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O Segredo J – Carlos Lopes

Semana passada, tive uma grata surpresa na fanpage do blog! A Luciana Sendyk, uma querida, entrou em contato comigo para falar sobre o livro O Segredo J, do Carlos Lopes. Ela me enviou a sinopse e depois o primeiro capítulo. Achei muito legal e resolvi deixar a dica aqui.

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Segue a sinopse:

“Em 1943, durante a Segunda Grande Guerra, o presidente norte-americano Franklin Groosevelt esteve em Natal no Rio Grande do Norte para “cobrar” o apoio de Tertúlio Fragas, o presidente nada democrático do Brasil. Nessa reunião é revelado um segredo que obrigaria Fragas a tirar a própria vida anos depois. Em 1968, com a promulgação do quinto Ato Institucional, que cassa o povo e o Congresso, o jornalista Jonas Jovem é preso enquanto revolucionários sequestram embaixadores e os americanos preparam-se para conquistar a Lua. Exilado, Jonas percorre os submundos de Nova Iorque, Londres, Rio de Janeiro e Paris ao lado de figuras como Sick Jegue e Brian Jonas da banda inglesa The Coming Home; os compositores Raul Orixás Queixas e Paulo Lebre; o guitarrista Jimi Hemps; a cantora de blues Jane Jocklin; Jim Jorrison, o vocalista da banda The Windows e o guitarrista dos Beatels, John Lendo. Todos, incluindo os presidentes brasileiros cassados pela “revolução” de 1964, buscam o auxílio de uma outra “raça” enquanto tentam tornar público “O Segredo J”…”

Misturando personagens muito conhecidos e fatos históricos, com elementos fantásticos, o autor consegue prender sua atenção logo no começo da história.

Particularmente, amo ler sobre esses períodos da história brasileira (Era Vargas e Ditadura Militar) e estou ansiosa pelo desenrolar da história. Um ponto alto, com certeza, será a personagem inspirada em Janis Joplin.

Encontrei o e-book na Amazon. Inclusive, está disponível para o Kindle Unlimited. Vale a pena conferir!

Books, Clássicos

#Resenha: O Tempo e O Vento – Érico Veríssimo

E, depois de alguns meses, finalmente terminei O Tempo e O Vento. Junto com a satisfação de praticamente um dever cumprido, vem aquela tristeza, tão familiar aos leitores, que em maior e menor grau temos ao terminar uma história. No caso de O Tempo e o Vento é uma tristeza como a perda de sua própria família. Porque é assim que os Terra, Quadros e Cambará passam a habitar em meu coração, como família. Seus amigos queridos são meus e suas dores, sinto-as todas. Apaixono-me e exaspero-me com seus personagens. Os julgo como julgaria os que estão a minha volta e a mim mesma. Não são todas as leituras de nossas vidas que nos trarão uma carga de sentimentos tão grande, que espelharão nossa alma, que nos farão amar e odiar, e repensar nosso posicionamento perante a vida. Infelizmente, não são todas. Por isto, não tenha dúvidas em se aventurar por estas páginas.

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O Tempo e O Vento conta a história do Rio Grande do Sul juntamente com a história da família Terra Cambará. Dividido em três partes: O Continente, O Retrato e O Arquipélago. Desde o tempo das missões, com Pedro Missioneiro e seu encontro com Ana Terra, Érico Veríssimo nos traz uma história mágica e envolvente, que te faz sentir parte daquela terra, de sua tradição e de seu povo. Repleta de mulheres fortíssimas e homens profundamente apaixonados, seja por uma mulher, por sua terra ou pela guerra. Traz personagens inesquecíveis, como Ana, um certo Capitão Rodrigo, Bibiana, Maria Valéria e, por que não, Rodrigo, que me levou às raias do desespero com seu egocentrismo, mas que acabei por amar, sem perceber bem quando. Também traz personagens dúbios e misteriosos, como Luiza, e outros tão sólidos e, à primeira vista, simples, como Toríbio e Liroca (tão fáceis de amar). Além de Floriano, no qual enxergo todas as minhas dúvidas e incertezas, toda a sensação de ver a vida passar, sem ter a certeza de estar participando.

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Não tem como explicar facilmente o que é esta saga e o que ela lhe proporciona. Talvez por isto, esta resenha seja tão emocional. Fica a tentativa de que você leia, simplesmente, e que possa ter esta mesma sensação que tenho ao final.

