sr. Hallorann, o cozinheiro do hotel. Desde o início, os dois se entendem como ninguém. Uma ligação muito forte. O Sr. Hallorann conhece o segredo de Danny. E é ele que explicará a Danny sobre o hotel.

ba589e58210b7119f9d7672b3cc37fdd

“- Muito bem – falou Hallorann. Mexeu com as chaves dentro do bolso da jaqueta azul e abriu o porta-malas. Levantando as malas disse: – Você é iluminado, garoto. Mais do que qualquer outro que já conheci em minha vida. E veja que vou completar sessenta anos em janeiro próximo. – Hum? – Você é especial – disse Hallorann, voltando-se para ele. – Sempre chamei isto de luz interior. Era como minha avó chamava, também. Ela tinha. Costumávamos sentar na cozinha quando eu era um menino da sua idade, e tínhamos longas conversas sem sequer abrir a boca. – É mesmo? Hallorann sorriu ao ver Danny boquiaberto, com uma expressão quase faminta e disse: – Venha e entre no carro comigo um pouco. Quero conversar com você. (…)- Agora, ouça – falou Hallorann, segurando as duas mãos de Danny. – Já tive sonhos maus aqui, e já tive sensações desagradáveis. Já trabalhei aqui durante duas temporadas, e talvez por uma dúzia de vezes já tive… bem, pesadelos. E talvez, por meia dúzia de vezes pensei ter visto coisas. Não, não direi o quê. Não são para meninos como você. Coisas sórdidas, apenas. Uma vez, foi alguma coisa relacionada com a droga daqueles arbustos, tosquiados para parecerem animais. Outra vez, foi uma empregada, Delores Vickery era seu nome, e ela era um pouco iluminada, mas não creio que soubesse. O Sr. Ullman demitiu-a… você sabe o que é isso, rapaz? – Sim, senhor – respondeu Danny , candidamente. – Meu pai foi demitido da escola, e eu acho que é por isso que estamos no Colorado. – Bem, o Sr. Ullman demitiu-a porque ela afirmou ter visto alguma coisa em um dos quartos onde… bem, onde aconteceu uma coisa ruim. Era o quarto 217, e quero que me prometa que não vai lá, Danny. O inverno inteiro. Mantenha-se afastado. – Está bem – disse Danny . – A senhora, a camareira, ela lhe pediu para ir ver? – Pediu. E havia uma coisa ruim lá. Mas… não acho que era uma coisa ruim que pudesse ferir qualquer um, Danny , é o que estou tentando dizer. Os iluminados às vezes podem ver coisas que vão acontecer, e acho que, às vezes, podem ver coisas que aconteceram. Como se fossem desenhos num livro. Já viu algum desenho num livro, que o tenha apavorado, Danny ? – Já – respondeu o menino, pensando na história do Barba Azul, e o desenho era da mulher do Barba Azul abrindo a porta e vendo as cabeças. – Mas sabia que não o feriam, não sabia? – Si… im – disse Danny, um pouco incerto. – Bem, assim é neste hotel. Não sei por que, mas parece que todas as coisas ruins que já aconteceram aqui ainda têm pedacinhos espalhados, como pedacinhos de unha cortada ou melecas que alguém muito porco limpou debaixo de uma cadeira. Não sei por que só aqui, coisas ruins acontecem em todo hotel do mundo, acho eu, e já trabalhei numa porção deles e nunca tive problemas. Só aqui. Mas, Danny , não acho que essas coisas possam atingir qualquer pessoa. – Enfatizou cada palavra da frase sacudindo de leve os ombros do menino. – Portanto, se enxergar alguma coisa, num corredor, quarto ou lá fora perto dos arbustos… olhe para o outro lado e, quando se voltar, já terá desaparecido. Está bem?”

E, assim, quando todos os funcionários e hóspedes se despedem do Overlook, passamos, com a família Torrance, a conhecer verdadeiramente o hotel. Uma experiência que você jamais irá esquecer. Cada canto do Overlook tem uma memória sombria. Os corredores, os quartos, o elevador jamais estão vazios. E quanto mais a sensação de isolamento do mundo exterior cresce, mais cresce a certeza de que eles não estão sozinhos ali dentro.

hotel-overlook

Stephen King é um mestre. Fez-me ter medo até mesmo de uma mangueira de incêndio. E o que dizer sobre o elevador do Overlook? Como diria um dos personagens do livro, ninguém me faria chegar a 200 km daquele lugar. O Overlook te seduz e te afasta com forças impressionantes. Você quer saber tudo sobre ele e, ao mesmo tempo, ficar o mais longe possível de lá.