“O vento uiva, fazendo matraquear as vidraças. Bibiana Terra Cambará sorri, leva o indicador aos lábios, como a pedir silêncio, e, estendendo a mão na direção da janela, sussurra:

– Está ouvindo?”

O Continente – Vol. II

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Comics, DC, HQ, Marvel, Quadrinhos

“O horror! O horror!”

Depois de longos e tenebrosos meses, o blog volta à ativa. Shame on me! Mas, pelo menos, nesta pausa não parei as leituras. Muito pelo contrário, achei um novo segmento: os quadrinhos! Nunca tinha curtido muito ler quadrinhos, a não ser quando era criança e aguardava ansiosamente pelo Almanacão de Férias, da Turma da Mônica. Tudo mudou quando conheci o canal do Pipoca e Nanquim, por indicação em um vídeo da Tati Feltrim. Resolvi dar uma conferida, obviamente levada pelo boom de filmes da Marvel e da DC deste ano e dos próximos que vêm por aí. No final das contas, acabei ficando apaixonada.

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Percebi que nossos gostos estão sempre em mutação. Essa mudança já começara a ocorrer com os livros e filmes de ficção científica, que antes eu passava longe e hoje estão entre os meus favoritos. Estes novos universos fantásticos casam maravilhosamente bem nos quadrinhos. Obviamente, que este é só um segmento, há quadrinhos para todos os temas e gostos, mas por enquanto estes são os meus favoritos!

Para fazer uma lista do que li, decidi dividir por personagens. Segue, então:

Demolidor

O primeiro quadrinho que comprei! Claro, por causa da minha paixão absoluta pela série da Netflix! Comprei o encadernado #8 da Panini, que conta a história da mãe de Matt Murdock, além de alguns outros arcos. Única tristeza: não ter comprado os volumes anteriores para poder acompanhar melhor, agora vou ter que procurar!

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O segundo de Demolidor, ganhei! E é provavelmente meu preferido entre os que tenho: Demolidor por Frank Miller & Klaus Janson – Vol. 1. Frank Miller revolucionou a história do Demolidor. Se não fosse por sua entrada no título, provavelmente não teríamos a série do personagem hoje! Imperdível! E a boa notícia é que o volume 2 acaba de ser lançado.

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Batman

Essa é a coleção que mais cresceu!!! Claro, porque é o meu favorito! Já tinha Batman: Ano Um, do (um doce pra quem adivinhar) Frank Miller e David Mazzucchelli. Comprei por impulso, porque amo o personagem, mas não tinha lido. Um pecado! Sensacional! Frank já havia escrito Batman: O Cavaleiro das Trevas e foi escolhido para uma reformulação que a DC havia proposto para seus personagens. Na verdade, ao contrário de outros heróis, a história de Batman não havia ficado datada, portanto o desafio era recontar uma origem considerada perfeita, refinando-a. O que ele fez com maestria!

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Li depois A Corte das Corujas e A Noite das Corujas, primeiro arco do Batman em Os Novos 52, reformulação geral da DC Comics. Gostei muito dos títulos. É bem sombrio e te deixa tenso o tempo todo! E considero os vilões da história realmente excelentes.

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E, em um golpe de sorte, resolvi comprar O Longo Dia das Bruxas. Não sabia nada sobre a história e ameiiii! Tem meus dois vilões preferidos: Coringa e Harvey Dent (no caminho para se tornar Duas Caras).

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Li também Lendas do Cavaleiro das Trevas vol. 2, do Neal Adams. Divertido, muito diferente das outras histórias que conhecia. Mais antiga, com nazistas como inimigos e Robin.

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Pra finalizar as leituras de Batman, A Piada Mortal e Coringa. Separados obviamente, porque aqui o foco não é o Batman. Inclusive, em Coringa ele praticamente não aparece. Enquanto em A Piada Mortal vemos as origens do vilão, em Coringa acompanhamos seu dia a dia, após ser liberado de Arkham. Sem dúvida, dois clássicos! E Coringa é sensacional, uma das melhores (poucas) HQs que já li.

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X-Men

Assim que comecei a me interessar por quadrinhos, encontrei a Saga da Fênix Negra nas bancas. Tinha um pé atrás com X-Men por causa dos filmes, não consigo gostar. Mas já tinha visto muitos comentários sobre a Fênix Negra e resolvi arriscar. No final das contas, detesto os filmes, mas amooo os quadrinhos dos X-Men e a saga da Fênix é incrível! Muito diferente do filme, não se prenda a isso!

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Depois tive a sorte de me deparar com os encadernados que a Panini está lançando de Massacre. Outra saga sensacional, apesar de ter gostado muito mais do primeiro encadernado, por enquanto. No segundo, a história não caminha praticamente, ficamos entre os personagens da X-Force, X-Factor e Homem-Aranha, sem muito do plot principal, mas obviamente é necessário. Ansiosa pelos próximos!

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Quarteto Fantástico

Já falei sobre como não gosto dos filmes dos X-Men (um adendo, gostei de First Class e, em menor escala, de Dias de um Futuro Esquecido)? Pois é, isso não é nada perto de quanto detestei os filmes do Quarteto Fantástico. Come on, people? Se é pra fazer isso, devolve logo os direitos pra Marvel, porque não agradou ninguém, nem antes, nem agora. Mas encontrei a Coleção Histórica Marvel do Quarteto e resolvi arriscar. Primeiro por ser a base dos heróis da Marvel. E segundo, já tinha gostado de tantas coisas que não imaginava. Por que não? Outra decisão acertada! Os dois primeiros volumes trazem Galactus, o Vigia, o Surfista Prateado. É realmente um achado pra quem está começando, como eu, neste universo. O terceiro não achei tão legal, afinal o Quarteto Terrível pra mim é risível…Pete Pote de Cola? Até o Coisa ri disso. Mas mesmo assim é muito divertido. O quarto ainda estou lendo, mas por enquanto se baseia na amizade entre o Tocha e Homem-Aranha, que já estava sendo explorada no terceiro.

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Superman

Comprei Superman – À Prova de Balas, um capa dura de mais de 680 páginas. Por que? É lindo, e eu sabia que se não comprasse, ia me arrepender. Superman não está entre os meus favoritos, mas realmente este encadernado é maravilhoso. Me deu uma outra visão sobre o personagem. Gosto que ele tenha tantas dúvidas, tantos momentos de fraqueza. Me fez gostar mais dele!

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Comecei a ler também Injustiça. Terminei o ano 1 e… nossa!!! Incrível! Must read, sem sombra de dúvidas! Uma história que está me tirando do sério de tanta raiva. Damian Wayne, como detesto! E a Mulher Maravilha? Completamente diferente! Adoro e odeio ao mesmo tempo! Sensacional!

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Bom, isto é um resumo do que estou lendo. Como certeza, vem muito mais por aí. Mesmo por que, não conseguiria parar! Ah, e decidi fazer a Coleção da Eaglemoss e comecei a comprar alguns do Lanterna Verde! Deus me ajude!

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#Resenha: Cuco – Julia Crouch

Comecei a ler Cuco com um pé atrás. Apesar de já ter visto o livro na grande maioria dos bookshelf tours que assisti, as opiniões sobre ele eram bem negativas. A mesma coisa acontecia no Skoob. Mas, mesmo assim, resolvi dar uma chance. E acabei gostando muito!

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O livro conta a história de Rose, que vive uma vida tranquila, em uma casa construída em uma cidade pequena, praticamente no campo. Apesar de seu casamento com Gareth ter sofrido algumas turbulências, recentemente, o término de sua nova casa e a chegada de sua segunda filha parecem selar o começo de um período de paz.

Rose é a típica dona de casa perfeita dos anos 60. Adoro os trabalhos domésticos e sua grande aspiração é educar bem suas filhas e viver tranquilamente, longe dos perigos da cidade grande.

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Mas tudo muda quando sua amiga de infância Polly liga para dizer que seu marido morreu em um acidente de carro e que ela está voltando para os Estados Unidos, com seus dois filhos. A relação entre Rose e Polly sempre foi muito estreita. Passaram uma infância terrivelmente difícil, apoiando-se sempre uma na outra.

Rose então decide convidá-la para morar com eles por um período, até que ela consiga atravessar o luto e se reestabelecer. O convite logo gera uma grande tensão com Gareth, que apesar de ter sido amigo do marido de Polly, não consegue suportá-la. Mesmo assim, acaba acatando a vontade de Rose.

Mas quando Polly chega, tudo começa a mudar. Acidentes inexplicáveis e segredos do passado começam a vir a tona. Nada era tão perfeito quanto parecia!