Excepcional! Não existe outra palavra para ambos: filme e livro!

Capa O Iluminado_SUMA_Nova.indd

“Ficaram olhando o carro até o perderem de vista, no declive. Quando desapareceu, os três se entreolharam em silêncio, e quase apavorados. Estavam sozinhos. Folhas de álamo rodopiavam e deslizavam sem rumo, pela grama muito bem cortada e longe dos olhos de qualquer hóspede. Não havia ninguém para ver as folhas de outono correndo furtivas pela grama, só os três. Jack teve uma curiosa sensação de voltar atrás, como se sua vida se tivesse reduzido a uma simples faísca, enquanto o hotel e o solo de repente duplicavam seu tamanho e tornavam-se sinistros, sufocando-os como que dotados de poder inanimado.”

Print

Books

Concluindo – Março/2015

E lá se foi o mês de março! Passou muito rápido, mas foi bem produtivo para as leituras! Ufaaa… O Goodreads já estava me cobrando! Rsrsrs Durante este mês, li seis livros. De dois deles, fiz resenha no blog: A Resposta, da Kathryn Stockett e A Mulher Calada, da Janet Malcolm.

Para concluir o mês, segue um pouquinho sobre os outros livros lidos:

Bliss – Lauren Myracle

bliss_cover__span

Quando vi o vídeo sobre Bliss, no canal da Tati Feltrin, já fiquei louca para ler. A história se passa em 1969. Bliss foi criada em uma comunidade, por seus pais hippies. Sempre envolvida em festivais e manifestações. Quando ela completa 14 anos, seus pais decidem mudar para o Canadá e a levam para morar com sua avó, uma senhora rica e tradicional, que tem pavor de tudo que foge da normalidade.  Logo, a avó de Bliss a matricula em uma escola conceituada e pela primeira vez ela terá uma educação formal.

Apesar de todas as diferenças entre ela e seus novos colegas, Bliss não fica sozinha. Todos querem conhece-la, nem que seja apenas pela curiosidade de saber como era viver em uma comunidade. Muito deste interesse, em parte, pois os assassinatos cometidos pela família Manson estão sendo noticiados o tempo inteiro pelos jornais e TV.

Bliss apesar de se adaptar bem e começar a gostar de sua nova vida, também passa por grandes dilemas, como enfrentar o preconceito racial ainda tão vivo, especialmente no momento de integração promovido nas escolas. E tudo se agrava, quando ela resolve ser amiga de uma das meninas mais excluídas da escola.

Além de tudo isso, Bliss tem um dom e começa a ouvir vozes nos prédios da escola, clamando por sangue. E ela não demorará a descobrir que está no centro de uma armadilha.

O livro é muito bom e te prende do começo ao fim. Não fiz uma resenha logo que acabei, porque, confesso, fiquei digerindo o final por uns bons dias. O livro tem um fechamento muito bom, mas não é nem de perto o que o leitor quer. Mas, depois de pensar muito, acho que foi uma decisão muito inteligente da autora. Seria muito fácil de outra maneira!

Infelizmente, o livro não foi traduzido!

Sejamos todos feministas – Chimamanda Ngozi Adichie

A1YcHusVDfL._SL1500_

Sejamos todos feministas não foi criado como um livro a princípio. Na verdade, foi uma palestra dada por Chimamanda Adichie para o TED Talks (uma plataforma de diálogo excelente, que está trazendo algumas das melhores discussões dos últimos anos). Chimamanda é uma escritora nigeriana, que tem atraído uma legião de fãs. Seu livro mais famoso, Americanah, está entre os mais desejados da minha lista!!! Principalmente, depois de ter lido Sejamos todos feministas. Que sensacional! Ela já começa seu texto nos contando sobre a primeira vez que foi chamada de feminista:

“Okoloma era um dos meus melhores amigos de infância. Morávamos na mesma rua e ele cuidava de mim como um irmão mais velho: quando eu gostava de um garoto, pedia a opinião dele. Engraçado e inteligente, usava uma bota de caubói de bico pontudo. Em dezembro de 2005, ele morreu num acidente de avião, no sudoeste da Nigéria. Até hoje não sei expressar o que senti. Era uma pessoa com quem eu podia discutir, rir e ter conversas sinceras. E também foi o primeiro a me chamar de feminista. Eu tinha catorze anos. Um dia, na casa dele, discutíamos — metralhávamos opiniões imaturas sobre livros que havíamos lido. Não lembro exatamente o teor da conversa. Mas eu estava no meio de uma argumentação quando Okolomo olhou para mim e disse: “Sabe de uma coisa? Você é feminista!” Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele — era como se dissesse: “Você apoia o terrorismo!”. Não sabia o que a palavra “feminista” significava. E não queria que Okoloma soubesse que eu não sabia. Então disfarcei e continuei argumentando. A primeira coisa que faria ao chegar em casa seria procurar a palavra no dicionário.”