A leitura é muito rápida! A primeira parte é um pouco cansativa, mas do meio para o final fica difícil largar o livro. Gostei até mesmo do final, que foi muito criticado. Achei que foi coerente com a personalidade dos protagonistas, principalmente com o desejo de Rose de manter tudo perfeito. A única grande crítica fica pela falta de confrontos. Muitas vezes, você está aguardando ansioso por um diálogo, em que tudo seja colocado às claras, e ele nunca acontece.

Mesmo assim, gostei e recomendo. Me lembrou muito A Mão que Balança o Berço!

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#Resenha: #Girlboss – Sophia Amoruso

#Girlboss tem como subtítulo, na edição brasileira, a frase: Inspiradora história da executiva de 100 milhões de dólares, CEO da Nasty Gal. Ou seja, um livro de conselhos profissionais de uma grande empresária. Não se encaixa nas minhas categorias preferidas de livros. Mas, há algo muito diferente neste, que é justamente a história de vida da Sophia, que começou sua carreira com uma loja de roupas vintage no eBay.

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Sophia tem uma grande sacada já no começo de seu livro, colocando uma hilária linha do tempo de sua vida, que termina com:

“2006: Eu tenho uma hérnia, o que significa que preciso arrumar um emprego para ter seguro saúde. Eu encontro um, checando identificações no lobby de uma faculdade. Eu tenho muito tempo livre, então eu fico navegando na internet e abro uma loja no eBay chamada Nasty Gal Vintage.

2014: Eu sou CEO de uma companhia de 100 milhões de dólares com um escritório gigante em Los Angeles, um centro de distribuição e entrega em Kentucky e 350 empregados.”

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E é lógico que você fica entusiasmado para saber como uma mudança dessas ocorreu em tão pouco tempo. Mas isso não é o grande atrativo do livro, a personalidade de Sophia é. Ela é uma pessoa completamente fora do convencional. Saiu de casa muito cedo, detestava a escola, nunca foi para a faculdade e vivia sendo despedida dos empregos que arranjava. Além disso, passou grande parte de sua adolescência viajando de carona e roubando lojas. O perfil que qualquer pessoa consideraria completamente inapto para o sucesso.

Mas quando ela abre sua loja no eBay, a Nasty Gal Vintage, e vende sua primeira peça, sua vida começa a mudar. Ela finalmente achou algo pelo que realmente era apaixonada para trabalhar. E garimpando roupas em brechós, preparando as peças, vendendo nos leilões do eBay e fazendo verdadeiros editoriais para atrair clientes, ela começa a erguer a grande empresa que possui hoje.

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A Nasty Gal é uma marca jovem, que nasceu com a prerrogativa de vender peça únicas, respeitando a personalidade de suas clientes. E isso também é passado neste livro. Não é um manual de passos para o sucesso, são dicas de uma pessoa que alcançou grandes objetivos, sendo diferente dos demais e que deseja que você também use sua individualidade e criatividade para ser bem sucedida.

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Livro muito divertido e com sacadas excelentes!

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#Resenha: A Lista Negra – Jennifer Brown

Sabe aquele livro que mexe fundo com você? Foi assim com A Lista Negra, da Jennifer Brown. Não tinha ouvido falar sobre este livro até pouco tempo atrás, mas assim que assisti um vídeo falando sobre ele, já me interessei e passou para o topo da minha must read. E não me arrependi, o livro é sensacional.

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Valerie Leftman é uma estudante do ensino médio que não se encaixa nos padrões da maioria, tem poucos amigos e namora Nick, que também sempre fugiu do padrão. Além do bullying constante que sofre na escola, Val passa por vários problemas em casa. Seus pais praticamente não se falam e quando o fazem é somente para brigar. Um dia, cansada de tudo, ela resolve fazer uma lista com todas as pessoas e situações que lhe perturbam e que ela gostaria que desaparecessem, A Lista Negra. Ela nem ao menos iria mostrar esta lista para ninguém, era somente um desabafo muito pessoal, mas Nick um dia pega seu caderno e resolve participar também. A vida de Nick também é muito complicada, apesar de frequentar uma escola em que a maioria dos alunos possui uma vida financeira confortável, sua situação familiar é bem diferente. Sua mãe parece não ligar muito pra ele e ele já teve vários padrastos. Apesar de tudo isto, ele é muito inteligente e oferece à Val todo o carinho e apoio que sempre lhe faltaram. Mas Nick também tem um lado sombrio, passa muito tempo pensando na morte, fica obcecado quando houve sobre um tiroteio em uma escola e muitas vezes a raiva que sente chega a assustar Val. Isto tudo piora quando Nick passa a andar muito com um amigo problemático e a se drogar com frequência.

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Quando Val é mais uma vez perturbada por uma colega de classe no ônibus a caminho da escola, ela chega para reclamar com Nick e ele lhe diz que irá resolver a situação. O que ela não podia prever é que ele iria começar um tiroteio em sua escola, que culminaria com a morte de vários alunos e um professor. Apesar de já terem discutido sobre isto, em teoria, Val nunca levou a questão a sério. E nunca cogitou que Nick a levasse também. Ela, então, entra em desespero e tenta impedi-lo. Leva um tiro ao se colocar na frente de uma das colegas que mais a fez sofrer e acorda no hospital para descobrir que Nick se matou e que ela está em um grande problema. A lista é descoberta e todos pensam que ela foi cúmplice.

A história do livro começa com a volta de Valerie para a escola, depois do tiroteio e de meses de recuperação. Acompanhamos sua readaptação, as reações de seus colegas, das vítimas que sobreviveram e dos amigos das pessoas que morreram. A história é muito dolorida e consegue abrir feridas antigas também. Impossível não voltar à sua época de escola e se colocar no lugar dos personagens. Mas, pra mim, o mais pesado foi a relação de Valerie com seus pais. O relacionamento ruim deles acaba piorando muito depois do tiroteio. Saber que até seus pais tem medo dela ou a culpam pesa muito para a personagem.

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Uma história que realmente consegue te tocar e te fazer refletir sobre muitas coisas. Já ouvi várias pessoas falando sobre como este livro deveria fazer parte da grade escolar e concordo plenamente. Talvez poderia impedir grandes danos, principalmente às vítimas de bullying. Excelente!

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Books, Clássicos

#Resenha: Madame Bovary – Gustave Flaubert

Madame Bovary foi publicado em 1857 e causou uma grande comoção, para não dizer escândalo! Seu autor inclusive enfrentou um processo: foi acusado de ofender a moral e a religião. Um dos primeiros romances da escola realista, o livro critica abertamente o período que o antecedeu, o romantismo, além de, através de um de seus personagens, fazer críticas pesadas ao catolicismo.

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A história começa contando sobre a vida de Charles Bovary, um menino não excepcionalmente inteligente e pobre, que através de grande esforço, se torna médico. Charles não é um homem com grandes ambições ou aventureiro, a única que deseja é levar uma vida tranquila, com a família que criar. Ele se casa com uma viúva, mas não é apaixonado por ela. Em uma de suas visitas, para tratar um paciente, conhece sua filha, Emma e logo se encanta. Emma parece ser tudo que um homem poderia querer, educada em um colégio católico, toca piano e, desde que sua mãe faleceu, dirige a casa para seu pai. Quando a esposa de Charles morre, a decisão de casar-se com Emma vem naturalmente.

Logo depois de se casarem, Emma começa a se ressentir de sua vida pacata. Leitora assídua de grandes romances, não consegue enxergar em sua vida as grandes paixões que achou que viveria. Tudo isto culmina quando vai à um baile, em um castelo. Lá ela dança com um visconde, vê as pessoas tão bem vestidas e a casa que ela sempre desejou. Depois de tudo isto, voltar para seu cotidiano se torna insuportável para ela, que de esposa modelo, passa a não ligar mais para seus deveres.

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Charles é completamente devotado a Emma e acredita que ela esteja doente, sofrendo dos nervos. Neste momento, ele recebe uma proposta de trabalho irrecusável. Um pequeno vilarejo que está sem médico. Esta é uma oportunidade para que ele cresça profissionalmente e também para proporcionar uma mudança de ares para Emma, que está grávida.

Ao chegar em seu novo lar, em uma pequena cidade, Emma conhece Léon Dupuis, o escrevente da cidade. Léon e Emma logo estabelecem uma conexão muito forte, apaixonados por arte e literatura, acabam se apaixonando. Mas Léon tem medo de se declarar e ser rejeitado, pois vê Emma como a mulher perfeita, sem vícios. Emma, por sua vez, se sentindo intensamente culpada por seus sentimentos, passa a se esforçar para ser a mulher mais virtuosa que poderia. O rapaz então resolve ir para Paris, para esquecer seu amor, que ele julga não correspondido.

Emma fica profundamente deprimida com sua partida. Nada em sua vida é como ela idealizou, nem mesmo sente grande afeição por sua filha. E quando ela conhece Rodolphe, um homem rico da região, que faz de tudo para conquistá-la, ela acaba cedendo. Mas Rodolphe não está realmente apaixonado por ela, apenas aprecia a conquista.