Só por este parágrafo já podemos notar o quão entranhada está a mentalidade de que o feminismo é algo negativo, coisa de mulheres que odeiam os homens. Sendo que o cerne do feminismo é somente a igualdade. Uma igualdade que apesar do pensamento da maioria, ainda está longe de ser alcançada.

E assim, ela nos conta, em um texto delicioso, sobre várias situações enfrentadas por ela e pessoas próximas ao longo de sua vida e, como, sim, todos nós devemos ser feministas, homens e mulheres.

“Quando eu estava no primário, em Nsukka, uma cidade universitária no sudeste da Nigéria, no começo do ano letivo a professora anunciou que iria dar uma prova e quem tirasse a nota mais alta seria o monitor da classe. Ser monitor era muito importante. Ele podia anotar, diariamente, o nome dos colegas baderneiros, o que por si só já era ter um poder enorme; além disso, ele podia circular pela sala empunhando uma vara, patrulhando a turma do fundão. É claro que o monitor não podia usar a vara. Mas era uma ideia empolgante para uma criança de nove anos, como eu. Eu queria muito ser a monitora da minha classe. E tirei a nota mais alta. Mas, para minha surpresa, a professora disse que o monitor seria um menino. Ela havia se esquecido de esclarecer esse ponto, achou que fosse óbvio.”

O momento não poderia ser mais propício para esta leitura. Principalmente, porque está acontecendo uma verdadeira revolução, mesmo que pouco a pouco, na consciência das mulheres. Uma verdadeira onda de empoderamento feminino. Não são aceitas mais campanhas claramente sexistas, que há alguns anos atrás seriam consideradas perfeitamente naturais. As mulheres lutam, seja em seu trabalho, em seus lares ou até mesmo em seus discursos no Oscar, para incutir consciência sobre a igualdade que desejamos e merecemos.

Leitura obrigatória, para todos os gêneros!

“Minha bisavó, pelas histórias que ouvi, era feminista. Ela fugiu da casa do sujeito com quem não queria se casar e se casou com o homem que escolheu. Ela resistiu, protestou, falou alto quando se viu privada de espaço e acesso por ser do sexo feminino. Ela não conhecia a palavra “feminista”. Mas nem por isso ela não era uma. Mais mulheres deveriam reivindicar essa palavra. O melhor exemplo de feminista que conheço é o meu irmão Kene, que também é um jovem legal, bonito e muito másculo. A meu ver, feminista é o homem ou a mulher que diz: “Sim, existe um problema de gênero ainda hoje e temos que resolvê-lo, temos que melhorar”. Todos nós, mulheres e homens, temos que melhorar.”

Regras da Comida – Michael Pollan

Regras-da-Comida1

Regras da Comida é um livro curtinho e despretensioso, mas que traz conselhos simples e funcionais para uma alimentação mais saudável. Se você se interessa por reeducação alimentar e já procurou por blogs e documentários sobre o assunto, já se deparou com a maioria das dicas do livro. Mas, o modo prático e direto, com que são colocadas aqui irá facilitar, e muito, na sua memorização!

Alguns exemplos:

Regra 07 – Evite produtos alimentícios que contenham ingredientes que um aluno do terceiro ano não consiga pronunciar.

Regra 20 – Não é comida se chegou pela janela de seu carro.

Regra 21 – Não é comida se tem o mesmo nome em todas as línguas. (Pense em Big Mac, Cheetos ou Pringles.)

Cilada – Harlan Coben

cilada-harlan-coben

E esta foi a última leitura de março. Fiquei louca para ler este livro só de olhar a capa! O livro possui duas tramas paralelas: a de Haley McWaid, uma obediente garota de 17 anos, que nunca cometeu nenhum deslize, mas uma noite não volta para casa e a de Dan Mercer, um assistente social, que é acusado de pedofilia, por um famoso programa de televisão. O subtítulo do livro é Ninguém consegue escapar das próprias mentiras e em todo o livro vamos descobrindo a vida dupla dos personagens. Todos têm algo a esconder, algo que preferiam esquecer. A leitura é rápida e muito gostosa. Mas me decepcionei um pouco com o final. O autor coloca muitos plot twists nos últimos capítulos da história e me deixou com a sensação de correria, de mal finalizado.

Bom, é isso: mês concluído e sensação de dever cumprido! Que venha abril, com livros ainda melhores!!!

11057336_1093371120688843_7648849065766156649_n