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Ao decorrer da história, Emma acaba ficando a cada dia mais cínica e infeliz. Afundando em dívidas e em mentiras. Mas esta tristeza também é idealizada por ela, que sempre se considera uma grande vítima do destino.

Apesar de ser bem difícil gostar de Emma, por seu egoísmo e sua arrogância, há um grande teor feminista em sua personagem, que faz com que possamos nos identificar com ela. Ao descobrir que estava grávida, por exemplo, Emma deseja que seu bebê seja um menino, pois um homem pode criar seu próprio destino, não precisa se submeter as mesmas regras que a sociedade impõe às mulheres.

Madame Bovary atravessa séculos e continua extremamente atual, pois trata de grandes temas universais. Até mesmo a crítica feita por Flaubert aos romances lidos pela protagonista, que a levam a desejar uma vida completamente idealizada, podemos trazer para nossa realidade, onde a exposição às redes sociais muitas vezes tem o mesmo efeito sobre nós, nos fazendo acreditar que a vida das outras pessoas é muito mais feliz do que a nossa.

Uma leitura deliciosa (a escrita de Flaubert é primorosa) e que vai lhe fazer parar para pensar em diversos assuntos polêmicos e necessários.

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Books

#Resenha: Gelo Negro – Becca Fitzpatrick

Quando li a sinopse deste livro, fiquei muito empolgada. Dá só uma olhada:

“Gelo Negro – Britt Pfeiffer passou meses se preparando para uma trilha na Cordilheira Teton, um lugar cheio de mistérios. Antes mesmo de chegar à cabana nas montanhas, ela e a melhor amiga, Korbie, enfrentam uma nevasca avassaladora e são obrigadas a abandonar o carro e procurar ajuda. As duas acabam sendo acolhidas por dois homens atraentes e imaginam que estão em segurança. Os homens, porém, são criminosos foragidos e as fazem reféns. Para sobreviver, Britt precisará enfrentar o frio e a neve para guiar os sequestradores para fora das montanhas. Durante a arriscada jornada em meio à natureza selvagem, um homem se mostra mais um aliado do que um inimigo, e Britt acaba se deixando envolver. Será que ela pode confiar nele? Sua vida dependerá dessa resposta.”untitled

Já quis ler na hora e passei na frente de vários da minha lista de próximas leituras, mas… Acabei gostando bem pouco! Uma pena falar isso de um livro da Becca Fitzpatrick, pois, apesar de ser outro gênero, gostei muito dos livros da série Hush, hush!

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Mas, nossa, este livro me incomodou demais! Principalmente, a protagonista Britt. De cara ela já começa inventando um namorado falso para o ex. Roubando os CDs dele para se vingar. Coisa de criança, praticamente. O livro tenta o tempo inteiro mostrar que ela não é mais a menina mimada e dependente, que ela mesma diz ter sido, mas não convence em nenhum momento. Fora que ela é muito lenta pra enxergar o que está bem na cara. Toda a trama do sequestro, do perigo, o ambiente que por si só já era hostil, foram bem pouco trabalhados.

A parte mais legal da trama, que poderia ter dado muito certo, os desaparecimentos das garotas, antes da Britt, nas montanhas e a mente do assassino foram praticamente não explorados. O prólogo do livro, que aborda esta parte, é de longe mil vezes melhor que o resto todo. O que deveria ser um livro de suspense, virou só um romance meia boca! E olha que não tenho nada contra um bom romance, interessante e bem desenvolvido. Mas este não era nada disso!

Um pena!!!

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#Resenha: Vida Organizada – Thaís Godinho

Apesar de minha preferência ser por livros de ficção, me interessei muito pelo livro Vida Organizada, da blogueira Thaís Godinho. Há alguns meses, várias pessoas começaram a comentar sobre o livro e resolvi conhecer seu blog. Acabei gostando muito de suas dicas e, principalmente, de sua forma de ver a vida. Então, comprei o livro! E não me arrependo nem um pouco…

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Thaís Godinho

Costumo ser uma pessoa bem organizada. Não que tudo fique sempre bonitinho em um lugar, mas, geralmente, sei onde achar tudo que preciso. Mas, nos últimos tempos, a correria tomou conta e sinto falta de organizar melhor meu tempo. Esta foi minha grande motivação para ler o livro da Thaís.

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E logo no começo, ela já me conquistou, citando um amigo:

“Você não deveria ter uma vida organizada, mas uma vida simplificada.”

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Sensacional! Algo tão simples, mas que sempre nos escapa. Ainda neste mesmo capítulo, ela nos mostra a gravidade da situação:

“Porque não estamos mais decidindo entre assistir ao Big Brother ou estudar para a faculdade, mas entre ficar com o filho ou ir à um encontro profissional às 20h.”

O livro é cheio de dicas extremamente úteis, mas não é um manual do que deve ou não ser feito. Pelo contrário, mostra que temos que desenvolver nossos próprios métodos, o que funciona para nossa vida e aos que estão ao nosso redor. E, principalmente, nos motiva a tomar decisões mais acertadas e que liberem nossa vida de cargas excessivas.

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“Esqueça todos os preconceitos que você aprendeu, segundo os quais, para ser uma pessoa organizada, você precisa ser alguém perfeito e dar conta de tudo, absolutamente TUDO. Isso é ilusão. Ser organizado é fazer o suficiente para manter tudo sob controle – o que não é uma tarefa fácil.”

Livro excelente! E já testei algumas dicas no trabalho, que fizeram toda a diferença!

“Portanto, para qualquer coisa na vida que você julgue “dar trabalho”, pergunte-se primeiro qual é a sua motivação para fazer aquilo. Se não for suficiente, não vale a pena. Se for, não encare como trabalho, mas como parte de uma decisão pessoal tomada a fim de que todos à sua volta fiquem bem.”

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#Resenha: Frida – Hayden Herrera

“A única coisa que sei é que eu pinto porque preciso, e pinto tudo que passa pela minha cabeça, sem levar nada mais em conta.”

Frida Kahlo

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Desde que conheci a história de Frida Kahlo, passei a me interessar muito por ela e suas obras. Frida nasceu em 6 de julho de 1907, na cidade de Coyoacán, no México. Apesar de mais tarde afirmar que teria nascido no ano de 1910, ano do início da Revolução Mexicana. Filha de pai alemão e mãe mexicana, com descendência indígena. Quando tinha seis anos, contraiu poliomielite, que lhe deixou uma lesão na perna direita e passou nove meses confinada em sua casa. Neste momento, começava a tomar forma um traço importante de sua personalidade: conseguir enxergar a si mesma como outra pessoa. Uma amiga imaginária.

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“Eu devia ter seis anos quando senti intensamente a experiência de uma amizade imaginária com uma menininha mais ou menos da minha idade. Na janela de vidro do que à época era o meu quarto, e que dava para a rua Allende, eu bafejava no vidro e com o dedo desenhava uma “porta” […] [aqui Frida desenha a janela do quarto de sua infância]. Cheia de alegria e urgência, na minha imaginação eu saía por essa porta, atravessava toda a planície que via à minha frente até chegar à leiteria chamada “Pinzón”. […] Eu entrava pela letra “O” de Pinzón e descia apressadamente para o interior da terra, onde minha amiga imaginária estava sempre à minha espera. Não me lembro da imagem dela, nem da cor. Mas sei que ela era alegre — ela ria muito. Sem fazer barulho. Ela era ágil e dançava como se seu corpo não tivesse peso algum. Eu acompanhava todos os seus movimentos e, enquanto ela dançava, eu contava a ela todos os meus problemas secretos. Quais? Não me lembro. Mas só pela minha voz ela sabia tudo a meu respeito. […] Quando eu voltava para a janela, entrava pela mesma porta desenhada no vidro. Quando? Quanto tempo eu tinha passado com ela? Não sei. Podia ter sido um segundo ou milhares de anos. […] Eu estava feliz. Eu apagava a “porta” esfregando a mão no vidro e ela “desaparecia”. Eu corria com meu segredo e a minha felicidade para o canto mais afastado do pátio da minha casa, e sempre no mesmo lugar, sob um cedro, eu chorava e dava gargalhadas, surpresa de estar sozinha com a minha grande felicidade e com a lembrança tão nítida da minha menininha. Trinta e quatro anos se passaram desde que tive a experiência dessa amizade mágica e, toda vez que me lembro dela, ela torna a ganhar vida e fica cada vez maior dentro da minha cabeça.”

Este, infelizmente, não foi o único percalço na vida de Frida. Sempre inteligente e afrente das meninas de sua idade, Frida era uma das únicas mulheres a estudar na Escola Nacional Preparatória, onde se encontrava a nata intelectual do país. Foi neste momento, até então o seu auge, que ela sofreu um acidente que lhe traria consequências ao longo de toda a sua vida.

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“Foi um daqueles acidentes que fazem uma pessoa, mesmo anos depois do fato, estremecer de horror. Envolveu a colisão entre um bonde e um precário ônibus de madeira, e transformou a vida de Frida Kahlo.”

“Pouco depois que entramos no ônibus houve a colisão. Antes disso, tínhamos subido em outro ônibus, mas como eu tinha perdido minha sombrinha, descemos para procurar e foi por isso que acabamos entrando no ônibus que me destruiu. O acidente aconteceu numa esquina em frente ao mercado de San Juan, exatamente em frente. O bonde veio se aproximando devagar, mas nosso motorista era jovem e nervoso. Quando o bonde fez a curva na esquina o ônibus foi prensado na parede. Eu era uma menina inteligente, mas muito pouco prática, apesar de toda a liberdade que eu tinha conquistado. Talvez por causa disso, não avaliei a situação nem o tipo de ferimento que eu tive. A primeira coisa em que pensei foi em um balero [brinquedo mexicano] com cores bonitas que eu tinha comprado naquele dia e que eu estava carregando comigo. Tentei procurar o brinquedo, achando que o que tinha acontecido não teria maiores consequências. É mentira que a pessoa tem consciência da batida, é mentira que a pessoa chora. Em mim não houve lágrimas. A colisão nos jogou para a frente e um corrimão de ferro me varou do mesmo jeito que uma espada rasga a carne do touro. Um homem me viu tendo uma tremenda hemorragia. Ele me carregou e me deitou em cima de uma mesa de bilhar até que a Cruz Vermelha chegasse.”

Uma barra de ferro atravessou o corpo de Frida, quebrando sua coluna em três lugares, a clavícula, terceira e quarta vértebras. Teve onze fraturas no pé direito, uma luxação no cotovelo esquerdo e sua pélvis se quebrou em três lugares. Além da lenta e dolorosa recuperação, cheia de cirurgias e imobilizações dolorosas, as lesões causadas pelo acidente impediram que Frida conseguisse ter filhos. Apesar de engravidar, sofreu sucessivos abortos.

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“Em suas cartas há notas de humor e alegria, mas que nunca conseguem abafar um refrão mais sombrio: No hay remedio — não há remédio. “É preciso suportar”, ela dizia. “Estou começando a me acostumar com o sofrimento.” A partir do acidente, a dor e a fortaleza tornaram-se temas centrais em sua vida.”

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Foi no período de sua recuperação que Frida começou a pintar. E para saber se deveria prosseguir em uma carreira de pintora, Frida recorreu à Diego Rivera para avaliar seus quadros. Diego já era um dos mais famosos artistas do México, um muralista extremamente talentoso. E se tornaria o grande amor da vida de Frida. Eles se casariam pouco depois e viveriam uma história de amor, admiração, traições e separações sem fim.

“Diego, houve dois grandes acidentes na minha vida: o bonde e você.”

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A biografia de Hayden Herrera é sensacional. Através de inúmeras cartas escritas pela própria Frida e pelos que estavam a sua volta, sua história é contada e podemos mergulhar fundo em seus sentimentos, a ponto de parecer que a conhecemos intimamente. Mas a parte mais fascinante é como toda a sua obra é dissecada, conectando-as aos momentos de sua vida, que por si só já seria extraordinária.

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“É impossível separar a vida e a obra dessa pessoa singular. Suas pinturas são sua biografia.”

Frida é muito mais que um exemplo de superação. Seus ideais, o amor pelo seu povo e por seu país, suas convicções políticas e sua individualidade a tornam excepcional. Até mesmo suas roupas, seus trajes tehuanos, ela consegue transformar em arte.

Sua obra é despretensiosa, não se prende a nenhum estilo, somente retrata o que está no fundo de sua alma.

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“Não estou doente. Estou destruída. Mas me sinto feliz por continuar viva, enquanto eu puder pintar.”

Livro imprescindível para todos os fãs de Frida!

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“No meu corpo inteiro só existe um; e eu quero dois. Para haver dois deles precisam cortar um. É esse um que eu não tenho que eu preciso ter pra conseguir andar, o outro já estará morto! Pra mim, asas bastam. Que eles cortem, e eu voarei!”

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